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Reuters

José Sócrates em prisão domiciliária

Foi alterada a medida de coação do ex-primeiro-ministro para o regime de prisão domiciliária sem pulseira eletrónica com policiamento.

Lusa
5 de setembro de 2015, 00:02

O juiz Carlos Alexandre decidiu alterar a medida de coação do ex-primeiro-ministro ao fim de nove meses de prisão preventiva.
José Sócrates vai passar a regime de prisão domiciliária, informa uma nota do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa.
Sócrates, no seguimento de um despacho de hoje, vai aguardar os termos do processo, "sujeito à medida de coação de obrigação de permanência na habitação" e "bem assim de proibição de contactos de forma direta ou indireta com diversas entidades e pessoas singulares".
O ex-primeiro-ministro chegou a casa, pelas 21h00, numa rua de Lisboa, perto da Alameda Afonso Henriques. Chegou numa carrinha azul escura, vestido de t-shirt cinzenta, calças de ganga e ténis.
Defesa de Sócrates vai recorrer da prisão domiciliária
O advogado de José Sócrates considerou hoje "insuficiente" a alteração de prisão preventiva para prisão domiciliária da medida de coação imposta ao ex-primeiro-ministro e avançou à agência Lusa que vai recorrer da decisão. "Esta decisão é insuficiente e será intentado recurso", referiu o advogado João Araújo.
Questionado sobre o motivo que o leva a afirmar que a decisão do juiz Carlos Alexandre é "insuficiente", Araújo argumentou que José Sócrates "devia ser libertado pura e simplesmente, com ou sem pedido de desculpas".
Passos Coelho recusa comentar prisão domiciliária de Sócrates
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, recusou-se hoje a fazer qualquer comentário sobre a alteração da medida de coação aplicada ao seu antecessor, José Sócrates, que passou a estar em prisão domiciliária.
"Foi sempre assim: não é hoje que vou abrir uma exceção. Não faço nenhum comentário", disse Pedro Passos Coelho após a assinatura de um acordo de colaboração entre o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.
José Sócrates, no seguimento de um despacho de hoje do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, vai aguardar os ulteriores termos do processo "sujeito à medida de coação de obrigação de permanência na habitação" e "bem assim de proibição de contactos de forma direta ou indireta com diversas entidades e pessoas singulares".

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