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Marta Aragão Pinto, uma mãe dedicada que não abdica da sua carreira

Casada e mãe de três filhas, a empresária tem conseguido conciliar a exigente vida familiar com uma carreira de sucesso, não descurando o seu papel de mulher.

Marta Mesquita
8 de agosto de 2015, 16:00

Marta Aragão Pinto, de 38 anos, tem um truque para não se esquecer de nada nem falhar compromissos: anda sempre com a sua agenda e cola os post-it com o que tem para fazer no seu computador. Pode parecer um exagero, mas só assim a empresária, que é casada com Filipe Terruta, tem três filhas, Mónica, de 13 anos, Vera, de 11, e Joana, de seis, e uma carreira intensa na área da comunicação e relações-públicas, consegue conciliar harmoniosamente estes papéis.
Apaixonada por aquilo que faz, Marta abraçou mais um desafio profissional: ser diretora de comunicação do Tamariz, um espaço de diversão noturna no Estoril que já se tornou obrigatório para várias gerações.
Tendo como mote esta nova aventura profissional, conversámos com a empresária sobre o segredo para conseguir ser uma “super­mulher”.
– Ser diretora de comunicação de um espaço tão conhecido como este é uma grande responsabi­lidade...
Marta Aragão Pinto – Sim, é verdade. Para mim está a ser um regresso a casa, porque há dez anos fiz exatamente o mesmo e com esta equipa, que adoro! Este é daqueles trabalhos que gosto mesmo de fazer, que é dar a conhecer um espaço e suscitar nas pessoas a vontade de virem conhecê-lo. Adoro este sítio, porque é ao ar livre e tem uma vista maravilhosa. Dá para organizar qualquer evento. De alguma maneira, o Tamariz é uma ampliação da minha sala de estar, já que encontro sempre muitos amigos.
– Trabalha nesta área da comunicação há mais de 20 anos. Qual é a sua motivação?
– Criei uma rede de contactos que me permite chamar amigos às pessoas com quem trabalho. É uma área que exige muito de nós, as pessoas não têm noção do trabalho que tudo isto dá. Mas é todo esse processo que me motiva. Adoro ver o resultado depois de tantos dias de trabalho intenso. Hoje, posso dizer que nada me dá mais prazer do que ouvir: “Marta, tive uma noite fantástica aqui no Tamariz.”
– E conciliar este trabalho tão intenso com uma vida familiar preenchida e exigente não deve ser fácil. Como é que consegue fazê-lo de forma harmoniosa?
– Não é nada fácil. É preciso ser muito organizada. Acima de tudo, quero ser uma mãe presente e atenta. E se para isso tenho de dormir menos, faço esse sacrifício. A minha prioridade são as minhas filhas, que são o meu motor. Aprendi que se for uma boa mãe, sou também melhor profissional. Também é maravilhoso ter ao meu lado o Filipe, que é o meu companheiro para qualquer desafio. Somos uma equipa.
– Por vezes as mães têm sentimentos de culpa por acharem que se dedicam mais ao trabalho do que à família. Já o sentiu?
– As nossas filhas veem que trabalhamos muito, mas sabem que é por isso que depois temos meios para desfrutar da vida. É assim, pelo exemplo, que elas aprendem a dar valor ao esforço e ao trabalho. Quando damos o nosso melhor, os resultados aparecem.
– Parece ser muito segura...
– Tenho muita autoconfiança. Sempre fui um bocadinho “nariz empinado” nesse sentido. Guardo um conselho que o meu pai me deu: “Ninguém melhor do que tu sabe o teu valor.” E sinto-me uma privilegiada, porque tenho uma família fantástica e faço aquilo que gosto. Sinto-me muito bem com a mulher que sou hoje. Estou completa.

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