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Paulo Petronilho

Hélia Correia recebe Prémio Camões 2015

A escritora dedicou o prémio à Grécia “sem a qual não teríamos nada”. 

Lusa
7 de julho de 2015, 18:42

A escritora portuguesa Hélia Correia, Prémio Camões 2015, dedicou à Grécia o maior galardão literário de língua portuguesa, durante a cerimónia de entrega, que decorreu hoje, dia 7 de julho, no Palácio Foz, em Lisboa. "Quero dedicar este prémio à Grécia, sem a qual não teríamos nada. Viva a Grécia", disse a escritora, no termo da sua intervenção.
O Prémio Camões foi atribuído a Hélia Correia, por unanimidade, no passado mês de junho, em reconhecimento da sua "vertente universal, pela forma como explora a natureza humana nos seus vários aspetos, pela atenção que dá ao mundo real", como sublinhou na altura à agência Lusa a presidente do júri, a investigadora Rita Marnoto.
Para o júri, Hélia Correia, seja no romance, no conto ou na poesia, explora a natureza humana "a partir das suas raízes na antiguidade clássica, projetando-a nos nossos dias, através de cruzamentos que se estendem a várias vias da literatura contemporânea".
Com a publicação de A Terceira Miséria, obra distinguida em 2014 com o prémio Correntes d'Escritas, Hélia Correia quis homenagear a Grécia, destacando "a voz de um país que está a sofrer uma opressão impensável", como afirmou, na altura, durante o festival literário da Póvoa de Varzim.
Quando recebeu este prémio, Hélia Correia recordou os ensinamentos universais da Antiguidade e a sua importância para a atualidade: "Ver tudo o que existia na Grécia clássica, em que tudo era feito pelo homem, para o homem e à medida do homem".
O Prémio Camões foi instituído por Portugal e pelo Brasil como forma de reconhecer autores "cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento da literatura de língua portuguesa em todo o mundo", de acordo com a organização.
O primeiro distinguido, em 1989, foi o escritor português Miguel Torga.
O júri da 27.ª edição do Prémio Camões contou com Rita Marnoto, professora na Universidade de Coimbra, Pedro Mexia, crítico literário e escritor, Inocência Mata, professora nas universidades de Lisboa e de Macau, e pelos escritores Affonso Romano de Sant'Anna, António Carlos Secchin e Mia Couto.

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