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O refúgio de Dália Madruga e Marcos Tenório Bastinhas

A assessora e o cavaleiro tauromáquico receberam a CARAS em Elvas e apresentaram a filha, Clara.

Cláudia Alegria
13 de junho de 2015, 14:00

A decisão, garantem, foi to­mada rapidamente. Apai­xonados, Dália Madruga e Marcos Tenório Bastinhas chegaram à conclusão de que tudo fazia mais sentido se estivessem juntos. Com a vida organizada em Lisboa e uma carreira de dez anos ligada à televisão, a ex-apre­sentadora não hesitou muito: fez as malas e partiu para Elvas, onde encontrou o seu refúgio paradisíaco. Ao lado do cavaleiro tauromáquico, filho de Joaquim Bastinhas e neto do comendador Rui Nabeiro, Dália tem vivido momentos únicos e felizes, nos quais estão sempre presentes os filhos, João, de sete anos – fruto do seu anterior casamento – e Clara, que nasceu há cinco meses, a 17 de novembro.
 – Como é que se conheceram?
Dália – Co­nhecemo-nos há uns anos através de amigos comuns mas, em 2012, o Marcos sofreu uma queda grave em Montemor e pôs uma foto do hematoma no Facebook. Eu, que nem costumo mandar mensagens, desejei-lhe as melhoras e ele respondeu. A partir daí passámos a falar imensas vezes.
– Calculo que fazer as malas e partir atrás de um grande amor não tenha sido uma decisão fácil...
– Se disses­se que foi uma decisão muito ponderada estaria a mentir. Não foi. Dedicava toda a minha vida à carreira, chegando a descurar até alguns momentos com o meu filho... Quando conheci o Marcos achei que era uma oportunidade de começar a viver para mim e para a minha família. Por isso, acabou por ser fácil tomar essa decisão. Aqui tenho tanta qualidade de vida e fui tão bem recebida...
– Uma decisão apoiada pela sua família, Marcos?
Marcos – Sim, nunca puse­ram entraves, receberam-na muito bem e ajudam-nos em tudo o que podem.
– É importante ter uma mulher apaixonada ao seu lado que o ajude a ‘amparar as quedas’?
– Sim, porque há sempre muita gente nas praças em dias de corrida mas, no dia-a-dia, passamos muito tempo sozinhos, no picadeiro, a montar. Se não tivermos um suporte grande em casa, torna-se complicado, porque é uma profissão desgastante, sobretudo a nível emocional. Com a Dália, não preciso de dizer nada. Basta olharmos um para o outro que ela já sabe o que sinto.
Quando se escolhe a profissão dos pais, estamos sempre sujeitos a comparações. Sentiu que tinha de provar o seu valor?
– Seguir o mesmo caminho pode ser positivo, porque já temos toda uma estrutura montada mas, por outro lado, estamos constantemente a ser confrontados com essas comparações. É difícil separar as coisas, mas é o que te­nho tentado fazer desde sempre. O meu pai, por exemplo, anun­cia-se como Joaquim Bastinhas e eu como Marcos Tenório. Adoro o meu pai e o trabalho dele, mas penso que cada um tem de ter o seu caminho. Nunca há fotocópias melhores do que os originais.
– O ano passado sofreu um violento acidente ao ser atingido no rosto pelo cabo de uma bandarilha, tendo de ser operado duas vezes ao olho esquerdo. Esse acidente uniu-vos mais?
– Os casais não devem estar à espera de acidentes para se unirem, mas serviu para demonstrar que estávamos juntos e que tínhamos força para suportar também os momentos maus.
– Para si, Dália, deve ter sido um susto enorme, já que estava na praça quando tudo aconteceu...
– E estava grávida de cinco meses... Não foi fácil. Até esse dia nunca ficava nervosa quando via as corridas dele, porque tinha confiança e nunca tinha assistido a nenhum acidente. Depois disso tudo mudou. Foram muitos meses ao lado dele a viver a dor de não estar a tourear, porque ninguém imagina o que é para uma pessoa que monta todos os dias, das nove da manhã às cinco da tarde, que é persistente e lutador, lesionar-se e ainda ter de lidar com a dor de falhar as corridas que estavam marcadas, algumas muito im­portantes. Foi muito difícil. Eu gosto de o ver feliz e assim sou feliz. E tal como projetamos a nossa felicidade nos outros, da mesma maneira se vivia a tristeza. Cada lágrima dele eram muitas minhas.
– É um orgulho ver o nome do seu marido nas principais corridas?
– É sobretudo uma felicidade imensa. As corridas são o resultado do trabalho do ano inteiro e quando o público lhe bate as palmas de pé, não caibo em mim de contente.
O seu filho também teve de se adaptar a um novo ambiente e a uma nova família. Foi fácil?
– O João é uma criança mui­to fácil. É extrovertido e conversador mas, para mim, foi importante verificar se estava prepa­rado para se mudar, apesar de acreditar que, se os filhos virem os pais felizes, são crianças felizes. E toda a gente diz que o meu filho é uma criança feliz... Gosta muito dos novos amigos que fez, tanto em Campo Maior como em Elvas, mas continua a ter os amigos de Lisboa, porque o pai dele continua a viver lá, assim como os meus pais e a minha irmã.
Entretanto, nasceu a Cla­rinha. Foi planeada?
– Foi muito planeada e dese­jada, apareceu no momento certo. As pessoas não se devem ficar só por um filho. Acho o máximo a casa cheia de miúdos, mas houve uma altura na minha vida em que achei que um filho seria suficiente. Depois apareceu o Marcos e percebi que nunca devemos fazer planos. Desde que nos conhecemos que era certo que queríamos ter muitos filhos. Planeámos a Clarinha e agora ele diz que não vai parar até ter um rapaz. Por isso, se tivermos mais duas ou três raparigas, não sei... [risos]
E esta é a família com que sempre sonhou?
Marcos –
Família de sonho é gostar muito da pessoa que está ao nosso lado e nós temos a sorte de ter uma família muito unida e muito feliz. Agora é trabalhar e preservá-la para que continue assim durante muito tempo.
– Teve que abdicar da carrei­ra em televisão...
Dália –
Não é a primeira vez que mudo de profissão. Acredi­to em ciclos de vida. Trabalhei muitos anos como manequim, fiz participações em séries e telenovelas, estagiei num jornal desportivo e fiz parte da equipa da RTP, onde passei dez anos muito bons mas, se calhar, estava na altura de quebrar o ciclo e dar atenção à família. Sempre achei que o meu verdadeiro papel é o de mãe. Gosto de os guiar para que sejam boas pessoas, tenham bom fundo e sejam crianças felizes. E não podia estar mais contente com as minhas escolhas. Agora estou muito feliz por não ser eu a pessoa na ribalta. Até aqui era eu a figura pública, e agora sou a mulher do Marcos Tenório e a mãe do Joãozinho e da Clara e sou muito feliz com isso.
– Do que é que sente mais falta?
– Dos meus pais, da minha irmã e dos meus sobrinhos. Do meu núcleo familiar. Com a vinda para aqui descobri também que, quando estamos no mundo da televisão, temos milhares de amigos. Depois, o nosso telefone vai tocando cada vez menos e acabam por ficar só as pessoas essenciais. É bom saber que no meu mundo agora não cabe toda a gente, mas apenas as pessoas que são importantes.

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