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Elsa Gervásio tranquila: “Gosto muito de estar apaixonada”

A diretora da L’Agence não podia estar mais feliz. Está realizada profissionalmente, vive tranquila com os dois filhos e a relação com Luís Abreu Freire é cada vez mais sólida.

CARAS
15 de agosto de 2015, 10:00

“Não sou nada fotogénica, fico sempre horrível nas fotos”, começa por dizer Elsa Gervásio. “Impossível!”, respondemos-lhe. Há que lembrar que Elsa, de 49 anos, foi uma das modelos portuguesas mais requisitadas da sua geração e construiu toda a sua carreira ligada à moda. Hoje é diretora da L’Agence e foi à margem do concurso L’Agence Go Top Model que pusemos a conversa em dia. Elsa Gervásio recordou os seus tempos de manequim e terminou a falar da estabilidade emocional que vive há mais de um ano ao lado do velejador e empresário Luís Abreu Freire, de 51 anos, e da felicidade de ver os filhos, Raquel, de 19 anos, e João, de 17, bem encaminhados na vida.
– Vamos começar pelo que nos trouxe aqui, o concurso que procura novos talentos para lançar no mundo da moda...
Sim, o L’Agence Go Top Model powered by Opel está a acontecer. Já está nas fases de casting. Já passámos pelo Porto, por Lisboa e dia 8 de agosto vamos estar no Algarve, no Hotel Dom Pedro Golf Resort, com a presença de Jessica Athayde e de Cláudia Vieira. Culminamos com uma festa à noite no Thai Beach em Vilamoura.
– Quem é que aparece nesses castings?
Aparece de tudo. Jovens com noção do que é este trabalho, outros sem, mas a maioria tem o sonho de ser modelo, as referências mais comuns são a Sara Sampaio e a Sharam Diniz.
– Há muitos jovens com a expectativa de que a moda é um meio fácil para se ganhar dinheiro? Ou querem ser famosos?
Acho que, acima de tudo, estes jovens gostam mais desse lado da fama. Nesta fase não estão muito preocupados com o dinheiro, mas sim com a possibilidade de serem famosos, viajar... Há uma atração pelo glamour. Não sabem o trabalho que dá e os sacrifícios que envolve ser modelo..
– Hoje é possível viver-se só da moda?
Não, em Portugal não. Há modelos que vivem só da moda mas têm, obrigatoriamente, de ir trabalhar para o estrangeiro. De há uns anos para cá há cada vez menos trabalhos de moda e os cachets também baixaram.
– No seu tempo também era assim?
Nada. Eu vivia com o dinheiro que ganhava na moda. Dividia um apartamento em Lisboa com uma amiga e pagava as minhas contas.
– Outros tempos...
Na minha altura não havia sequer agências. Trabalhávamos porque os clientes nos ligavam para casa a perguntar se queríamos fazer determinado trabalho. Fazíamos um curso de modelos e lá íamos nós. Era um meio muito peque­no, éramos um grupo de 20 ou 30 manequins. Não havia deslumbramento. Foi uma fase gira, viajei, conheci muita gente, mas sabia que um dia teria de deixar de o fazer.
– Tem filhos adolescentes. Algum deles quis seguir uma carreira ligada à moda?
Não, não estão nada para aí virados. O João terminou o 11.º ano, joga futebol e está focado no desporto. A Raquel terminou o segundo ano de Direito e vai estudar para o Rio de Janeiro, no âmbito do programa Erasmus. Ela não é muito alta, por isso pôs logo de parte a ideia e depois houve uma altura em que gostaria de ter experimentado a representação mas acabou por não o fazer.
– Parece estar numa boa fase profissional. Na vida afetiva também está numa boa fase?
Estou bem, sinto-me tranquila.
– Encontrou no Luís o seu porto seguro?
[risos] Sim, sinto-me segura.
– Viver um relacionamento nesta altura é muito diferente dos que viveu aos 20 ou aos 30...
Sim. Quando tive filhos optei por querer ser eu a tratar deles, a levá-los à escola, tive de prescindir de muitas coisas. Hoje em dia estão crescidos, quase independentes, já tenho mais tempo para mim, para a minha vida e, consequentemente, para a pessoa que está ao meu lado.
– O amor é vivido com outras certezas.
Sem dúvida, o amor é vivido com mais certezas. Gosto muito de estar apaixonada, sou uma romântica.
– Está feliz...
Muito feliz. Profissionalmen­te sinto-me realizada, muito moti­vada. Trabalho com uma equipa maravilhosa. E a nível pessoal não poderia estar melhor.

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