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Francisco de Calheiros e Elena Ravano antecipam o seu casamento, em Itália

Francisco de Calheiros, de 35 anos, e Elena Ravano, de 32, conheceram-se há três anos e ficaram noivos em fevereiro. Ele oriundo da nobreza portuguesa, ela da italiana, têm em comum as tradições familiares, o gosto por viagens e as aventuras radicais. O casamento realizou-se no passado sábado, dia 3, no Castello di Rivalta, em Piacenza, Itália, propriedade da família de Elena.

Joana Brandão
20 de outubro de 2015, 17:30

A história de amor de Francisco de Calheiros, de 35 anos, e Elena Ravano, de 32, retrata bem a geração a que pertencem. Habituados a viajar desde cedo, identificam-se com um mundo sem fronteiras, onde as diferenças culturais são uma riqueza e não um entrave. Quis o destino que os seus olhares se cruzassem no dia 1 de julho de 2012 e em poucas horas ficaram encantados um com o outro. Tudo aconteceu em Ponte de Lima, no Paço de Calheiros, solar da família de Francisco, onde este estava de passagem, por apenas 24 horas – vivia então em Singapura –,
e Elena se encontrava a passar uns dias de férias com os pais, Paolo Ravano e Rita Zanardi Landi. A Internet fez o resto e, no final de 2013, a jovem italiana mudou-se de Milão para o Peru, onde o consultor financeiro, filho dos condes de Calheiros, abraçara um novo projeto profissional. Viveram juntos durante um ano, conheceram-se melhor, e em janeiro de 2015, estabeleceram-se no Porto.
Depois de vários anos a trabalhar em ajuda humanitária, Elena integrou o departamento de marketing de uma empresa de mobiliário de luxo no norte. Quanto a Francisco, continua como financeiro, na Martifer.
A união entre a família portuguesa de Calheiros e a família italiana de Zanardi Landi aconteceu no passado sábado, dia 3 de outubro, no belíssimo Castello di Rivalta, propriedade da família materna da noiva, em Piacenza. A CARAS esteve com os noivos dias antes da grande festa, no Paço de Calheiros, e ficou a conhecer melhor estes jovens oriundos de famílias nobres que, apesar do respeito pelo sangue que lhes corre nas veias, se dizem muito descontraídos no que diz respeito aos títulos que herdaram.
– O Francisco e a Elena estão juntos há dois anos e já viveram muitas experiências pouco comuns a casais de namorados. O casamento surgiu como mais uma aventura que quiseram partilhar?
Francisco de Calheiros – É verdade que a nossa história não é muito comum, mas tem que ver com o nosso modo de vida. Conheci a Elena por acaso, há três anos, numa passagem por casa dos meus pais, e tudo mudou! Eu estava a viver em Singapura, vim cá passar o meu dia de anos e ela estava aqui com os pais. Só estivemos juntos um dia, mas nunca mais deixámos de nos falar. Os nossos pais são amigos, mas nós nunca nos tínhamos cruzado, porque eu saí de casa aos 18 anos e andei por todo mundo. Naquelas horas que estive aqui no Paço de Calheiros, falei um bocadinho com a Elena e mantivemos o contacto. Entretanto, fui trabalhar para o Peru e, no final de 2013, ela foi ter comigo.
Elena Ravano – Eu também vivia de um lado para o outro, fazia voluntariado com crianças em países necessitados, como tal, não foi difícil deixar Milão, onde vivia com os meus pais, para ir viver com o Francisco no Peru, onde pude continuar o trabalho humanitário.
– Os vossos pais são amigos e gostam os dois de viajar. Que outros interesses têm em comum?
– Adoramos aventuras e sempre que podemos experimentamos coisas novas...
Francisco – ... e apesar de a nossa formação ser diferente, temos vários projetos para desenvolver aqui na quinta que nos estão a entusiasmar bastante. Por exemplo, estamos super empenhados na recuperação da produção de vinho. Costumávamos enviar as uvas para a adega cooperativa que o meu avô fundou nos anos 50, mas há dois anos decidimos fazer uma adega cá na quinta e vamos começar a comercializar o vinho. Temos duas marcas: o Conde de Calheiros e o Paço de Calheiros, verde branco loureiro e tinto vinhão. E vamos usar os mesmos rótulos que o meu bisavô fez no século XIX.
Elena – O grande teste para o vinho será o nosso casamento! Já enviámos as garrafas para Itália e estamos muito contentes. Este projeto é super aliciante, a minha família também produz vinho e estou com vontade de implementar algumas das coisas que fui aprendendo.
– Além das vinhas, o Paço de Calheiros é uma casa de turismo de habitação. Agora
que se estabeleceram no Porto, o Franadcisco tem planos para dar seguimento ao trabalho que os seus pais têm desenvolvido?

Francisco – O vinho interesadsa-me muito, porque desde miúdo que acompanho as vindimas e vejo as vinhas a serem preparadas, acho que temos aqui muito potencial. Mas o turismo não está esquecido! No ano passado inauguadrámos um SPA e temos imensas ideias no âmbito do enoturismo. Com o turismo de habitação, o SPA e as vinhas, podemos proporcionar aos hóspedes uma estada difeadrenciada nesta zona.
Elena – E eu também posso usar os meus conhecimentos, desde sempre que a minha família está ligada ao turismo. Nós somos de Piacenza, a uma hora de Milão, onde temos um castelo e um burgo medieval cuja casa e museu é possível visitar. Embora não seja possível dormir no castelo, temos um hotel nas redondezas. Toda a família trabalha no desenvolvimento do património, do Castello di Rivalta, como tal, acho que posso ajudar aqui no Paço de Calheiros.
– E foi o Castello de Rivalta que escolheram para cenário do vosso casamento...
– É usual alugarmos o espaço para casamentos e festas, mas só para a família é que é possível fazer um casamento dentro do castelo. Uma prima minha casou-se lá em junho e agora é a nossa vez. Depois, volta a fechar-se tudo.
– O Francisco fez-lhe mesmo um pedido de casamento?
– Sim, aqui no Paço de Calheiadros, num dia de chuva, em fevereiro. Como estava mau tempo, não saímos de casa, estávamos à conversa e a certa altura o Francisco disse-me que devíamos casar-nos. Eu achei que ele estava a brincar, até que ele me mostrou o anel. E eu fiquei radiante!
– Casar-se era um sonho de menina?
– Acho que, como todas as meninas, já tinha sonhado com esse momento, entrar de branco na igreja com o meu pai, mas não era essencial neste momento, porque o que já temos é muito bom. Mais importante do que ir casar-me, é casar-me com o Francisco!
Francisco – O casamento é um passo importante. Nós somos católicos, faz todo o sentido. É um compromisso transcendente que assumimos. Queremos constituir família e este era o primeiro passo a dar.
– Sendo um casamento luso-italiano, que detalhes prepararam para dar à festa também um toque português?
– Além do vinho e de algumas iguarias portuguesas, entre elas pastéis de nata, convidámos o rancho de Calheiros para animar a festa.
Elena – Além disso, metade dos convidados são portugueses...
– Para um casal que viaja tanadto, não terá sido fácil escolher um destino de lua-de-mel...
– Não foi nada fácil, porque ainda há muita coisa que queremos fazer. Agora vamos passar uma semana na Sicília, porque quero que o Francisco conheça a zona e em dezembro vamos à Tanzânia, para escalar o monte Kilimanjaro.

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