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Laura Ferreira assume medo da morte em biografia de Pedro Passos Coelho

Uma das grandes preocupações de Pedro Passos Coelho e de Laura Ferreira nesta fase é a filha, Júlia, de oito anos.

CARAS
23 de maio de 2015, 10:00

O último ano tem sido particularmente difícil para Pedro Passos Coelho, não só pelos desafios políticos que se colocam ao primeiro-ministro de um país que atraves­sa uma crise económica, mas também pelo drama que a mulher, Laura Ferreira, tem vivido desde que descobriu que tinha cancro, notícia que a CARAS avançou em janeiro. Na biografia autorizada de Pedro Passos Coelho, Somos o que Escolhemos Ser, escrita por Sofia Aureliano, assessora no Grupo Parlamentar do PSD, e que foi apresentada há dias, um dos capítulos é totalmente dedicado à mulher do primeiro-ministro. E é aí que se explica como o casal recebeu a notícia da doença. “No verão de 2014,
Laura sofreu uma lesão de trabalho, que não passou como devia. Os meses foram correndo e a mobilidade foi ficando limitada, cimentando-se a suspeita de que podia ser algo mais sério. Confirmou-se o pior cenário. Foi-lhe diagnosticado um osteossarcoma, um tumor ósseo agressivo que a forçou, e força ainda, a várias sessões de quimioterapia pré e pós operatória.”
Em fevereiro, Laura foi operada no Hospital de Santa Maria, para remoção do tumor. A fisioterapeuta tenta agora recuperar a mobilidade, enquanto se adapta à prótese no joelho. “Eu tenho medo de deixar as minhas filhas, a minha família, o meu marido. Tenho muito medo de morrer. O Pedro consegue tranquilizar-me e dar-me uma força”, confessa Laura no livro. Contudo, os médicos estão otimistas e acreditam que poderá recuperar a mobilidade em 90%. Mas a quimioterapia tem que ser feita até ao verão.
Esta realidade veio, obviamente, alterar por completo as rotinas de Pedro Passos Coelho e da família. Apesar da agenda apertada, o primeiro-ministro faz questão de acompanhar a mulher enquanto esta está no hospital “venha de onde vier. E depois vai para casa para jantar com as filhas. (...) Este é o coração mole por detrás da casca dura”, assume Laura. Na verdade, foi este coração que a fez “apaixonar perdidamente” aos 38 anos e de­pois de um divórcio. Uma paixão que ainda hoje se mantém acesa. “Se ele me telefona a meio da tarde a dizer para irmos jantar fora, eu vibro. Ainda tenho borboletas! Fico ansiosa, a contar as horas para estar com ele! Isto é estar apaixonada!”, revela a fisioterapeuta. “Ele está sempre bem-disposto, pode ter o mundo a cair e consegue estar sereno. E eu aprendi isso com ele. Tenho a noção que funcionamos bem como casal. Para além do amor que temos um pelo outro, temos uma cumplicidade grande”, acrescenta. Cumplicidade essa que se alimenta, sempre que possível, de serões românticos a beber vinho, sentados na mesa da cozinha, a conversar ao som de Charles Aznavour. No capítulo dedicado a Laura Ferreira, intitulado Laura, o Porto Seguro, Pedro Passos Coelho diz apenas uma frase, mas que resume a ligação que tem com a mulher, a quem trata por “fofinha” na intimidade: “Nós temos uma relação muito íntima e muito forte.”

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