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As imagens do batizado da princesa Charlotte, um acontecimento “aberto” ao público, mas reservado aos íntimos

Kate e William decidiram abrir ao público a área em volta da igreja de Sandringham, permitindo até que a população – os seus atuais vizinhos – tirasse fotografias deste momento tão importante da sua vida familiar.

CARAS
18 de julho de 2015, 10:00

Quarta na linha de sucessão ao trono britânico – depois do avô, do pai e do irmão, os príncipes Carlos, William e George –, Sua Alteza Real a princesa de Cambridge, de seu nome próprio Charlotte Elizabeth Diana (Charlotte em homenagem ao avô paterno, Elizabeth numa vénia à sua soberana bisavó e Diana em evocação da sua falecida avó paterna), foi batizada no passado domingo, dia 5 de julho, três dias depois de completar dois meses de vida.
Por ser verão, a cerimónia realizou-se na igreja de St. Mary Magdalene, na vasta propriedade real de Sandringham, onde Isabel II passa sempre uns dias de férias nesta altura do ano e onde se situa a nova residência de Kate e William, Anmer Hall. Em plena paisagem rural, esta austera mas aconchegante igreja do séc. XVI, na qual ao longo dos tempos foram batizados vários bebés da família real, acolheu também, a 30 de agosto de 1961, o batizado da princesa Diana, uma vez que os seus pais, os condes Spencer, viviam então numa das várias casas que integram a propriedade de Sandringham, Park House.
Por estar um dia de sol radioso e a igreja ser logo ali ‘ao virar da esquina’, William e Kate decidiram fazer o percurso a pé, proporcionando as suas primeiras imagens com os dois filhos, George ora a caminhar de mão dada com o pai, ora ao colo dele, Charlotte confortavelmente deitada no luxuoso carrinho de bebé vintage da marca Milsson que já foi usado pelos filhos mais novos de Isabel II, e que Kate fez questão de empurrar (apesar de a nanny das crianças, a espanhola Maria Teresa Turrion Borrallo, que é quase considerada um membro da família, estar solicitamente próxima).
Sempre muito sorridente, Kate, que já recuperou por completo a sua silhueta esbelta, deu uma lição de elegância num estilizado vestido-casaco em tom marfim, sem gola mas umas largas bandas, da casa Alexander McQueen (tal como era o que usou no dia do batizado de George), que conjugou com um toucado e stilettos no mesmo tom. De estranhar foi a falta de originalidade de Pippa Middleton, que quase decalcou a toilette da irmã.
E foi ainda com um sorriso mais embe­vecido que, à chegada ao adro da igreja, a duquesa de Cambridge tirou a filha do carrinho, mostrando o longo vestido de batizado em todo o esplendor das suas rendas. Réplica do que foi confecionado em 1840 para o batizado da princesa Victoria, primeira filha da rainha Victoria (com rendas do vestido de casamento desta), e que depois disso foi usado por 62 bebés reais, estando, por isso, já muito frágil, este vestido foi feito em 2004 pela modista pessoal da rainha, Angela Kelly, e já foi usado pelos filhos do príncipe Eduardo, pelos netos da princesa Ana e por George.
Muito acarinhados pela população local, que agora os considera vizinhos, Kate e William fizeram questão de manter o espaço à volta da igreja aberto a quem quisesse testemunhar este momento tão importante da sua vida familiar. E foi assim que Charlotte se tornou o primeiro bebé da família real inglesa cujo batizado foi quase público, pois milhares de pessoas aceitaram o “convite”, dando um maior clima de festa ao dia.
Um dia em que, na verdade, acabou por ser George o “rei” da festa. Aos dois anos, o pequeno príncipe mostrou ser uma criança saudavelmente irrequieta e extrovertida: não se coibindo nem um pouco na presença de tantas pessoas crescidas, acenou, brincou, saltitou e fez caretas e muitos gestos expressivos até para a sua imponente bisavó, que se derreteu a “conversar” com ele. Saliente-se que para esta ocasião Isabel II, de 89 anos, elegeu um vestido rosa pálido estampado com rosas em branco e cinzento, a que sobrepôs um casaco do mesmo tom de rosa, ambos da autoria da já referida Angela Kelly.
Tal como já aconteceu antes, George apareceu com um modelo idêntico a um que William vestiu na mesma idade, quando, no dia 16 de setembro de 1984, foi conhecer o seu irmão, Harry, nascido um dia antes: calções encarnados, camisa branca com bordados da cor dos calções, meias brancas e sandálias inglesas azuis escuras.
Quanto ao que se passou no interior da igreja, pouco se sabe, pois aqui, sim, os duques mantiveram a tradição, reunindo apenas os familiares mais próximos e os padrinhos da bebé, num total de 21 convidados: entre eles, naturalmente, Carlos e Camilla e Carole, Michael, Pippa e James Middleton. Ausência muito notada foi a do príncipe Harry, que se encontra num périplo de três meses por África, no âmbito da sua campanha contra o abate de animais selvagens em vias de extinção.
Sabe-se, ainda assim, que a cerimónia religiosa, marcada para as 16h30, foi celebrada pelo mais alto prelado da Igreja Anglicana, o arcebispo de Cantuária, Justin Welby, e que a pia batismal, mandada fazer pela rainha Victoria em 1840, e o jarro usado para derramar a água benta, feito para o batizado de George III, em 1735, ambos em prata maciça e profusamente ornamentados, saíram pela primeira vez da capital inglesa (fazem parte do tesouro real guardado na Torre de Londres), rodeados de um enorme dispositivo de segurança. Quanto à água benta, e como manda a tradição, veio do rio Jordão, onde Cristo terá sido batizado.
Como é hábito nas famílias reais, também Charlote teve vários padrinhos e madrinhas: Lady Laura Fellowes, sobrinha da princesa Diana, Sophie Carter, amiga de longa data de Kate, Adam Middleton, primo da duque­sa, e Thomas van Straubenzee e James Meade, amigos de William.
Terminada a cerimónia religiosa, e porque a hora a isso apelava, a rainha ofereceu um chá em Sandringham House durante o qual, e tal como já acontecera no batizado de George, foram servidas fatias de um dos oito andares do bolo de casamento de Kate e William, congelado na ocasião já com este propósito.
Uma vez mais, com este batizado ficou bem patente que Kate e William sabem como ninguém preservar a tradição sem negar a modernidade. Um equilíbrio que demonstra certamente cedências de parte a parte que só o amor e uma grande harmonia entre os dois tornam possíveis.

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