Nas Bancas

Maria João Bastos: “Ser mãe é algo que acontecerá no tempo certo”

Na Ilha da CARAS, em Angra dos Reis, no Brasil, a atriz e jurada do programa “Ídolos”, que completa 40 anos dia 18 de junho, fez um balanço da sua vida.

Natalina de Almeida
14 de junho de 2015, 10:00

Gosta de ter sempre um bloco à mão, onde vai anotando vivências, memórias de momentos. Anota frases e pensamentos que quer guardar. Maria João Bastos, 39 anos, tem sede de viver e de aprender, por isso não quer que nenhum pormenor lhe passe ao lado. Habituada à ponte aérea entre Lisboa e o Rio de Janeiro, a atriz e jurada do Ídolos esteve na Ilha da CARAS, em Angra dos Reis, onde se mostrou tranquila. Em jeito de balanço, revelou que o melhor do seu mundo é a família e os amigos, conta como gere as saudades que tem daqueles que mais ama e não descarta a hipótese de ser mãe.
– No próximo dia 18 de junho completa 40 anos. Sente que a sua vida mudou muito nos últimos anos, sobretudo na última década?
Maria João Bastos – Não sinto que a minha vida tenha mudado, mas eu, naturalmente, cresci com as minhas experiências, sinto que me tornei mais paciente e que hoje em dia desvalorizo muito mais aquilo que realmente não tem importância. Essa tranquilidade que a vida e a maturidade nos trazem é muito boa. Olho para trás e sorrio com o que vivi, olho para a frente e sorrio com o tanto que ainda quero viver.
– As mudanças aconteceram sempre na direção que sonhou?
Sempre fui muito determinada e objetiva em relação ao caminho que queria percorrer e às metas que queria atingir. Gosto de traçar objetivos, mas por outro lado gosto de, nesse planeamento todo, deixar abertura para aquilo que a vida tem para me dar e por isso estou sempre muito recetiva a novas coisas que vão surgindo. Adoro ser surpreendida pela vida e estes últimos anos têm sido fantásticos nesse aspeto.
– O que é que de mais importante aprendeu ao longo da sua vida?
Nunca deixar de acreditar naquilo que podemos conseguir se estivermos determinados a trabalhar para isso. Nada se conquista sem dedicação e entrega. Há uma frase no livro O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry, de que gosto muito: “Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.” E isso aplica-se a tudo, quer na vida pessoal quer na profissional.
– É uma mulher forte?
Considero-me uma mulher forte e determinada, mas isso não significa que não tenha fragilidades. Conheço as minhas e todos os dias tento aprender com elas.
– Continua a não ter medo de correr riscos, de lutar pelo que quer?
Medo de correr riscos não tenho. Se não tivesse corrido riscos não teria vivido algumas das coisas mais interessantes que já vivi. E depois, o que pode acontecer se correr menos bem? Levantar-me do tombo e aprender com os erros, que inclusivamente nos ensinam muito se tivermos capacidade de assumi-los e aceitá-los. Existe um provérbio chinês que diz: “Se caíres sete vezes, levanta-te oito.”
– O que é o melhor do seu mundo?
A minha família, os meus amigos e poder fazer aquilo que é a minha grande paixão, representar.
– Como organiza a sua vida afetiva com tantas idas e vindas? Lidar com as saudades não deve ser fácil...
Sim, as saudades existem e são muitas, mas tentamos gerir tudo com tranquilidade. As no­vas tecnologias ajudam muito e o Skype é uma excelente ferramenta para isso. Falo com a minha família com muita regularidade e assim vamos enganando as saudades.
– Tem uma relação próxima e sentimental com a sua família?
Para mim é fundamental que os sinta presentes e que eles me sintam presente, mesmo com a imensa distância geográfica que nos separa. O apoio deles sempre foi o mais importante e a maior razão de conseguir passar tanto tempo longe de Portugal.
– E aquele amor para sempre, como o dos seus pais, que gostaria de encontrar... Sente que será mais feliz no dia em que o descobrir?
Sou uma pessoa muito feliz e realizada com o que tenho na vida.
– Ser mãe faz parte do que sonhou para si?
Sim, é algo que acontecerá no tempo certo.
– Uma última questão: ouviram-se críticas ao júri do Ídolos, nomeadamente por a terem escolhido a si, atriz, para avaliar cantores. Considera que foram injustas?
No Ídolos não procuramos somente a voz de Portugal, para isso existe outro programa. Neste caso procuramos o ídolo de Portugal e para se ser um ídolo é preciso muito mais do que uma boa voz. É preciso atitude, garra, presença, capacidade de cativar o público, determinação e uma enorme capacidade de trabalho. Procuramos star quality e identificar esse lado do concorrente é o meu papel no painel de jurados.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras