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Rita Mendes e Hugo Caetano: Dias felizes ao lado de Afonso e Matilde

Rita Mendes é mãe de Afonso, de cinco anos, fruto da sua anterior relação com Roger Branco, e de Matilde, de três anos, nascida da sua atual relação com o empresário Hugo Caetano.

CARAS
26 de setembro de 2015, 10:00

A aproveitar ao máximo os últimos dias de umas férias em família com trabalho à mistura, Rita Mendes ainda arranjou tempo para uma conversa com a CARAS. E foi num dia quente de fim de verão no Algarve que estivemos com a DJ e blogger, o seu companheiro, o empresário e fotógrafo Hugo Caetano, a filha de ambos, Matilde, de três anos, e Afonso, de cinco, nascido da anterior relação da DJ com o empresário Roger Branco. Aos 38 anos, Rita não esconde o desejo de um dia voltar à televisão, mas admite que não vive obcecada com o futuro.
– Estas foram umas férias com uma agenda de trabalho bastante preenchida...
Rita Mendes – Sim, mas a verdade é que há muito tempo que não me lembro de ter férias onde não encaixe trabalho! Por uma razão ou por outra, em todas as áreas por onde tenho passado tive sempre que encaixar festivais, presenças, trabalho como DJ e até reportagens... Mas já tenho 20 anos de vida profis­sional, já sei como organizar tudo e trazer também a família.
– E trazer a família não torna tudo ainda mais cansativo?
– De facto, é muito exigente, mas acho que é necessário para as famílias terem estes momentos de união, estarmos desde as oito da manhã até à meia noite juntos, a viver as partes boas e as menos boas. Não deixam de ser férias, mas não são férias como eu equacionava quando não era mãe. Com duas crianças pequenas nunca se descansa realmente... Sinto que precisava de umas férias num spa, a fazer massagens e a dormir doze horas por noite [risos]!
– E então como é que são os vossos dias de férias?
– Começam muito cedo e são planeados em função das crianças. Mas é claro que também nos divertimos, é importante os pais gostarem de fazer coisas com as crianças. A perspetiva de vida muda radicalmente quando se tem filhos, o prazer está em estar com eles, em criar memórias.
– Mas não sentem falta de um tempo só para vocês?
– Sim, claro, mas o ano passado estivemos só os dois de férias. E apesar de ter sido bom, também tivemos pena de que eles não estivessem cá. É essa a ambiguidade de sermos pais, por um lado é bom termos tempo para nós enquanto casal, por outro não conseguimos deixar de pensar como seria bom partilhar alguns desses momentos com os nossos filhos.
– É muito diferente ser mãe de um menino e de uma menina?
– Eles são mesmo muito diferentes, e acho que não é por serem menino e menina! A Matilde é muito querida, uma princesa, mas muito senhora do seu nariz. eu chamo-lhe princesa rebelde [risos]! O Afonso é mais preguiçoso, mas um miúdo muito inteligente, atento e carinhoso. Eles são um bocadinho o gato e o rato, mas quando não estão juntos andam sempre à procura um do outro. Quando o Afonso está em casa do pai, a Matilde põe a mesa para o Afonso e fala como se ele estivesse em casa.
– Trabalhar à noite com dois filhos pequenos deve ser difícil...
– É duro, sim, mas também é diferente trabalhar até à uma da manhã ou até às seis! Por isso mesmo, a minha perspetiva nos últimos tempos tem mudado, faço trabalhos menos ‘noctívagos’. Quando tive a Matilde, as minhas prioridades mudaram ao ponto de abdicar de trabalhos como DJ no estrangeiro, porque decidi ser mãe. Já não imagino que vá ser uma DJ internacionalmente conhecida a correr o mundo, como em tempos pensei. Trabalhar à noite a partir de certa idade, e com filhos pequenos, é difícil. Graças a Deus sou versátil e tenho imensas coisas para fazer, eventos corporativos, eventos de marcas, aberturas de lojas, o meu projeto infantil, a DJ Mendinha, o meu blogue e dois livros infantis prestes a sair. Nunca estou parada!
– Voltar à televisão não está nos seus planos?
– [Risos] Penso nisso em todas as ren­trées! Claro que sim, foi onde eu ‘nasci’ e tenho pena de ainda não ter voltado, mas já me senti mais triste em relação a isso. Acho que as pessoas também já se esqueceram um bocadinho que eu poderia gostar de voltar, porque tenho feito tantas outras coisas... Mas é algo em que penso sempre, que vou ter o projeto certo na altura certa.
– Apesar de ainda não ter voltado, a gar­ra mantém-se, nunca desistiu de ir à luta...
– O meio artístico é difícil e acho que em Portugal existem muito poucas pessoas que consigam ter a profissão de ator ou apresentador para sempre. A maioria vive numa luta, com proje­tos que falham, com contratos que acabam a meio, com pessoas que ocupam o seu lugar... Não é um meio fácil de singrar e só há duas opções: ou ficamos pelo caminho ou criamos (como eu criei), dentro da nossa área, caminhos de acordo com as nossas valências. Temos que saber lidar com as coisas. Ser, por exemplo, pioneira numa área. Eu fui uma das primeiras DJ mulheres conhecidas em Portugal. Na altura muita gente achava que nunca iria conseguir, sofri bastante com o preconceito, mas este ano faz dez anos que passo música! Sem dúvida que é preciso ter estofo para não nos deixarmos ir abaixo no meio artístico.
– Acredito que os filhos sejam um bom incentivo...
– Sim, ter família faz com que as pessoas sejam mais lutadoras.
– O que é que aprendeu com os seus filhos?
– Eles ensinaram-me a amar e a amar-me de outra forma. Sou mais saudável e atenta às minhas necessidades, porque quero estar presente para eles. E ensinaram-me a ser mais organizada. Sempre fui um bocadinho de me deixar levar e ir estruturando as coisas à medida que iam acontecendo, e agora já não é assim.
– E como é a sua relação com o Hugo? São um casal com os pés assentes na terra?
– Sim, muito. Não temos nada a ilusão de que tudo é maravilhoso, aliás, acho que o Hugo até é mais terra-a-terra do que eu, que sou um bocadinho mais sonhadora.
– Gostavam de ter mais filhos?
– Apesar de o Hugo ter uma relação muito cúmplice com o Afonso, porque está com ele desde muito pequeno, talvez gostasse de tentar ter um filho biológico rapaz. Mas eu não sei se tenho coragem, é fantástico, mas muito cansativo!

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