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Ruben Rua: “Independentemente de ser eterno ou não, o amor deve ser total”

Embora tenha ganhado o Globo de Ouro de Melhor Modelo por mérito próprio, Ruben Rua faz questão de nunca esquecer quem o ajudou a chegar onde está: “Não subi aquelas escadas sozinho”, admite.

Vanessa Bento
11 de julho de 2015, 10:00

Foi ainda no rescaldo da XX Ga­la dos Globos de Ouro, na qual Ruben Rua ganhou o globo de Melhor Modelo Masculino, que nos encontrámos com o modelo e booker da Elite na Baixa de Lisboa, para uma conversa franca onde não teve medo de se mostrar tal como é. Com apenas 28 anos, Ruben Rua é já um nome incontornável do mundo da moda e orgulha-se de continuar a trilhar o seu caminho “sem pisar ninguém”. Esta humildade que o caracteriza acaba por estar presente em todas as vertentes da sua vida. Até na forma como encara tudo o que lhe acontece e já aconteceu. Sem mágoas a pren­dê-lo ao passado, Ruben é hoje um homem de bem com a vida. Tanto assim é que não esconde estar francamente feliz com a namorada, Francisca Perez. Juntos há meio ano, esta é a primeira relação que o manequim assume desde o fim do seu casamento com Sofia Ribeiro, em 2012.
– Foi especial ganhar o Globo de Ouro após cinco nomeações?
Ruben Rua – Foi, por vários motivos. Em primeiro lugar, e admiti isso naquela noite, era algo com que sonhava desde que comecei a trabalhar como modelo, há dez anos. É um sonho concretizado. Em segundo lugar, porque, fazendo uma retrospetiva do meu percurso como modelo, e sem querer parecer arrogante, sei que trabalhei muito para este Glo­bo. Sacrifiquei-me e esforcei-me muito, dediquei muito a esta pro­fissão. E, em terceiro lugar, porque ganhar este Globo não foi fácil. Fiquei quatro vezes sentado e tive o privilégio de o ganhar à quinta vez. Fico muito agradecido por ser nomeado, mas quando se ganha o Globo significa que não és um dos quatro, és “o” vencedor. Por todos os motivos, este é um Globo muito especial e sentido.
– Sentia que já estava na altura?
– Acho que não nos compete a nós acharmos que é a altura “de”. A minha mãe sempre me educou assim, e eu acredito que tudo o que faço na vida tem retorno. O bom e o mau. Por vezes demora, mas tem sempre retorno. E acredito também que Deus sabe o que tem guardado para nós. E sei que Deus tem guardadas coisas boas para mim. Tudo tem uma razão de ser, acredito no destino e acredito que o Globo veio agora porque não tinha que vir nos outros anos. E sinto-me feliz por isso.
– É um homem de fé?
– Sou, acredito em Deus, acredito que há uma força espiritual superior. Não é essa força que faz a nossa vida, mas ajuda-me a viver de uma forma mais tranquila, acho que essa fé me faz bem. Não tenho problemas em admitir que rezo, que peço a Deus muitas vezes e que Lhe agradeço.
– Este ano tem-se revelado extraordinário para si também a nível pessoal. Afinal, reencontrou o amor recentemente...
– É verdade. Não escondo que tenho uma namorada, as coisas começaram em finais de 2014 e estou feliz. Gostava muito de manter a minha relação o mais privada e tranquila possível. Acho que não há necessidade de expor nada. No passado tive as minhas lições e, portanto, gostávamos que as coisas continuassem assim. É uma parte da minha vida que está bem e quero mantê-la assim.
– Podemos saber como é que a Francisca o conquistou?
– Acho que isso são coisas pessoais, que prefiro guardar para mim. Agora, eu tenho 28 anos, tive duas namoradas na vida e assumi publicamente as duas. Acho que isso demonstra a importância que a Francisca tem para mim. A partir daí, não é preciso dizer mais nada.
– É muito ponderado no amor? Demora a entregar-se?
– Acho que sou um pinga-amor, sou muito apaixona­do! Sei que não sou um homem fácil de ser conquistado, para assumir uma relação tenho que me sentir muito seguro, independentemente de as coisas virem a resultar ou não – ninguém sabe o dia de amanhã –, mas depois de dar esse passo, acho que sou o melhor namorado do mundo.
– É muito dedicado quando tem uma namorada?
– Sou. Sou verdadeiramente romântico e, sinceramente, nem consigo conceber outra forma de estar numa relação. As coisas só fazem sentido assim, quando há uma entrega total. E gosto que sejam assim comigo também. Independentemente de ser eterno ou não, o amor deve ser lamechas, sensível, atento, total. Apesar de tudo o que passei, continuo a acreditar em amores eternos.
– Isso quer dizer que não põe de parte a possibilidade de se casar novamente?
– O facto de ser um homem divorciado não faz com que deixe de acreditar que é possível ficar com alguém para sempre. E se a pessoa que estiver ao meu lado tiver o desejo de se casar, não é por eu ter tido um casamento falhado que não me caso com essa pessoa. É uma cicatriz que não é impeditiva de nada. Não é por ter corrido mal uma vez, que tem que correr mal uma se­gunda. E a pessoa que está ao meu lado não tem culpa de que essa cicatriz exista, nem tem culpa de que no passado as coisas me tenham corrido mal.
– Sendo um homem de valores e afetos, gostava de perpetuar esses valores e esses afetos com os seus próprios filhos?
– Acho que qualquer jovem sonha em ter uma família. Eu não sou exceção. E a referência familiar que tenho é a minha: um pai e uma mãe que estão casados há 30 anos, que são felizes e que educaram os filhos da melhor forma que puderam. E gostava que um dia fosse assim comigo.

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