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Vanessa Oliveira faz declaração de amor às mulheres da sua vida

Não é escritora nem pretende sê-lo. Escreve porque lhe sabe bem. Vanessa estreia-se como autora em ‘Mães do Coração’ para fazer uma homenagem à tia Áurea, à avó Áurea, e à mãe, Manuela.

CARAS
23 de maio de 2015, 12:00

Eu não seria eu sem a minha mãe, a minha avó, a minha tia e a minha irmã. (...) Não seria eu sem estas mulheres que me dão colo, que me puxam as orelhas, que me ajudam a afastar os pesadelos, que festejam os meus sucesso.” É desta forma que Vanessa Oliveira, 33 anos, apresentadora de televisão, começa a homenagem às mulheres da sua vida. No livro Mães do Coração, a avó, Áurea, a tia, que também se chama Áurea, a mãe, Manuela, e a irmã, Mafalda, saltam para primeiro plano. Para a CARAS também saíram do anonimato (à exceção de Mafalda, que se encontra no Brasil)e deixaram-se fotografar ao lado de Vanessa, por quem nutrem um amor incondicional. Depois de explorarmos melhor esta história de amor ainda houve tempo para a apresentadora do Há Tarde revelar que ter dado um tempo na sua relação com João Fernandes, conhecido como DJ Kamala, tornou a união mais forte, e que os dois pretendem dar um irmão a André, que faz dois anos em junho.
– Trazer as mulheres da sua vida até aqui foi tarefa fácil?
Vanessa Oliveira – A única questão é que era para ser surpre­sa, elas não sabiam de nada, mas acabei por lhes contar e elas aceitaram vir. Depois, quando pedi à minha avó, disse-lhe que a minha mãe e a minha tia também tinham aceitado e ela disse-me logo: ‘Mas não havia de ir porquê? Só não faço por ti o que não posso e se elas não quisessem eu obrigava-as.’ [risos]. Quanto à minha irmã, ela estuda Ciências Farmacêuticas e foi convidada para fazer um estudo sobre protetores solares na Universidade de São Paulo, no Brasil, por isso, e com muita pena minha, não pôde estar aqui.
– Que relação tem com estas três mulheres?
A minha mãe está sempre disponível para mim, nunca me diz que não. Vive para mim e para a minha irmã. A minha avó tem uma cabeça muito fresca e temos uma relação de dependência tal que, se ela se pudesse movimentar bem, andaria comigo para todo o lado. A minha tia tem as responsabilidades de uma mãe, mas não tão vincadas. É super livre de espírito e quando eu me chateava com a minha mãe, que por vezes não me deixava sair, ela dava-lhe ‘a volta’. E participou tanto na minha educação como a minha avó. Eu passava o dia com elas.
– Qual delas é o seu confessionário?
A minha irmã. Pela proxi­midade de idades, e porque somos muito parecidas.
– Escrever este livro deve ter mexido com as emoções?
Sim, muito, mas melhor que tudo foi ter, mais uma vez, a certeza de que estas mulheres vão até ao fim do mundo para me fazerem feliz.
– No livro fala da morte do seu avô, em 2009, e parece ter sido um dos piores momentos da sua vida...
Foi horrível. No dia em que o meu avô foi para o hospital eu estava em Almeirim a fazer um programa para a SIC ao vivo. Quando liguei para a minha tia para saber novidades, ela disse-me que talvez ele não passasse daquele dia. Fartei-me de chorar, mas ainda tinha um programa para apresentar e fi-lo sem que se percebesse nada. Quando terminou, fui direta para o Hospital de Santa Maria. Vi o meu avô, dei-lhe um beijinho e fiz-lhe uma festa. Passado um bocado recebemos a notícia de que ele tinha morrido. Até hoje, tenho a certeza absoluta de que ele só estava à minha espera para morrer. E nem quero pensar no dia em que isto aconteça à minha avó, acho que vou ficar sem chão. Ela é um pilar na minha vida, o meu porto seguro.
– Diz no livro que foi e é bas­tante mimada.
Mimo não faz mal a ninguém e eu estive 11 anos, até nascer a minha irmã, a ser a única filha, sobrinha e neta. E estou a marimbar-me para quem diz que o mimo é mau. O mimo nunca é
demasiado desde que esteja de mãos dadas com a educação, princípios e limites bem estabelecidos. A minha família sempre me deu muito mimo, ainda sou muito mimada, mas isso só me trouxe autoestima e segurança.
– Sempre foi uma menina certinha?
Bem, não fiz nada de mal. Nunca fumei um charro, nunca ingeri droga nenhuma e bebia socialmente como hoje. Eu queria era estar com amigos e dançar e essa foi sempre a grande luta que tive com a minha mãe, a quem conseguia dar sempre a volta porque eu era muito chata. [risos] A minha mãe era a minha ‘vítima’ preferida e a minha grande irreverência era achar que era mais independente do que eu era...
– O que acabou por acontecer aos 17 anos, quando ganhou o seu primeiro ordenado...
Sim, aos 17 anos vim para a faculdade e trabalhava na moda, tinha o meu dinheiro, pagava os meus estudos, as minhas coisas e era independente, embora morasse em casa dos meus avós. Os meus pais só me exigiam boas notas .
– E quando saía dizia para onde ia e com quem estava?
A minha avó sempre exigiu que eu a avisasse quando, por exemplo, não ia dormir a casa. E só aconteceu uma vez eu não dizer e andou meio mundo à minha procura. Foi a primeira vez que eu saí sozinha com o João. Estávamos os dois tão in love que eram umas oito da manhã e eu não tinha avisado ninguém... Já tinha 20 anos, mas fiquei de castigo. Foi a única vez que a minha avó me levantou a voz.
– Hoje percebe melhor essas preocupações...
Percebo tudo e peço imensas desculpas à minha mãe. [risos] Acho que toda a gente devia ter filhos só para ver as preocupações que demos aos nossos pais. [risos]
– Há uma Vanessa antes de ser mãe e outra depois?
Sem dúvida, a vida passa a ser de outra maneira. Se soubesse que era assim teria tido filhos mais cedo...
– Mas podem vir agora mais tarde...
Sim, sim. Sei que vou ter mais filhos. Eu e o João temos planos para isso. Agora quero estabilizar a minha vida profissional.
– O João também o seu porto seguro?
Sim, sem dúvida, quase des­de o início. Crescemos juntos. Eu tinha 20 e ele 21 quando começámos a namorar e junto dele eu encontro a tranquilidade.
– Chegaram a separar-se e só reataram dois anos e meio depois. Acha que se não tivessem feito essa opção hoje não estariam junto?
Nós precisávamos de nos separar para percebermos onde é que é a casa. Naquela altura ele teve outra pessoa e eu também, mas ao fim de um tempo percebemos qual era o caminho que queríamos seguir.
Hoje o nosso amor é muito mais forte por causa da separação, não tenho a menor dúvida disso.

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