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Joana de Sousa Cardoso e Amâncio Santos: “Todas as luas-de-mel deviam ser como a nossa”

Cada vez mais apaixonados, Joana de Sousa Cardoso e Amâncio Santos garantem que o casamento em nada mudou a forma como encaram a relação e o amor que sentem um pelo outro. Na verdade, assumem estar cada vez mais seguros de que este foi o passo mais acertado que deram.

CARAS
30 de agosto de 2015, 12:00

Durante 15 dias, Joana de Sousa Cardoso e Amâncio Santos viveram, no paraí­so tropical de S. Tomé e Príncipe, a “lua-de-mel perfeita”. Depois de um casamento marcado pelo romantismo e muitas emoções, a arquiteta e o personal trainer aproveitaram ao máximo estes dias a dois passados no mais idílico dos cenários: ilhas de vegetação luxuriante com praias de areia branca ornadas por palmeiras que mergulham os seus ramos num mar de água morna. Namorar foi, naturalmente, a palavra de ordem, e isso nota-se nos rasgados sorrisos de felicidade que exibem nas fotografias. “Foi mais um momento em que nos cons­ciencializámos que, de facto, tudo isto faz sentido”, confessou-nos
Amâncio Santos nu­ma entrevista em que ambos assumiram a vontade de dar um irmão a Afonso, filho de Joana, e a Núria, filha de Amâncio.
– Houve alguma razão especial para escolherem S. Tomé e Príncipe como destino da vossa lua-de-mel?
Joana de Sousa Cardoso – Nós gostamos muito de viajar, fazemos várias viagens por ano, e confesso que esta não foi a nossa primeira escolha. Primeiro pensámos em ir para a Ásia, mas esta é a altura das chuvas e das monções, por isso desistimos. A América Central e a América Latina já conhecíamos bem, a Europa também, por isso fomos para um destino que não conhecíamos e do qual toda a gente nos falava muito bem. Arriscámos e não nos arrependemos!
– Pelo vosso ar feliz e descansado, percebe-se que foram uns dias bem passados...
Amâncio Santos – Foram muito bons, sim! Gostámos muito. As pessoas são muito simples e humildes e, apesar de serem muito pobres, são felizes com o que têm. E as paisa­gens são fantásticas.
Joana – S. Tomé é um paraíso! Saíamos do hotel e estávamos na praia. Levá­mos a nossa prancha de stand up paddle e automaticamente estávamos no mar. Foi tudo muito bonito!
– E deu para conciliarem a lua-de-mel com a vossa paixão pelo desporto...
– Uma vez que lá não se faz mais nada, aproveitámos. Mas também deu para lermos dois livros cada um e para namorarmos bastante. Estávamos a precisar deste tempo só a dois, para conversarmos muito... Decidimos que temos de fazer uma lua-de-mel todos os anos. É fundamental. Por muito que custe, os casais têm de deixar os filhos de vez em quando (porque, na verdade, ficamos a morrer de saudades deles), pois faz muito bem. Porque cá os filhos e o trabalho são o nosso centro, andamos sempre de um lado para o outro e nunca temos tempo para nada.
– Mesmo estando habituados a viajar, esta acabou por ser uma viagem diferente, ou não?
Amâncio – Sim, claro, o motivo era outro, o contexto era outro...
Joana – E a forma como a vivemos também foi muito diferente. Acho que todas as luas-de-mel deviam ser como a nossa. Foi a lua-de-mel ideal. Foi perfeita.
– O que é que a tornou tão perfeita?
Amâncio – Foi mais um momento em que nos consciencializámos que, de facto, tudo isto faz sentido. Quando estamos fora e longe de tudo e de todos podemos conversar e saborear mais a pessoa que queremos ter ao nosso lado, podemos usufruir muito mais de tudo o que nos uniu.
– Sentem que o passo que deram mudou alguma coisa na vossa relação?
– Acho que não, está tudo igual.
Joana – Tirando a aliança que temos, e que é linda, nada mudou. Não sentimos aquele peso de que se fala. Pelo contrário, o amor aumentou!
– Quando pensam no vosso casamento, qual é o momento que recordam com mais carinho?
Amâncio – A noiva a entrar na igreja! A Joana estava muito bonita! E todos os nossos amigos e familiares nos disseram que se via que estávamos mesmo muito felizes. De facto, estávamos. Mas no dia do casamento passou tudo muito depressa. Ainda assim, foi ótimo e muito descontraído.
Joana – O que me marcou mais foi mesmo a cerimónia religiosa, porque o padre foi especial. No fim até tirámos uma selfie com ele. Uma amiga minha disse-me que tinha prestado mais atenção ao nosso casamento do que ao dela. E isto diz muito sobre a cerimónia! O nosso padre foi fantástico e disse tudo o que nós precisávamos de ouvir. E acho que esse foi um dos momentos mais bonitos: o unirmos as mãos, colocarmos as alianças e o padre dizer: “O que Deus uniu o Homem não pode separar.” Foi muito emotivo e bonito. Adorei, também, que o Afonso tivesse lido a Oração dos Fiéis, porque não estava à espera, achei que ele não ia conseguir, e ver a Núria chegar com as alianças, achei que iam rolar pela igreja, de tão inclinadas que estavam [risos]! Embora esta seja uma relação que estamos a construir com filhos de relações anteriores, acho que conseguimos fazer uma cerimónia muito coesa e construir uma família muito nossa. Acho que foi bastante íntimo e querido por causa disso. E só fazia sentido assim.
– Gostavam de ver a família aumentar?
Joana – Claro que sim! E está nos nossos planos: os meus, os teus e os nossos. Sem nunca nos esquecermos de que um dia os filhos vão crescer, vão sair de casa, construir as suas próprias famílias, e nós vamos ficar só os dois, velhinhos e a viajar [risos]. Por isso é que temos que gostar muito um do outro. Além de muito amor, tem de haver uma grande amizade.

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