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Patrícia Bull: “O papel de mãe é o mais apaixonante da minha vida”

Aos 36 anos, a atriz vive uma fase tranquila a nível profissional e pessoal. Desdobra-se em projetos dentro e fora do pequeno ecrã ao mesmo tempo que se dedica ao filho, James.

André Barata
27 de junho de 2015, 14:00

Mãe, atriz, apresentadora e mulher de causas. Falamos de Patrícia Bull, de 36 anos, com quem marcámos encontro na Praia do Guincho. Divertida, foi de sorriso fácil e à-vontade natural que posou para a CARAS. É mãe de James, de dois anos e meio, fru­to do casamento com Ricardo Gonçalves, gosta de desafios e por isso aceitou apresentar um programa sobre automóveis ao lado de Jorge Gabriel e do piloto Miguel Barbosa. No final desta sessão, conversámos com a atriz sobre os seus projetos, dentro e fora do pequeno ecrã.
Como surgiu a oportunidade de apresentar um progra­ma sobre automóveis?
Patrícia Bull –
Estava eu em Porto Santo no verão passado, segunda casa do Jorge Gabriel, quando ele me perguntou se tinha vontade de fazer um programa sobre carros, e eu pensei: porque não? Achei que apesar de não perceber nada de carros e não ser de todo o meu universo, era mais uma aventura.
 – Mas gosta de automóveis?
Não tenho grande experiên­cia, mas aceitei o projeto pelo desafio em si, por ser um progra­ma sólido, onde me sentia bem apoiada ao lado do Jorge Gabriel e do Miguel Barbosa. Isso levou-me a querer fazer um programa que à partida nada tem a ver comigo, mas que também era um pouco esse o critério: estar lá alguém com um olhar diferente, uma pessoa que não conhecesse tão bem as máquinas.
Paralelamente, continua com outros projetos...
Mantenho sempre o trabalho como locutora. Depois, faço também apresentações de eventos, dobragens e também trabalho muito com publicidade.
– Já há algum tempo que não a vemos a trabalhar numa telenovela... Tem saudades?
Não, porque tenho feito outras coisas no meio, mas acho que vou fazer uma novela brevemente. Foram surgindo outras coisas e entretanto também fui mãe e as telenovelas absorvem muito do nosso tempo, portanto, tive de fazer escolhas.
Sente-se melhor no papel de apresentadora ou no de atriz?
É um ciclo, as coisas vão acontecendo... Fiz três programas como apresentadora, pelo meio fiz o filme Sei Lá, fiz teatro, portanto, nunca deixo de ser uma coisa para ser outra!
Mas tem alguns planos  concretos para o seu futuro profissional?
Estou sempre a delinear planos [risos]. Gosto de orga­nização, mas também gosto de surpresas, de ser surpreendida com novos projetos.
Também continua ligada a projetos de solidariedade?
Gostava que [a rubrica solidária online] De Mãos Dadas Com... chegasse à televisão, para que mais pessoas pudessem ver. É difícil, mas acredito que possa conseguir. Sempre estive ligada a instituições de cariz solidário. Há pouco tempo fui convidada para ser madrinha da associação Pais Heróis, de pais que têm ou tiveram filhos no IPO. Também estou a promover outra associação, a de Síndrome de Asperger, pedindo às pessoas para contribuírem com o seu IRS para a mesma. Queria mesmo era conseguir consolidar a minha participação e este trabalho com todas as associações e torná-lo algo um pouco maior, mas ainda não sei muito bem como.
Sente-se bem por poder utilizar a sua imagem para alertar o público para este tipo de causas?
Gosto de olhar através dos olhos de outras pessoas e de dar a conhecer a sociedade tal como ela é, no que tem de bom e de mau. Se puder ser um veículo para mostrar e promover causas e associações que trabalham em prol da nossa sociedade, perfeito.
E tem de conciliar a maternidade com o trabalho. Tem tempo para tudo?
O James é a minha prioridade. Só faço o que quer que seja na medida em que consiga conciliar isso com o meu filho e com o meu papel de mãe. Mas de facto é o papel mais importante e mais apaixonante da minha vida, sem dúvida.
Como tem corrido toda esta experiência?
Acho que me adaptei ao papel de mãe. Se fizesse um exame final, acho que passava [risos]. O meu filho está feliz, saudável e isso é que importante. Continuo uma ‘mãe galinha’ e muito protetora. Quero o melhor para o meu filho, muito mais do que aquilo que eu quero para mim. É uma criança muito amorosa. Adora tocar guitarra e até já compõe músicas em que o pai e a mãe são as figuras centrais dos temas.
De que maneira é que o vosso filho mudou as vossas vidas?
O nascimento de um filho está sempre associado a uma mudança. Há uma adaptação a todos os níveis, na dinâmica do casal, nos projetos profissionais que, no meu caso, tinham de ser conciliáveis com o tempo que queria dedicar ao James. Mas tudo se encaixou perfeitamente.
– E já pensam em alargar a família?
O James diz que quer um “bebé grande”! Não sei bem o que isso quer dizer, mas tenho de pensar seriamente no assunto. Mas sim, pensamos nisso. Acho que todos gostaríamos!

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