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João Mota: “A privacidade é um bem muito precioso”

Aos 24 anos, o ator concilia o papel que faz na telenovela da SIC “Poderosas” com um mestrado em Gestão de Recursos Humanos. A nível pessoal, mantém uma relação estável e feliz com a também atriz Mariana Monteiro.

CARAS
3 de outubro de 2015, 16:00

Foi um reality show que lhe deu notoriedade. Na altura, João Mota estudava, mantinha a vontade de ser ator, que nasceu logo na infância, e achou que seria uma forma de se aproximar do meio artístico. “Tinha 21 anos, não tinha noção do estereótipo e dos preconceitos associados a quem participava nesses programas, e acabei por encontrar aí um obstá­culo”, reconhece. Decidido a combater o preconceito, apostou na formação como ator – que o levou a passar três meses no Bra­sil, por exemplo –, manteve os pés assentes na terra e um comportamento low profile. A receita foi bem escolhida: as oportunidades foram surgindo e hoje, aos 24 anos, dá vida a uma personagem complexa na telenovela da SIC Poderosas, um homem violento e abusador que lhe exigiu uma construção trabalhosa. Uma tarefa que concilia com a frequência de um mestrado em Gestão de Recursos Humanos. A nível pessoal, mantém uma relação estável com a também atriz Mariana Monteiro e considera que a vida lhe corre bem em geral. Há só uma coisa que dispensava, mesmo sabendo ser inevitável para quem trabalha em televisão: a perda de privacidade.
– A vida tem-lhe sorrido. Há aqui alguma sorte?
João Mota – Bom, tenho trabalhado, investido na minha formação... Acho que a sorte é onde a oportunidade se cruza com o trabalho.
– Hoje sente-se orgulhoso com o que conseguiu?
– Sim, tenho orgulho naquilo que tenho conseguido fazer. Claro que quero aprender mais, evoluir.
– É ambicioso?
– Tenho uma ambição saudável, quero fazer as coisas com calma.
– O sucesso profissional traz o lado da fama...
– Sim, e nunca quis ser famoso. Reconheço que há um lado bom no facto de as pessoas mostrarem que gostam de nós e do nosso trabalho, mas hoje tenho noção de que a privacidade é um bem muito precioso. Nunca mais vou ser um anónimo, às vezes nem sequer fora do país consigo, há sempre um português...
– Ainda por cima tendo em conta que a Mariana também é uma figura pública. Juntos, dificilmente passam despercebidos.
– Sim, é verdade.
– Já vivem juntos?
– Sim, apesar de eu ainda manter a minha casa.
– Há dois anos, numa entrevista, dizia que não dava importância ao casamento. Ainda pensa assim?
– Para mim, o casamento é um contrato, e contratos faço em trabalho. O importante são os sentimentos, se estes acabarem, não há contrato que salve a situação. Se amo uma pessoa, amo, não preciso de um papel nem de grandes festas.
– Às vezes são as mulheres que sonham com uma festa de casamento...
– Tive sorte, a Mariana tem a mesma opinião que eu.
– E filhos, ainda é muito cedo para pensar nisso?
– É um sonho ter filhos, mas ainda não penso nisso. Quando tiver filhos, quero dar-lhes estabilidade, ter feito tudo o que preciso de fazer. Aí poderei dedicar-me a cem por cento a um filho.
– E se acontecer?
– Se acontecer, vamos embo­ra, claro! Mas planeado, não será para já.

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