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De férias em Porto Santo, Sofia e Miguel Albuquerque: “Estamos numa boa fase”

O presidente do Governo madeirense tem um ritmo de vida acelerado. Já a mulher, Sofia, é mais tranquila. Diferenças que tornam o dia-a-dia familiar mais harmonioso.

Cristiana Rodrigues
19 de setembro de 2015, 14:00

Porto Santo. A água do mar é quente, a areia, fina. A temperatura está agradável. Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira, de 54 anos, acorda cedo, mesmo de férias. Aproveita as primeiras horas da manhã para se pôr ao corrente da atualidade, tomar decisões e estudar dossiês. Não desliga o telemóvel. O cargo que ocupa não lho permite. Ainda assim, e mesmo não conseguindo abrandar o ritmo a cem por cento, consegue aproveitar e desfrutar do restante tempo para estar ao lado da mulher, Sofia Fernandes, de 35 anos, e dar atenção ao filho de ambos, Afonso, de cinco anos, o mais novo dos seus cinco filhos: tem ainda Alexandra, de 24 anos, Sara, de 21, Martim, de 18, e Isabel, de 13. E em breve terá um neto, já que Alexandra está na reta final da sua primeira gravidez. A CARAS encontrou-os na ilha e cederam-nos algum tempo para se deixarem fotografar. Marcámos encontro no Pestana Porto Santo – um dos melhores resorts all inclusive da Europa –, onde ficaram hospedados. Tranquilos, passearam à beira-mar e desfrutaram da maravilhosa praia daquela que é conhecida como Ilha Dourada.
– Nestas férias o Miguel abrandou o ritmo ou não conseguiu?
Sofia –
O Miguel abranda, mas não desliga o telemóvel porque tem uma grande responsabilidade e pode ser preciso tratar de alguma coisa urgente.
Miguel – Abrandar, sim, desligar, para ser franco, não. É impossível. Estamos há quatro meses a trabalhar e nesta fase inicial há muitas decisões para tomar. O Governo não parou.
– O Miguel parece ter muita energia. Sofia, é difícil acompanhar um homem assim? É preciso ter o mesmo ritmo ou um ritmo completamente diferente para equilibrar?
Sofia –
Sou muito mais calma do que o Miguel e isso é bom para que haja um equilíbrio, sim. Não é difícil acompanhar o ritmo dele porque me adapto bem e porque já estou habituada.
Miguel – Ainda bem que a Sofia tem um ritmo diferente do meu [risos]. Se fôssemos iguais desentendíamo-nos. A Sofia faz sempre o possível para estar presente em diversas ocasiões oficiais e tem cumprido os horários. Reconheço-lhe também esse mérito.
Sofia – Sim, quando se trata de compromissos oficiais sou pontual, depois, noutras ocasiões, o Miguel diz que demoro um bocadinho a arranjar-me, mas digo-lhe sempre que mais vale chegar atrasada do que feia. [risos]
– No verão sente uma maior pressão para estar em boa forma por estar ao lado do Miguel e serem alvo das atenções?
Não sinto nenhuma pressão. Sempre tive cuidado com o meu corpo, gosto de fazer exercício, e o importante é sentir-me bem e segura. Sou descontraída, mas gosto de estar bem arranjada e adequada às situações.
– Qual é o papel da Sofia nes­te momento na sua vida?
Miguel –
A Sofia é o meu porto de refúgio. É uma parte da minha vida afetiva, não tem nada a ver com a vida pública. Tento dissociá-las ao máximo.
– Estão juntos há cerca de sete anos. Fala-se na crise dos sete anos...
Sofia –
[risos] No nosso caso não temos tido tempo para pensar nisso, o tempo tem passado, temos vidas ocupadas, não caímos na rotina. Há fases menos boas nos relacionamentos, mas estamos bem, numa boa fase e esperemos que assim continue.
Miguel – Estamos ótimos!
– A relação tem evoluído? Só o amor chega?
Só o amor não chega para nada. É importante, sim, mas têm de existir patamares de segurança, tolerância, entendimento, cedência. Coisas que vamos aprendendo ao longo dos anos.
– É um casamento para a vida?
Sempre que temos um relacionamento pensamos que é para a vida.
Quando se passa por uma fase menos boa, o que é que é preciso para ultrapassar?
Sofia –
É preciso termos os pés assentes na terra, pensarmos e ponderarmos bem as decisões. Não é desculpar tudo, nada disso, mas é pensarmos com mais calma. Perceber se somos felizes e se vale apena. No nosso caso, temos conseguido ultrapassar tudo.
– Sente que descura a vida a dois?
Miguel –
Quando não tenho obrigações profissionais, tento sempre estar em família. E fora do contexto da vida política tenho pouca vida social. Tento concentrar esses momentos na família.
– Por falar nisso, a sua famí­lia vai aumentar. O Miguel vai ser avô...
[risos] É verdade, a Ale­xandra vai ter bebé este mês.
– Não achou que seria muito cedo, tendo ela 24 anos?
Os meus filhos têm liberdade para tomar as suas opções e eu estou cá para acompanhá-los. Foi uma opção dela e eu quero é que o bebé esteja bem e ela também. E podem chamar-me avô que eu não me importo nada!

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