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Mariana Monteiro admite: “Sou exigente e raramente fico satisfeita com o que faço”

A atriz aceitou o convite para ser embaixadora da Garnier e mudou radicalmente de visual ao pintar o cabelo de louro. Apesar de ainda se estar a habituar à sua nova imagem, Mariana assegura que está muito satisfeita com o que vê no espelho. 

Marta Mesquita
31 de maio de 2015, 16:00

Aos 26 anos, Mariana Mon­teiro já conta com dez de carreira, mas o curioso é que nenhuma das muitas personagens que já representou a obrigaram a mudar radicalmente de visual. Essa mudança acabou por surgir através da Garnier, que a desafiou a pintar o cabelo com o creme Nutrisse 100 Louro muito claro natural Summer Fever. Apesar de gostar de ser morena, a atriz está rendida ao seu novo tom de cabelo, referindo, com graça: “Já percebi por que é que as louras se divertem mais.”
Discreta em relação à sua vida pessoal, Mariana não comenta o seu namoro com o manequim e ator João Mota, mas assegura que tanto ele como os seus familiares gostaram muito de a ver loura.
Tendo como mote este seu novo look, a atriz conversou com a CARAS sobre a sua carreira e sonhos profissionais, revelando ainda um pouco da mulher que é longe das câmaras.
– Passar de morena a loura é uma mudança radical...
Mariana Monteiro – É mes­mo uma mudança muito radical! Aliás, posso dizer que ficar loura foi a maior mudança de visual que fiz na minha vida. Quando cortava o cabelo já achava que fazia muita diferença, mas agora percebo que a cor do cabelo é mesmo determinante no visual. Sou uma mulher que adora mudanças e a cor do cabelo pode alterar muita coisa. Quando me vejo ao espelho continuo a sentir um grande impacto e penso: “Sou eu ou não?” [risos] Está a ser uma mudança muito positiva para mim, sem dúvida! E já percebi por que é que as louras se divertem mais: chamam muito mais a atenção! Como morenas passamos mais despercebidas. [risos]
– Mas para quem já é conhecida, chamar mais a atenção pode não ser sempre positivo, porque por vezes acaba por perder um pouco da sua privacidade...
– Mas eu não quero chamar mais a atenção! Contudo, qualquer loura acaba por ser mais vistosa. Olha-se sempre para uma loura... Mas lido bem com isso.
– Há quem defenda que uma grande mudança de visual pode alterar o estado de espírito e até a personalidade. Sentiu isso?
– Senti, sim. Uma mudança de visual dá-nos confiança e prova-nos que podemos continuar a gostar de nós estando diferentes. E ficamos a conhecer uma nova versão de nós mesmas. No início muitas pessoas não me reconheceram, porque fiquei mesmo diferente! O louro também dá um ar muito moda. Aliás, é a grande tendência primavera/verão.
– O seu namorado e a sua família gostam desta ‘versão’?
– Sim, eles adoraram. Disseram que me vou habituar ao louro e não vou querer voltar a ser morena.
– Mas imagina-se loura por muito tempo?
– Não sei... Também gosto muito de ser morena. O louro dá luminosidade ao rosto e uma pessoa pode não querer abdicar dessa luz. Quero inspirar as mulheres portuguesas a arriscarem e a pintarem o cabelo de louro.
– Ao fim de dez anos de expo­sição mediática, sente que a re­lação que tem com a sua imagem mudou?
– Não sei se mudou... Não consigo fazer essa avaliação. Dizem que as mulheres do norte são um pouco como as espanholas e gostam mais de se arranjar. E, de facto, adoro arranjar-me e cuidar de mim. Se não fosse figura pública teria os mesmos cuidados diários. Valorizo muito o meu bem-estar. Por isso não dispenso no meu dia-a-dia a prática de exercício físico, tratar bem da pele, usar bons produtos para o cabelo...
– Portanto, ter um estilo de vida saudável não é nenhum sacrifício...
– Não, de todo! Gosto mesmo de fazer exercício físico e de ter uma alimentação equilibrada. E quando não consigo ter uma vida saudável devido ao ritmo de trabalho, não me sinto tão bem. Mas adoro doces!
– A Maria­na tem apenas 26 anos, mas já conta com dez como atriz. Como é que avalia o percurso que tem feito na representação?
– Em primeiro lugar, sinto-me muito grata por tudo o que te­nho vivido. Acredito em Deus e sinto que o meu caminho tem sido abençoado. Aconteceu tudo de uma forma tranquila. Já tive oportunidade de fazer trabalhos muito diferentes: novelas, cinema, séries e teatro. Agora quero explorar algumas destas áreas.
– Neste mo­mento não está envolvida em nenhum projeto na área da repre­sentação. O que lhe apetece fazer?
– Bom, o que me apetece fazer pode ser diferente daquilo que é possível! [risos] Gostava de explorar mais o cinema e o teatro, por exemplo. Tenho de ficar à espera da oportunidade certa.
– Recentemente experimentou a apresentação no programa The Voice Portugal. Ficou com esse bichinho ou foi apenas uma aventura sem grandes consequências?
– Gostei imenso do desafio da apresentação, mas aconteceu numa altura em que estava a gravar a Água de Mar. A única pena que tive foi não conseguir estar dedicada a tempo inteiro à apresentação, até porque estava a sair pela primeira vez da minha zona de conforto e a experimentar uma área completamente nova. Adorei apresentar! Por isso, é algo que não ponho de parte, mas também não estou obcecada com isso. Se a oportunidade surgir, ótimo. Não quero forçar nada. Mas em primeiro lugar sou atriz.
– E tanto a apresentação como a representação são áreas muito competitivas…
– Hoje em dia qual é a área que não é competitiva? Cada vez mais as pessoas têm de ser versáteis. Foco-me muito em mim e não fico a pensar nos outros. Todos temos de dar o nosso melhor.
– É muito crítica consigo própria? Ou consegue gerir bem as suas expectativas relativamente ao desempenho profissional?
– Sou bastante crítica comigo própria. Sou exigente e raramente fico satisfeita com o que faço. É algo que tenho desde miúda e vou gerindo todos esses sentimentos no dia-a-dia.
– Ainda tem muito de ‘miúda’?
– Sim, ainda tenho muito de miúda! O que mais mudou foram as responsabilidades que assumi e esse é talvez o meu lado mais maduro. Acho que ainda sou muito infantil, mas adoro ser assim!
– Esta vida mediática tor­nou-a numa pessoa mais reservada?
– Sou reservada mas só nos meios de comunicação social, porque continuo a ser a mesma pessoa na vida de todos os dias. Numa entrevista há assuntos que não gosto de explorar. Não me gosto de expor demasiado. Gosto que se fale de mim pelo meu trabalho.
– Não gosta de falar da sua relação com o João...
– Não gosto nem vou falar.
– Com dez anos de carreira e uma vida estável a nível profissional e pessoal, o casamento e os filhos são etapas que começam a fazer sentido?
– Esta nossa vida de atores nunca é estável... Mas ainda não faz sentido pensar em ser mãe. Estou muito bem assim. Ainda quero fazer algumas coisas antes de ter filhos. Estou numa fase muito tranquila, muito virada para dentro. O mundo está muito apressado, o ritmo diário é stressan­te e preciso mesmo de procurar esse equilíbrio interior. Sinto-me muito bem comigo mesma.

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