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Valeria Mazza vive dias tranquilos: “Senti uma paz absoluta, como se o tempo tivesse parado”

A modelo argentina esteve com o marido, Alejandro Gravier, na Reserva Natural Iberá, uma área protegida onde seres humanos e animais convivem harmoniosamente.

CARAS
8 de agosto de 2015, 14:00

Pisou pela primeira vez a passerelle aos 14 anos e em pouco tempo tornou-se uma das top models mais requisitadas do mundo. A par de Naomi Campbell, Elle Macpherson, Cindy Crawford ou Linda Evangelista, Valeria Mazza foi uma das supermodelos que marcaram a década de 90. Nascida em 1972, em Rosario, Argentina, foi criada depois em Paraná, uma pequena vila. Quis ser professora primária, fez natação de competição e estudou terapia ocupacional. Na moda emprestou a imagem a grandes marcas de renome internacional, posou para a revista Sports Illustrated Swimsuit Edition e foi um dos anjos da Victoria’s Secret. Foi apresentadora de televisão e hoje em dia é também empresária, tendo uma linha de perfumes e uma revista digital com conselhos de moda e tendências. E se na sua vida profissional tem sido bem sucedida, também no campo afetivo alcançou a estabilidade ao lado do empresário Alejandro Gravier com quem está casada há 17 anos, e de quem tem quatro filhos, Balthazar, de 16 anos, Tiziano, de 13, Benicio, de 10, e Taína, de sete. Os dois passaram dois dias nos Esteros del Iberá, uma reserva natural localizada no nordeste da Argentina. Um lugar classificado pela Unesco como Património da Humanidade onde quase não há rede de telemóvel e onde o descanso é obrigatório.
– Como foi a experiência nesta reserva natural?
Foi espetacular. Já me tinham contado como era, mas nunca imaginei que fosse assim. É um lugar maravilhoso no meio da natureza. Senti uma paz absoluta. Os animais estão ao nosso lado, não se escondem nem têm medo. Aqui os seres humanos não os atacam, por isso eles não se defendem. Andamos a cavalo no meio deles. O rio está cheio de jacarés por todo o lado, que nem se movem.
– E os jacarés são assim tão mansos como lhe pareceram?
Houve um momento em que até pareciam embalsamados. Estão habituados a viver sem correr o risco de serem caçados.
– Que outras atividades rea­lizou?
Foram dois dias maravilhosos. Andámos a cavalo, de canoa e vivemos outras aventuras.
– Há pessoas a viver neste lugar?
É gente que vive na ilha e que antes se dedicava à caça e à venda das peles dos animais. Hoje todas essas pessoas são uma espécie de guardas florestais porque já perceberam que o animal vivo é uma fonte de rendimento mais importante.
Que sensações leva daqui?
Para nós, que vimos da grande cidade, quando aqui chegamos é como se pressionássemos o botão da pausa e tudo parasse. É uma paz e uma tranquilidade inexplicáveis. Há pouco sinal de rede de telemóvel, o que quer dizer que ficamos completamente desligados do mundo.
– É um ambiente fami­liar para quem cresceu em Paraná?
É sempre bom ver, quando vais ao interior, que as pessoas vivem com a tranquilidade e a segurança que deixámos de ter há algum tempo. Vive-se sem chaves na porta. E isso é de valorizar. Também têm uma cultura muito própria, que inclui festas, pratos típicos... Na cidade perdemos estas coisas e há uma diversidade de culturas. O companheirismo, a amizade, é algo sagrado. E estas tradições respeitam-se e vivem-se.
– Teve isto na sua infância?
Sim, desfrutei bastante da minha infância. Havia um grande companheirismo. Na cidade andamos sempre a correr de um lado para o outro. O tempo não te chega, o trânsito é outro. Na minha altura o tempo tinha outra dimensão, era tudo muito mais tranquilo e desfrutávamos de tudo muito mais.

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