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Laura Figueiredo: A recuperação e o suposto noivado com Mickael Carreira

Sem subterfúgios, a atriz e apresentadora falou da recuperação após a queda no ‘Dança Com as Estrelas’ e ainda das notícias das últimas semanas, que a deram como estando grávida e noiva do cantor.

Andreia Cardinali
11 de julho de 2015, 14:00
Dona de uma beleza inegável e de uma timidez desarmante, Laura Figueiredo tem na postura e nas palavras a certeza de quem sabe o que quer. Diz que decidiu não alimentar notícias sobre a sua relação com Mickael Carreira, que prefere manter discreta, embora esclareça que têm sido vítimas de boatos sem fundamento: “Há supostas fontes próximas que inventam gravidezes, casamentos e tudo o mais. Nem me vou dar ao trabalho de falar sobre notícias sem fundamento, seria dar-lhes importância. Nada disto faz sentido.” 
Nesta entrevista, a atriz fala ainda como está a recuperar da lesão que sofreu na coluna na sequência de uma queda durante os ensaios do programa Dança Com as Estrelas
– Calculo que a queda tenha sido assustadora...
Laura Figueiredo – Foi a primeira vez na minha vida em que tive medo pela minha saúde, porque nunca me tinha acontecido nada que me limitasse. Foi a primeira vez que tive consciência de que não havia outra hipótese senão parar. É evidente que estar com um colar cervical sem me conseguir mexer é assustador.
– E quais foram as consequências do acidente? 
– Infelizmente ainda não tenho a certeza se terei de ser operada. Se for operada vou acabar por ficar, aos 28 anos, com limitações para sempre, pois nunca mais poderei fazer coisas que provoquem impacto... mas sem a operação corro o mesmo risco... Para já, não posso correr. Tirei ontem o colar cervical, que tinha há seis semanas, e continuo a fazer fisioterapia. Tenho de pensar que estou com uma equipa em quem confio plenamente e se eles dizem que para já o melhor é não operar, muito embora tenha dores e muitas limitações, é isso que vou fazer. Se eu fosse operada agora, provavelmente teria de voltar a sê-lo daqui a dez anos, devido ao desgaste de outras vértebras. 
– A lesão foi nas vértebras? 
– Sim, foi um disco que saiu do sítio com o impacto da queda, na cervical. 
– Calculo que a recuperação não seja fácil... 
– Realmente nós não temos noção de como somos dependentes daquilo que nos torna independentes. Ontem peguei pela primeira vez no carro, um mês e meio após a queda, e nem queria acreditar... Fiquei mesmo contente! Não treinar também me incomoda, porque estou a ficar novamente ‘escanzelada’ com a perda de massa muscular. Se tudo correr bem, daqui a pouco tempo posso começar a treinar aos poucos... Claro que tenho limitações, não posso estar muitas horas de pé, não posso usar saltos altos, que adoro... 
– Muito se tem falado sobre o que aconteceu após a queda. Que culpabilizou o bailarino, que a TVI não tem dado a atenção que deveria nesta fase... 
– Muita coisa que não era verdade foi dita e 99 por cento das vezes fala-se de coisas que não têm fundamento. Ainda há pouco tempo se dizia que eu estava grávida, depois que fiquei noiva e que a família estava toda muito feliz... É evidente que o que aconteceu nos ensaios foi um acidente, e os acidentes acontecem. 
– A Laura e o Mickael sempre preservaram a vossa relação amorosa, mas ele reconhece que tem estado preocupado com a sua saúde. Isso é um conforto? 
– Prefiro não falar sobre esse assunto. Nós temos a nossa relação, a nossa vida, e tentamos preservá-la ao máximo.  
– Apesar de desta vez não ter passado de um boato, a gravidez faz parte dos vossos planos? 
– Não sei... Eu sei que quero ser mãe, mas acho que este não será o momento mais oportuno. Tenho muita coisa para fazer e a minha profissão não está estabilizada o suficiente. 
– O lado profissional costuma falar mais alto do que o pessoal? 
– Não, mas também depende das situações. A minha carreira é algo que me completa e faz feliz, mas eu não sou só isso, sou também tudo o resto que me rodeia.
– Entretanto, tem investido na representação, sem deixar a apresentação. O que fala mais alto? 
– São amores diferentes. Se a representar consigo explorar características que não exponho no dia-a-dia, a apresentar sou eu a cem por cento e divirto-me imenso. Acho que é o lado bom de se ter dois caminhos. 
– As últimas personagens que interpretou já não eram adolescentes... 
– Sim e isso deixa-me muito feliz, é quase uma conquista. Aos 24 anos fiz a Laura de Lua Vermelha que tinha 17. Hoje tenho quase 30 e já faço mulheres na casa dos 20. Hei de lá chegar... [risos]. Gosto dessa evolução e de começar a ser vista como uma mulher. Não porque tenha dúvidas em relação ao meu crescimento, mas porque me permite fazer personagens mais ricas. 
– As mulheres em geral gostam que as achem mais novas... 
– E eu também gosto, mas acaba por ser um senão, pois a minha cara de miúda contraria de certa forma a credibilidade e maturidade que já vou tendo. 
– Mas isso também traz uma responsabilidade acrescida... 
– Sempre fui muito responsável e demasiado exigente. Acho é que estão a perceber que estou mais velha. 
– E como se sente com quase 30 anos? 
– Muito bem. Não mudou nada. Os medos, receios e inseguranças acabam por ser os de há dez anos. Mas continuo a ver a vida como uma miúda. 
– Quem trabalha em televisão tem um receio maior do avançar da idade... 
– É normal, somos constantemente confrontados com a nossa imagem. A brincar a brincar, já trabalho em televisão há quase dez anos e parece que comecei ontem. Acho que esses receios só começam lá para os 40/50. 
– E como têm sido estes dez anos? 
– Ainda há tanto para fazer... Já fiz coisas que me deixaram muito feliz, já aprendi muito, mas acho que ainda é muito cedo para balanços.

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