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Alberta Marques Fernandes: “Deixei de fumar e perdi 20 quilos em seis meses”

Aos 47 anos, a jornalista revela estar preparada para dar um novo impulso à sua carreira, contando com o incentivo da filha, Luísa, de 14 anos.

Cláudia Alegria
23 de agosto de 2015, 12:00

Alberta Marques Fernandes sabe que a filha está a ganhar asas para voar. A um mês de completar 15 anos, Luísa está cada vez mais autónoma e responsável, e apesar da angústia que este percurso natural dos filhos lhe possa causar, a independência da filha também tem permitido à jornalista ter mais tempo para pensar em si própria. Aos 47 anos, Alberta decidiu mudar de hábitos e entrar numa nova fase. Deixar de fumar e perder peso foram as primeiras grandes resoluções que, graças a uma enorme força de vontade e empenho, têm surtido efeito. Ganhou mais confiança e autoestima e agora admite que gostaria de dar novo impulso à carreira, contando, para tal, com o total incentivo da filha, tal como revelou à CARAS durante um fim de semana que as duas passaram juntas numa herdade de turismo rural situada na costa alentejana.
– Deixar de fumar foi uma resolução de ano novo?
Alberta M. Fernandes –
Foi uma resolução que tomei na véspera do meu aniversário, a 19 de janeiro. Fui fazer um daqueles choques elétricos e nunca mais toquei num cigarro. Foi custoso a todos os níveis e eu estava absolutamente consciente de que ia compensar a falta dos cigarros com a comida. Nessa altura eu já estava com excesso de peso, tinha 10 quilos a mais, e engordei mais 13 num ano. Mas ninguém consegue atacar todos os problemas ao mesmo tempo e eu queria ganhar uma guerra de cada vez. Quando fez um ano, em janeiro deste ano, decidi perder peso, porque estava disforme.
– Deixou de se sentir bem com a sua imagem?
Sim, e trabalhando em televisão é complicado, porque parecia ainda mais gorda. A pessoa perde o gosto por montes de coisas, por comprar roupa, por sair, por ir à praia, porque perde a autoestima. Nem o facto de ter deixado de fumar me fazia ficar contente comigo própria... Um ano depois tomei a resolução de perder peso e informei-me das várias opções. Eu já estou catedrática em dietas, faço-as desde os meus 20 e poucos anos, e já testei tudo o que há no mercado. A última coisa que queria era que fosse mais uma que emagrecesse imenso e depois voltasse a engordar o dobro, o que não valeria a pena. Já não tenho idade para o efeito ioiô, sabia que tinha de ser uma coisa mais equilibrada. Encontrei uma dieta que era a mais séria: sou seguida por uma médica de 15 em 15 dias, que me faz análises todos os meses para saber como é que eu estou, e não tomo nenhuma droga que me iniba o apetite. Fiz um programa com muito poucas calorias, uma dieta proteica, e mudei os meus hábitos de vida. Comecei a andar a pé três vezes por semana, coisa que nunca fazia, e percebi que isso me tem ajudado imenso. Já perdi 20 quilos, quero perder mais quatro, e para isso acontecer sei que tenho que me exercitar, não saltar nenhuma refeição e não fazer maluqueiras. No fundo é mudar o chip. Fi-lo no tabaco, estou a fazê-lo com a alimentação, e estou muito satisfeita comigo.
– Recuperou, portanto, a autoestima?
Sim! Mesmo em termos profissionais, foi muito bem recebida esta minha mudança. Os meus colegas são os primeiros a darem-me força e incentivo, a dizerem que estou fantástica no ecrã [risos]. É bom, porque acontece numa altura em que estou com vontade de dar um novo impulso à minha carreira. A minha filha cresceu imenso, tornou-se muito mais responsável, autónoma e independente, o que me permite ter tempo para pensar mais em mim.
– Porque a determinada altura fez algumas opções profissio­nais de modo a conseguir acompanhar mais a sua filha?
Sim, tive que pôr a carreira de ‘molho’, mas agora é a minha filha que me diz que tenho de apostar mais na minha carreira. Portanto, acho que este é, decididamente, um ano de viragem. Aliás, ao fim de 13 anos na RTP, fui convidada para apresentar o Telejornal num fim de semana, o que, para mim, tem um sabor especial. É o jornal mais importante da casa e só o tinha feito na SIC. E devo confessar que foi um enorme prazer fazê-lo!

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