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Ao lado da família, Carlos do Carmo recupera de um aneurisma na aorta

O fadista foi operado em fevereiro a um aneurisma na aorta. Depois de vários meses de convalescença, Carlos do Carmo regressou à vida pública para receber o Prémio Personalidade do Ano – Martha de la Cal 2014. 

Marta Mesquita
21 de junho de 2015, 12:00

“Sou uma pessoa tão preparada para morrer, a minha vida tem sido tão rica e cheia! Morrer, para mim, é o final de uma viagem.” Foi com esta serenidade, que o faz aceitar o que o destino lhe reserva, que Carlos do Carmo, de 75 anos, encarou mais um grave problema de saúde que o deixou “entre cá e lá”, como descreve a sua filha, Cila do Carmo. No dia 2 de fevereiro, o fadista foi operado a um aneurisma na aorta ascendente, depois de já ter feito, há vários anos, três intervenções cirúrgicas ao baço e três à aorta descendente. No pós-operatório desta última intervenção, que decorreu no Hospital de Santa Maria, o artista sofreu várias infeções, o que o deixou muito debilitado. Contudo, o cuidado permanente da sua mulher, Judite, dos três filhos e dos netos deram-lhe força para lutar mais uma vez pela vida, como confessou: “Quando olhei para a cara da minha mulher e dos meus filhos e vi os olhares de terror percebi que não seria nada fácil o que estavam a passar. Foi um susto para a minha família, que ficou aterrorizada. Quero também deixar uma palavra de gratidão ao Serviço Nacional de Saúde, porque fui muito bem tratado no Hospital de Santa Maria.”
Em convalescença há vários meses, Carlos do Carmo só regressou agora à vida pública. Bem disposto, o artista fez questão de rece­ber em mãos o Prémio Personalidade do Ano – Martha de la Cal 2014, atribuído pela Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal. “Para mim, este troféu tem um valor especial, porque sempre que estes jornalistas falam de Portugal, independentemente da sua nacionalidade, fazem-no de uma forma carinhosa e positiva, que é algo que me sensibiliza muito. Sinto-me muito grato e só quero agradecer a generosidade que têm para comigo. É algo que não tem preço.”
Ao seu lado neste fim de tarde tão especial para si, o fadista tinha a mulher, a filha e a neta Francisca Vieira de Almeida, a filha mais velha de Cila do Carmo. Feliz por vê-lo tão bem, Judite, a sua companheira de vida, recordou os últimos meses, admitindo que passou por mais “um grande susto”: “Demos-lhe
todo o apoio que pudemos. Os filhos e os netos foram maravilhosos. Estive sempre muito otimista. Acreditei que ele ia ficar bom e dei-lhe essa força. Encarei tudo isto com determinação. Mas confesso que agora sou eu que me sinto cansada.”
[risos]
No meio deste drama familiar, Cila do Carmo foi o pilar para toda a família, aquela que “tomou conta de todos e que puxou muito pelo avô”, como partilhou Francisca. “O meu pai esteve muito mal, mesmo. Mas este homem quer é viver! Foi de novo um problema de coração e teve um pós-operatório muito difícil. Agora está ótimo! Nem se acredita que passou por este problema. Ele é uma força da natureza. Estivemos juntos em todos os momentos. Sempre estivemos otimistas, mesmo quando os médicos nos diziam coisas preocupantes. Agora, o pai tem é de sair e socializar”, desabafou Cila.
Homem de família, Carlos do Carmo é um exemplo para filhos e netos. E é com genuíno entusiasmo que Francisca fala do fadista: “O meu avô é a melhor pessoa que conheço! É o melhor ouvinte, dá-nos os melhores conselhos... É mesmo pai dos seus filhos, avô dos seus netos. Aprende-se tanto com ele...”

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