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Mi e Tó Romano vivem dias de carinho e amor em família

Há mais de três décadas que os criadores da Central Models vivem em função um do outro e dos filhos, Afonso e Gustavo, com quem fizeram um passeio à Sertã.

Andreia Cardinali
11 de outubro de 2015, 10:00

Juntos há 33 anos, Mi e Tó Romano, de 53 e 55 anos, respetivamente, vivem em perfeita sintonia e o amor que sentem um pelo outro percebe-se em cada movimento e olhar. A harmonia estende-se aos filhos, Afonso, de 26 anos, e Gustavo, de 21, que, apesar da idade, continuam a querer passar o máximo de tempo possível com os pais e até a mimá-los em público.
Foi num fim de semana passado na Sertã que a CARAS conversou com os proprietários e criadores da Central Models e testemunhou este verdadeiro sentido de família.
– Estão juntos há 33 anos. Um verdadeiro caso de amor...
Tó Romano – Sim, e de longevidade. É muito gratificante, em especial quando olhamos à nossa volta, numa altura em que existe uma crise da família. Sentimo-nos ainda melhor connosco próprios e acabamos por reconhecer que realmente temos algo especial. Parece que estamos juntos há pouco e cada dia é sempre melhor que o anterior.
– É notório em vocês a forma como se tratam e o carinho com que ainda se olham.
– Também alimentamos isso, mas de uma maneira natural. Gosto muito do acordar, o primeiro olhar da manhã tem sempre um sorriso e isso é maravilhoso.
Mi Romano – O contacto é muito importante e às vezes, no dia-a-dia, esquecemo-nos de abraçar o outro. É uma coisa que nós fazemos sempre, mesmo nos dias em que estamos zangados, há sempre um toque, um encosto.
– Isso quer dizer que mesmo trabalhando juntos, só à noite é que são marido e mulher?
– Durante o dia ele é como se fosse um colega, mas também cada um tem a sua função. Depois, também não gosto muito de manifes­tações em público, sou um pouco tímida... Em casa tentamos é deixar o trabalho à porta.
Tó – É cu­rioso que, como passamos 24 sobre 24 horas juntos, poderíamos ter programas distintos ao fim de semana, mas a verdade é que é raro que isso aconteça, queremos é estar juntos e esses dias são inevitavelmente para estar com a família, com filhos ou sem eles, até porque eles já seguiram os seus caminhos.
– O facto de eles já terem saído de casa trouxe-vos uma redescoberta enquanto casal?
Mi – Julgo que sim... Te­mos de fazer uma lua-de-mel! Faz bem renovar. Acho que amor e respeito há em muitos casais, o importante é as pessoas saberem reinventar-se. Olho para trás e não vejo só um Tó, vejo vários, em fases diferentes, e fico feliz por ter vivido todas elas ao lado dele.
– Têm ainda a sorte de ter dois filhos que ainda querem estar com os pais e não têm vergonha de mostrar o quanto gostam de ambos...
– Estavam com saudades porque também estiveram muito tempo fora, em Londres [risos].
Tó – Eles são aquilo que nós somos. São extremamente calmos e são muito sonhadores.
Mi – É engraçado sentir que para eles serem felizes basta-lhes terem a família. A família tem um valor muito especial para nós, somos todos muito unidos. Os encontros de família são frequentes e marcantes.
– Como gerem as saudades agora que eles moram em Londres?
– As novas tecnologias ajudam, o contacto é diário, mas falta o cheiro, o toque. Ver os quartos vazios custa muito. Tento relativizar... No dia a seguir a irem-se embora nem vou à agência, fico com uma tristeza muito grande, mas depois acordo e regresso à vida. Tenho muito orgulho neles e no caminho que estão a percorrer, mas dói.

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