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Jani Gabriel sobre a sua estreia em televisão: “Tenho medo de falhar”

Realista, a modelo sabe que um novo desafio profissional traz sempre dificuldades. Mas o facto de ter os pés assentes na terra só pode beneficiar o percurso que vai começar a trilhar.

Sofia Lourenço
13 de setembro de 2015, 14:00

Aos 24 anos, e com uma carreira de dez anos como modelo, Jani Gabriel vai abraçar um projeto televisivo, como repórter do programa da RTP The Voice Portugal. Simultaneamente, continua a estudar e está a fazer um mestrado em Neuropsicologia, mostrando que o facto de ter saído do Algarve aos 14 anos para vingar no mundo da moda não a impediu de manter os pés assentes na terra. Simpática e descontraída, conversou com a CARAS sobre a família, o namorado, o ator Rui Porto Nunes, e a carreira.
– Com este projeto televisivo vai estar mais próxima do público. As pessoas vão poder conhecê-la melhor?
Jani Gabriel –
Sim. Quem me rodeia conhece-me perfeitamente, mas o trabalho como modelo não deixa transparecer quem realmente és, sinto que por vezes posso passar por antipática ou excessivamente séria, porque nos desfiles e nas fotografias pede-se muitas vezes essa postura. Espero que com este novo desafio as pessoas me conheçam verdadeiramente, porque sempre que abraço um projeto tento ser genuína. Portanto, sim, acho que agora o público vai conhecer a verdadeira Jani.
– Trabalhar desde os 14 anos tornou-a uma mulher mais confiante e segura?
– Eu sinto que cresci muito depressa, é sempre prematuro ter de tomar decisões na adolescência, como ir viver para fora ou ponderar se deixava os estudos, apesar de nunca ter deixado. Cresci a tomar decisões que outras meninas não tinham que tomar tão cedo. Nalguns aspetos talvez seja positivo ter mais bagagem para enfrentar certas situações, mas sinto-me sempre exposta a tudo, ainda tenho muitos medos...
– Que medos?
– Tenho muito medo de falhar. Os dez anos de moda deram-me algum conforto para a parte da exposição, das pessoas falarem de mim, mas a televisão é uma coisa nova, não quero falhar.
– Namora há cerca de dois anos com o Rui Porto Nunes. São ambos figuras públicas mas, ainda assim, muito reservados...
– Sim, temos a mesma maneira de pensar: um dia de cada vez. Apesar de termos áreas profissionais parecidas, não gostamos de misturar as coisas, cada um tem a sua carreira e a nossa função é apoiarmo-nos um ao outro.
– Está feliz?
– Sim, estou muito feliz. Não só na relação, mas em todas as outras vertentes.
– É licenciada em Psicologia e está a meio de um mestrado em Neuropsicologia. Continua a trabalhar como modelo e agora vai ser repórter. Tudo isto faz parte de um plano de vida?
– Sempre disse que não queria deixar de estudar e gosto de ter um plano B, para ter onde me agarrar no caso de alguma coisa falhar. Eu sei que as áreas que mexem muito com a imagem não são eternas, e também sei que posso nunca vir a exercer Psicologia, mas se me perguntarem se eu gostava, a resposta é: adorava!
– Isto mostra que nunca se deixou deslumbrar...
– Tive sempre os pés muito assentes na terra e uma família que me apoia muito, os meus pais sempre me apoiaram em todas as decisões e eu consegui construir um caminho sereno e é assim que quero continuar.
– Que conselhos é que guarda dos seus pais?
– O meu pai está sempre a dizer que “há tempo para tudo”. Quando era miúda e queria sair à noite, ele dizia sempre: “Não te digo mais nada, há tempo para tudo.” E realmente eu penso sempre muito nisso. Sou uma pessoa que quer tudo muito depressa e agora vejo que as coisas têm de acontecer quando têm de acontecer, não vale a pena forçar. Tem batido muito certo essa frase do meu pai.
– Essa boa estrutura familiar desperta-lhe a vontade de um dia construir a sua família?
– Tenho na minha família um exemplo e quero segui-lo. Vejo-me como mãe, não é uma coisa de agora, desde miúda que tenho estes ideais.
– E gostava de ter mais do que um filho? Sei que é filha única...
– Aquilo que eu não tive, um dia quero dar aos meus filhos. Se tudo correr bem, gostava de ter três filhos! Tenho o “desgosto” enorme de nunca ter tido aquela cumplicidade de irmãos.

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