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Luís e Vanda Esparteiro regressam com os filhos ao local onde se casaram

O ator e a mulher estiveram com os filhos, Teresa e Luís, e com a filha mais velha de Luís, Constança, na Tapada de Mafra, onde falaram do seu forte sentido de família e do regresso do ator à TVI.

Andreia Cardinali
17 de maio de 2015, 12:00

Juntos há 17 anos, seis dos quais casados, Luís e Vanda Esparteiro voltaram ao local onde disseram o ‘sim’, na Tapada Nacional de Mafra. Satisfeitos, fizeram questão de mostrar todos os recantos aos filhos, Teresa e Luís, de 13 e 9 anos, respetivamente, mas também a Constança, de 23, filha do anterior casamento do ator. Só faltou o filho mais velho de Luís, Guilherme, de 26 anos, que não pôde estar presente por motivos profissionais.
Apaixonados como no início, Luís e Vanda têm um sentido de família semelhante que partilham com os filhos.
– Foi aqui que se casaram. Como foi regressar a este local? 
Luís Esparteiro – A primeira coisa que fiz foi ver o picadeiro onde nos casámos. Claro que revivemos algumas memórias e muito boas. E hoje vestimo-nos no quarto do rei D. Carlos, onde ficámos naquela noite. Foi realmente uma tarde de memórias. O Luís recorda-se de muito pouco, pois só tinha três anos. Lembra-se do nosso casamento, mas não do sítio. A Teresa lembra-se de tudo e os mais velhos melhor ainda, já que até cantaram naquele dia.
– Estes programas em família são habituais?
Sim, são. O Guilherme e a Constança já têm as suas vidas, mas também fazem questão de participar na vida familiar. O que acontece muitas vezes é que também faço programas com cada um deles.
Vanda Esparteiro – O Luís tem uma amplitude de atividades que pratica e de que gosta, o que faz com que cada filho tenha sempre alguma coisa para fazer com o pai [risos].
– Luís, como pai, como vê o crescimento deles?
Tenho um orgulho muito grande nos meus filhos e a comparação mais próxima de mim que tenho é o Guilherme, já que seguiu os mesmos passos que eu, pois tivemos a mesma formação no Colégio Militar. Só que ele foi muito melhor do que eu. A Constança também está muito bem encaminhada, os mais novos também são bons alunos. Não poderia desejar melhor.
– Mas calculo que seja diferente ser pai dos mais novos do que foi sê-lo dos mais velhos...
A disponibilidade é diferente, mas a cabeça também é outra. No entanto, há uma diferença fundamental: separei-me da mãe dos mais velhos quando eles eram pequenos e com estes estou a acompanhar o dia-a-dia. Mas sou um pai tão presente para uns como para outros.
– E como é a relação entre os irmãos?
Eles são muito próximos e têm saudades uns dos outros. Gostam muito uns dos outros e convivem muito. O Guilherme trabalha perto de nossa casa e sempre que pode vai lá almoçar para estarem juntos e connosco também, claro.
– E como é a sua relação com os filhos do Luís, Vanda?
Tenho o meu papel, como mulher do pai e mãe dos irmãos. Não faço de mãe, mas participo muito na vida deles. Adoro-os, já os conheço há 17 anos, vi-os crescer, acompanhei-os.
Luís – A Vanda tem uma relação muito boa com os meus filhos mais velhos.
– E que balanço fazem destes 17 anos?
Vanda – Uma chatice [risos]. Não temos o hábito de fazer balanços sobre nada. Olhamos  sempre para a frente e às vezes também ficamos espantados com o tempo que já passou. Não damos por isso.
Luís – Há uma coisa muito boa entre nós, é que não sentimos um cansaço na relação. Alimentamos a nossa relação e tentamos fazê-lo com alguma frequência.
– Faz esta semana dois anos que perdeu os seus pais num curto espaço de tempo. Também eles viveram uma verdadeira história de amor...
É verdade, uma verdadeira história de amor. O meu pai tinha um cancro do fígado e quando soube já só tinha seis meses de vida. Ele não queria deixar a minha mãe sozinha. A minha mãe no dia em que fez anos fomos lá a casa e ela nessa noite quis dormir com ele, pois já estavam em quartos separados, já que o meu pai tinha de ser acompanhado 24 horas. Ele achou melhor não, ela insistiu e já não acordou. Aparentemente, ela estava bem, e não estávamos nada à espera que isso acontecesse. O meu pai ainda quis ir ao funeral para se despedir e depois deixou-se ir. Durou mais seis dias. Eles eram muito unidos e são um exemplo para todos nós, que não sei se é atingível nos dias de hoje.
– E hoje, passados dois anos, como lida com a saudade?
Ao longo da vida sempre evitei sofrer, mas depois aprendi que a dor, para ser de alguma forma ultrapassada, tem de se viver. Mas acho que esta dor vai fazer sempre parte de mim. E esta semana custa-me muito.
– Mudando de assunto, este último ano profissional foi mais tranquilo do que o habitual...
Sim, por assim dizer. Quando saí da direção de conteúdos da Plural fiquei um tempo sem fazer nada. Mas depois fiz umas coisas aqui e ali, em televisão e teatro. Fiz durante um tempo consultoria para a SP Televisão e agora vou voltar ao ativo em termos de televisão, para a TVI.
– Qual é o projeto?
Vou entrar na próxima novela e os ensaios começam provavelmente no próximo mês.
– É bom regressar à casa onde se passou parte da carreira?
Sim, comecei na RTP porque na altura não havia outro canal, mas desde que a TVI tem ficção em contínuo que lá estou  e considero também como uma casa. É agradável sentir uma grande recetividade por parte deles com o meu regresso. Convidaram-me para várias novelas, inclusivamente A Única Mulher, mas achei que era cedo. Agora achámos que seria a altura certa. Já passou um tempo desde que deixei aquele cargo. A poeira já assentou e faz sentido.
– E já sabe qual o papel que vai desempenhar?
Ainda não sei muita coisa. Sei que é uma adaptação escrita pelo Artur Ribeiro, um autor que me é muito querido, estou certo de que será um projeto maravilhoso.
– Ao fim de mais de 30 anos como ator, ainda se prepara exaustivamente para um personagem?  
– Tem de haver sempre esse trabalho. Agora, quanto mais vivemos, mais preparação temos, mais coisas sabemos para emprestar às personagens.

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