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Alexandra Leite confessa: “Há anos que não me apaixono”

Aos 55 anos, e depois de uma dieta que a fez perder 14 quilos, a atriz vive uma fase mais tranquila e mais leve de corpo e alma.

Inês Neves
6 de setembro de 2015, 16:00

Durante uma conversa descontraída e sincera, Alexan­dra Leite falou-nos desta nova fase da sua vida, mais tranquila, mais feliz e com menos 14 quilos. A atriz contou-nos como re­cuperou a sua autoestima e como gostaria de voltar a apaixonar-se. Contudo, deixou transparecer que não foi um caminho fácil até chegar ‘aqui’...
– Quando iniciou esta dieta e porque decidiu fazê-la?
Alexandra Leite – Estava muito gorda, sentia-me pesada, já me custava subir umas escadas... Comecei esta dieta LEV há cerca de seis meses e ao fim de um mês vi logo resultados drásticos. Ao todo, já perdi à volta de 14 quilos, pesava quase 80 e agora estou com 65. Gostava de ficar com 62, acho que seria o peso adequado à minha altura, para conseguir fazer aquilo que quero, ou seja, para andar a pé, jogar ténis, subir escadas, dançar... E para me sentir bem comigo própria, para me sentir bonita e sexy. Isso é fundamental, senão começamos a ficar deprimidas. Já fiz muitas dietas e esta foi a única em que perdi, de facto, gordura. Tinha 1,04 metros de cintura e agora tenho 86 centímetros.
– Sofreu muito? Passou fome?
– Nada disso! Tive de me disciplinar para comer mais vezes por dia. Agora como seis vezes por dia, quando antes, muitas vezes, saltava o pequeno-almoço ou mesmo o almoço e depois só comia por volta das 15 horas. E à noite, quando chegava a casa, comia tudo o que estivesse no frigorífico.
– Porque se descuidou assim?
– Porque deixei de fumar sem ajuda e comecei a comer tudo o que me aparecia à frente para acalmar a ansiedade que a falta do tabaco me fazia. Foi há oito anos e nesse ano engordei 20 quilos. Também coincidiu com uma fase de menos trabalho na minha vida, foi uma fase menos boa em que muitas coisas se sobrepuseram à atenção que devia ter dado a mim própria, esqueci-me de mim...
– Que coisas foram essas?
– Circunstâncias normais da vida, não foi nada de especial, nem é preciso acontecer nada de especial, basta o fluxo da vida normal tomar conta de nós.
– E como está o seu filho?
– O António está ótimo, já está com 19 anos, está num colégio interno em Vila Nova de Gaia, foi para lá no nono ano.
– Era um rapaz problemático?
– Ele não era problemático, o que era problemático era o modo como estávamos a viver. Eu estava muito ocupada com a novela na altura, saía de casa às sete da manhã, voltava às nove e meia da noite, não podia dar-lhe atenção, consequentemente, começou a ter maus resultados na escola, embora seja muito inteligente. Chumbou o nono ano e eu não sabia o que fazer. Falei com o pai dele [o músico Rui Reininho] e achámos que o colégio era uma boa aposta.
– E ele, o que achou?
– No início ficou um bocadinho zangado, mas agora fez amigos para a vida e reconhece que os professores são ótimos e que tem muito apoio. Esta também foi a maneira de ele estar mais com o pai, que vive no Porto. E vem todos os fins de semana a casa.
– Não se sentiu culpada?
– Senti-me culpada e ainda me sinto um bocadinho. Ainda estou para ver se foi uma coisa boa que fiz... Ele agora também acha que fiz bem, gosta muito de lá estar e os resultados melhoraram imenso.
– Ele não culpou os pais?
– Não, entendeu. Já falámos sobre isso. Foi a única coisa que achei que podia fazer, não sabia fazer mais nada, já tinha tentado ATL, explicadores, faltava a minha presença, que teria sido importante...
– Não pensou em abdicar do trabalho?
– Eu vivo do meu trabalho! Como podia fazê-lo? Por muito que quisesse, não podia. Quando ele era pequenino, recusei algumas novelas, porque ele ficou comigo em casa até aos três anos. E isso foi uma coisa muito boa que fiz, mas quando ele tinha 15 anos eu já tinha mesmo de encarar a minha carreira de outra maneira, não podia recusar trabalho. Quem não aparece, esquece...
– E o facto de ser mãe solteira tornou tudo mais complicado...
– Sim, porque embora o Rui seja um pai bastante presente, fisi­camente era um pai distante. E o facto de ele ter ido para o colégio aproximou-o muito do pai, pois agora estão perto um do outro. Mas senti um vazio difícil de gerir quando ele foi...
– Há quanto tempo se separou?
– O divórcio foi em 2001, há 14 anos. Casei-me em 1992, há 23 anos, e conheço o Rui desde os 23, portanto, há 30 anos.
– Ficou traumatizada no que diz respeito ao amor?
– Na altura fiquei um bocado desiludida por não ter conseguido levar a relação a uma profundidade maior. Isso deixou-me sem vontade de iniciar de novo o processo de investir numa pessoa. Agora já não tenho medo desse processo. Só ainda não me apaixonei, gostei de algumas pessoas...
– Está solteira, portanto...
– Tenho aquela máxima de que mais vale só que mal acompa­nhada. Neste momento estou só e acho que prefiro assim, mas nunca se sabe... Gostava de ter uma amizade grande, um amor tranquilo, um bom companheiro de viagem. Se for giro e falar línguas, não me importo [risos]! Há anos que não me apaixono, não sei bem porquê... Gostava de estar apaixonada, é maravilhoso estar apaixonada. Mas também não sinto essa pressão. Estou tranquila.

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