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Ruben Rua: “Há que saber o que nos faz felizes e lutar por isso”

O modelo sabe ser feliz sozinho, mas continua a acreditar no amor para a vida.

Vanessa Bento
19 de setembro de 2015, 12:00

Este ano, Ruben Rua conseguiu cumprir a tradição e passar duas semanas de férias no Algarve, com a família. Um balão de oxigénio para o resto do ano, que promete ser ainda mais frenético do que os últimos meses. Focado no trabalho como modelo e booker, e nos muitos projetos paralelos que não param de surgir, Ruben tem pouco tempo para dedicar à sua vida pessoal. Contudo, nesta con­versa sincera e descontraída que teve com a CARAS durante as suas férias em Vilamoura, o manequim não fugiu ao tema sobre o fim do namoro com Francisca Perez e mostrou-se confiante no futuro.
– Tem uma carreira interna­cional que lhe permite viajar pelo mundo inteiro, mas não dispensa estas férias em família. É nestas pequenas coisas que se continua a encontrar?
Ruben Rua
– Adoro o nosso país, tenho muito orgulho de ser português e de ter nascido no Porto. E quanto mais viajo, mais valorizo Portugal. Houve uma fase recente da minha vida, confesso, em que pensei ir para a Austrália.
– Porquê?
– Nunca lá fui, mas fascina-me e era uma experiência que gos­tava de ter. Gostava de ir para lá estudar e, quem sabe, ficar por lá. Mas a verdade é que Portugal tem uma qualidade de vida difícil de encontrar noutro lado. E é um país tão rico que é fácil ser feliz cá.
– Mas ainda se imagina a ser feliz na Austrália?
– Imagino. Tenho imensos defeitos, mas acho que uma das minhas virtudes é a capacidade de adaptação. Consigo habituar-me
rapidamente a um novo local, adoro a possibilidade de recomeçar uma história num outro sítio onde ninguém sabe quem sou nem conhece o meu passado. É como fazer um restart. Não é ser uma pessoa diferente, é ter uma história diferente. Gosto do desconhecido e vejo-me perfeitamente a fazer outra coisa, não sou nada agarrado à profissão ou ao estatuto. Separo-me muito bem do meu ego. Aliás, se fosse para a Austrália, dificilmente quereria trabalhar como modelo. Acho importante termos diferentes experiências ao longo da vida, é parte da nossa formação pessoal. Contudo, tenho noção das coisas que fui conquistando ao longo destes anos e acho que seria muito ingrato, quase estúpido, até, ir para outro sítio qualquer. Sobretudo agora, que o meu país me está a proporcionar tantas coisas diferentes.
– E a família, também pesa nessa decisão?
– Claro que pesa. A família, os amigos, a cidade, as memórias... Mas se há coisa que aprendi na vida é que é impossível ter o melhor dos dois mundos. E isso é uma certeza que tenho: nunca conseguimos ter uma felicidade perfeita, às vezes temos de abdicar de certas coisas. A vida é a busca da felicidade e acho que ser feliz é isso: sabermos o que nos faz felizes e lutar por isso.
– E o que o faz feliz agora?
– Essa é uma pergunta complicada. Neste momento estou mergulhado na minha vida profissional. Estou numa fase muito boa, com muitos desafios na minha área e em áreas paralelas. Tento abraçar tudo e vou conseguindo, com muito desgaste. Sou muito exigente e estou sempre a pensar no amanhã. Sei que tenho sorte, mas não baixo os braços. Tenho uma estrela comigo, sei que Deus está comigo e tem certas coisas destinadas para mim. Mas também sei que tenho que lutar muito por tudo, o que dá a cada conquista um sabor único.
– Com tanta coisa a acontecer na sua vida profissional, sobra-lhe tempo para lidar com o nível pessoal?
– Ser tão envolvido com o trabalho faz com que a minha atenção não se foque nisso. Portanto, acabo por ter pouco tempo para pensar em como está ou deveria estar a minha vida pessoal. Isso tem um lado bom e outro mau. Tenho noção de que deveria parar e pensar mais em mim, mas levo esse tema de forma muito natural e tranquila. O pai de um amigo disse-me uma vez que uma relação tem de nos fazer mais felizes do que aquilo que somos sozinhos, ou não vale a pena. E eu sou muito feliz solteiro.
– Sabe estar sozinho.
– Sei e gosto da minha vida enquanto solteiro. O que não quer dizer que não possa ser feliz ao lado de outra pessoa. As coisas acontecem quando têm que acontecer. Na minha vida planeio tudo, menos isso. Sei que é difícil conquistarem-me, mas quando tudo acontece, deixo-me levar. E nunca, em momento nenhum, deixo de estar com alguém de quem gosto por causa do tempo que a minha profissão me exige. Quando as pessoas querem, conseguem. Só tenho que encontrar alguém que valha a pena o ‘esforço’. Tenho 28 anos, tive poucas namoradas, já fui casado, hoje sou divorciado, tive duas relações que falharam, mas sei que hei de ter uma mulher que me vai fazer feliz. Neste momento puxo o barco sozinho, mas gostava de encontrar alguém que remasse comigo na mesma direção, construindo uma vida conjunta de dezenas de anos.
– Quando estamos numa relação acreditamos que é para sempre. Como é que se lida com o fim?
– Há fins e fins...
– E como é que foi o fim da relação com a Francisca?
– Um fim nunca é bom, mas consegue aceitar-se melhor quando é um fim anunciado. O fim da minha relação... Eu não queria falar muito sobre isso, mas foi um fim inesperado, repentino, portanto, causou alguma surpresa. Mas há que aceitar. Eu aceito as coisas menos boas que acontecem, fazem parte da vida. Claro que os primeiros tempos são mais difíceis, há aquela fase de luto, mas o sol volta sempre a brilhar. Há coisas que só o tempo resolve. Sei a pessoa que sou e sei exatamente o que fiz, portanto, não tenho rancor, nem mágoa, nem culpa, não tenho dúvidas de que para a frente é que é o caminho. Não vivo preso ao passado. Claro que há feridas e cicatrizes, mas são aprendizagens.

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