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César Lessa, um jovem empresário luso-brasileiro apaixonado por Lisboa

O empresário abriu as portas de uma casa de família, no Estoril, e partilhou com a CARAS a sua ‘história de amor’ com Portugal. Integrado no nosso país, César Lessa não quer regressar ao Brasil.

Marta Mesquita
1 de agosto de 2015, 16:00

César Lessa, de 34 anos, estava preparado para viver durante um ano em Lisboa, o tempo que demoraria a sua pós-graduação. Contudo, cedo per­cebeu que iria ficar muito mais tempo, pois tinha-se apaixonado pela cidade que lhe proporcionava um estilo de vida europeu, impossível de ter no Brasil, onde nasceu e cresceu. Corajoso nos negócios, o jovem luso-brasileiro aventurou-se no ramo do imobi­liário de luxo, área que lhe permitiu explorar uma das suas paixões: o design de interiores. Mais recentemente, abriu o restaurante Sabores do Campo e confessa que se apaixonou também pela área da restauração.
– Como é que começou o seu ‘namoro’ com Lisboa?
César Lessa
– Sou licenciado em Direito e vim fazer uma
pós-graduação a Lisboa. Entre­tanto, fiz outra pós-graduação e ao fim de dois anos estava completamente apaixonado pela cidade, já não queria regressar ao Rio de Janeiro. A liberdade que tenho aqui, de andar à vontade, foi algo que me prendeu logo. No Rio não posso fazer nada disso, porque não é seguro. Agora, quando vou ao Brasil, já me sinto um bocadinho como um peixe fora de água. Já tenho muito de português.
– Já construiu aqui uma carreira de sucesso no ramo imobiliá­rio e tudo começou por acaso...
– Sim, é verdade. Num dos meus aniversários, o meu pai ofereceu-me um apartamento em Lisboa. Quando vi o apartamento, percebi que não queria lá morar, mas vi ali uma oportunidade e comecei a remodelá-lo, até porque adoro a área da decoração e do design de interiores. Um dia fiz lá uma festa e uma amiga minha levou um grupo de asiáticos que adoraram o apartamento e acabei por vendê-lo. E percebi que poderia investir na área da remodelação de imóveis de luxo.
– Isso revela uma pessoa que gosta de arriscar, porque apostou num negócio que não tem nada a ver com a sua área de formação...
– Sim, mas eu sou ambicioso. A vida precisa de uma certa dose de ousadia e coragem, porque só assim é que avançamos e conquistamos o que queremos. Daí também ter arriscado recentemente numa área totalmente nova para mim ao abrir o restaurante Sabores do Campo, que serve comida tradicional brasileira e portuguesa. Mas eu gosto desses desafios! Neste momento, vivo totalmente para o trabalho.
– E não deseja ter a sua própria família?
– Quero casar-me e ter um filho em menos de dois anos! Já estou na idade certa para ser pai. Também só quero ter um filho, não preciso de mais.
– O César cresceu no Brasil, numa família com poder eco­nómico. Foi difícil não se tornar um “menino mimado”?
– O meu pai nunca me recusou nada e confesso que tive uma vida de príncipe. Contudo, sempre me ensinaram a respeitar os outros. Lembro-me, por exemplo, de que o meu melhor amigo de infância era o filho de uma empregada lá de casa. Aprendi a não fazer distinção entre as pessoas.
– Acredito que a sua personalidade tenha influências tanto da cultura brasileira como da portuguesa...
– Sim, mas revejo-me muito na maneira de estar dos portugueses e no seu estilo de vida europeu, assim como na educação. Vivo no Chiado e também sou muito influenciado por todo o am­biente único da zona. É um sítio maravilhoso, onde nunca me canso de estar. O que mais me influencia da cultura brasileira é a atenção que se dá ao corpo. Vou ao ginásio cinco vezes por semana. É fundamental para me sentir bem.

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