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Débora Montenegro: “Não aceito ideias impostas seja por quem for"

Aos 30 anos, a manequim sabe bem aquilo que quer. Casar-se e ter filhos não faz, para já, parte dos planos.

Andreia Cardinali
17 de outubro de 2015, 12:00

Um pôr-do-sol memorável em plena paisagem alente­jana. Temperaturas tórridas. Girafas e zebras como elementos decorativos. Este foi o enquadramento perfeito para fotografar a beleza e sensualidade da manequim Débora Montenegro. Adepta da natureza, e cada vez mais preocupada com o meio ambiente, Débora esteve no seu elemento na primeira visita que fez ao Badoka Park, onde assumiu que vive dias felizes a nível profissional, mas, sobretudo, a nível pessoal, junto de Ricardo Guedes, com quem namora há sete anos. Sem planos a curto prazo para se casar ou ter filhos, a manequim diz que vive um dia de cada vez e que não pretende seguir os parâmetros impostos pela sociedade.
– Não mostrou o menor me­do quando se viu rodeada pelos animais do parque...
Débora Montenegro – As minhas primeiras memórias de infância são das férias que passei em quintas com cavalos, coelhos, aves. Sempre tive o privilégio de poder estar em contacto com a natureza... Adoro animais e esta sessão foi, sem dúvida, incrível, pelo lugar encantador que é este parque e por nele se viver uma grande dedicação a todas estas espécies. Nunca tinha estado tão perto de uma girafa, e poder alimentar as zebras foi uma experiência única!
– O contacto com a natureza é importante para o seu equilíbrio?
– Sem dúvida, por isso sempre preferi morar em locais onde a natureza esteja presente. Neste momento, moro na Ericeira, e poder chegar a casa e conseguir a paz interior apenas olhando e sentindo o cheiro do mar não tem preço. Consigo desligar de tudo! Adoro a cidade, mas para viver o dia-a-dia tenho de estar rodeada de coisas simples, mas que para mim são fundamentais.
– Por detrás da sensualidade que transmite há uma mulher tímida e até tradicionalista. Como equilibra tudo isso?
– Trabalho cada território de maneira diferente, com estratégias diferentes.
– Tem 30 anos e 16 de carreira. Já pensa em abandonar a moda?
– Tenho muitos projetos e muitos sonhos, e acredito que para conseguir realizar qualquer coisa na vida é preciso foco e determinação. Mas sonhos não se contam, traba­lham-se para serem concretizados. Independentemente do ramo em que atuar no futuro, vejo-me a trabalhar durante muito tempo. Não tenho feitio para estar parada. Estou aberta às oportunidades que aparecem e vou deixando a vida fluir.
– Os 30 são uma idade que muitas mulheres temem e, provavelmente, uma modelo ainda mais...
– Sinto que apesar de já ter feito 30 anos ainda tenho muito para fazer nesta indústria. Sempre tentei dar o meu melhor e com o passar dos tempos fiquei mais confiante. É muito diferente dizer-se algo a uma menina de 14 anos ou a uma mulher de 30... A cabeça é outra e os trabalhos também são outros, e o impor­tante é evoluir nesse sentido.
– Entretanto, foi convidada para ser embaixadora europeia do Angola Fashion Week...
– Sim! Acho que o facto de me terem escolhido é o retorno do meu profissionalismo ao longo das edições anteriores. Confesso que ao abrir esta edição do Angola Fashion Week voltei a sentir o nervosismo que senti aos 17 anos, quando entrei no Super Model of the World, mas agora com uma responsabilidade maior!
– O seu trabalho obriga-a, sem dúvida, a cuidados especiais com o corpo...
– Apesar de ser modelo, o meu trabalho não me define. Não sou escrava da moda ou do corpo. Sou assumidamente preocupada com um estilo de vida saudável, mas, acima de tudo, adoro viver e não me privo de nada. Aprendi a ouvir os sinais do meu corpo e a perceber aquilo de que ele precisa e o que já não tolera.
– Namora com o Ricardo há sete anos. É inevitável que nesta fase a família e os amigos vos questionem sobre filhos e casamento. Essa pressão incomoda-a?
– Vivemos num mundo que nos impõe padrões de como vestir, falar e comportar... Na minha opinião, não é possível ser feliz seguindo à risca esses padrões. Se para uns é certo construir uma família, outros optam por viver sozinhos e são felizes assim. Namoro há sete anos e tenho uma ideia muito diferente do que é o casamento e do que é ter filhos. Quero muito ser mãe, mas quanto sentir vontade e não porque já tenho “a tal idade” e porque já tenho uma relação de anos. Cada vez sinto mais que a mentalidade mudou e assusta-me ver pessoas infelizes e descaracterizadas, que se casaram só porque sim e tiveram filhos porque tinha de ser, mas na realidade nem têm tempo para os acompanhar. Não quero fazer parte dessa estatística. Tento ser livre e seguir as minhas convicções, dentro do que acho correto. Não aceito ideias impostas seja lá por quem for.
– A proximidade com o Tia­go, filho do Ricardo, e com a sua sobrinha diminuem ou aumen­tam o apelo da maternidade?
– A minha sobrinha é filha da minha irmã, apesar de ter uma grande ligação com ela e sentir que também é um bocadinho minha. Já o Tiago, conheci-o quando tinha três anos, e apesar de ele viver no Porto, também acompanhei o seu crescimento, mas não posso falar da maternidade, porque na realidade não sei o que é!

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