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Fora do campo, Eduardo ‘Toto’ Salvio é um marido apaixonado e um pai carinhoso

Quatro dias antes de o Benfica ganhar o campeonato, a CARAS esteve à conversa com Toto Salvio, de 24 anos. O futebolista recebeu-nos em sua casa na Aroeira e apresentou-nos a mulher, Magali Aravena, de 26 anos, e os dois filhos do casal, Valentino, de três anos, e Chloé, de três meses.

CARAS
14 de junho de 2015, 14:00

Quatro dias antes de o Benfica se consagrar bicampeão em Guimarães, Eduardo Antonio Salvio, conhecido por El Toto ou Toto Salvio, recebeu-nos em sua casa, na Aroeira. E se em campo o futebolista argentino, de 24 anos, é racional, dinâmico e lutador, fora das quatro linhas mostrou ser um homem descontraído e sereno, um marido atencioso e apaixonado e um pai brincalhão e carinhoso para Valentino, de três anos, e Chloé, de três meses. Ao lado de Magali Aravena, de 26 anos, a mulher com quem concretizou o sonho de ter uma família, Salvio disse-nos
que é feliz em Portugal e ao serviço do Benfica, onde espera ficar por muitos mais anos.
– Vamos esquecer por momentos o futebolista e ficar a conhecer o marido e pai. Como começou a vossa história de amor?
Salvio – Começámos a namorar há cerca de seis anos. Co­nhecemo-nos através de amigos comuns, ainda em Buenos Aires, e tudo aconteceu muito rápido...
– Muito rápido como?
– Passados seis ou sete meses tive a oportunidade de ir jogar para o Atlético de Madrid! E a Magali, que tinha a mãe a viver em Madrid há alguns anos, veio comigo, o que foi muito bom, pois acabou por me ajudar na adaptação à cidade.
– Magali, nunca pôs a hipótese de não ir com ele?
Magali – Não, nem pensar! Eu queria estar ao lado dele, não fazia sentido ser de outra forma.
Salvio – Se ela não tivesse vindo, teria sido muito mais complicado, mas, graças a Deus, ela deixou tudo para vir comigo, um gesto que valorizo muito.
– Na verdade, parece que não foi muito difícil convencê-la...
– Estávamos muito apaixonados e queríamos estar juntos o tempo todo. Claro que também ajudou o facto de a mãe dela estar a viver em Madrid, assim nunca teria de ficar sozinha quando eu tivesse de ir para estágio ou algo do género.
Magali – Nem pensei duas vezes. Não me imaginava longe dele. Não acredito em namoros à distância.
– Mas teve de abdicar da sua vida para ir atrás dos sonhos do Salvio...
– Sei que tomei a decisão certa. Às vezes penso que podia ter terminado um curso, ter feito carreira em alguma área, mas não me arrependo e dou graças a Deus todos os dias pela vida que tenho com o Salvio. Ele concretizou o meu sonho de formar uma família.
Salvio – Aconteceu tudo mui­to rápido e ainda somos muito novos, mas não nos arrependemos de nada, temos dois filhos lindos, construímos uma família, algo que queríamos muito os dois, estamos muito felizes. Quero e espero que continuemos assim, juntos e unidos por muitos anos, para sempre.
– Entre treinos, estágios, jogos e viagens, aqui em Lisboa acaba por passar mais tempo longe do Salvio. E agora com dois bebés. Não deve ser fácil...
Magali – Toda a gente pensa que é fácil ser mulher de futebolista, que vivemos muito bem, mas não é fácil, precisamente porque ele passa muito tempo fora e há muitas coisas que não podemos partilhar. O Salvio não consegue estar sempre presente nas coisas importantes da escola do Valentino, já passou o seu próprio aniversário fora e o meu também... E estas pequenas coisas, que para muitos podem parecer superficiais, para nós não são, custam muito. E depois o Valentino pergunta porque é que o papá não está cá... e isso custa. Mas depois, também é muito bonito ver a felicidade do Salvio a jogar à bola, a forma como é acarinhado pelos fãs.
Salvio – A Magali é uma gran­de mulher! Apoia-me a cem por cento, entende o meu trabalho, as minhas ausências, mesmo que isso implique ter de ficar algumas vezes sozinha com os nossos dois filhos. A Chloé é muito pequenina e o Valentino tem muitos ciúmes dela, quer a mãe só para ele. Sei que não é fácil e dou-lhe muito valor por isso. Ela é uma excelente mãe e tê-la a meu lado faz-me muito feliz.
Magali – O Salvio também é um excelente pai, é muito brincalhão e carinhoso. O Va­lentino idolatra o pai, ele é o seu fã número um, e é lindo ver a relação deles.
– Vê-se que o Valentino quer ser como o pai...
Salvio – Sim, quer. E eu também gostava que ele fosse futebolista. Com três anos, a única coisa que ele quer é jogar à bola. Sai da escola e vem logo para casa para jogar à bola. E quando eu chego a casa depois de um jogo ou treino, a primeira coisa que me diz é: “Papá, papá: golo, Benfica!”. Adora o Benfica e adora ir ver os jogos! E no fim já vai ao balneário comigo e está com todos os outros jogadores, fica muito feliz.
Magali – Acho que a segunda palavra que ele disse foi mesmo Benfica!
Salvio – Também só quer vídeos do Benfica no telemóvel ou no computador...
– Portanto, na próxima épo­ca o Valentino vai para a escola do Benfica?
– Sim, nós gostávamos e ele também.
– Querem ficar por Lisboa na próxima época?
Magali – Sim, esta já é a nossa casa. E depois é um bom lugar para educarmos os nossos filhos.
Salvio – Um jogador nunca sabe o que lhe vai acontecer no final da temporada, mas esta é a nossa casa, estamos felizes aqui, temos uma boa vida, todos pa­recem gostar de nós, todos os dias recebo mensagens a desejarem-nos felicidades, e nós valorizamos muito isso, todo o carinho que nos têm dado desde que che­gámos. Quero ficar aqui mais um, dois, três ou até mesmo dez anos. Aqui somos felizes.

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