Nas Bancas

Mariana Lobato e António Fontes já foram pais

Bartolomeu nasceu no passado dia 3 de maio, de parto normal, com 3,600kg. O nome do bebé é uma homenagem que o casal quer prestar aos navegadores portugueses que fizeram História.

Marta Mesquita
11 de maio de 2015, 10:25

Bastaram nove meses de namoro para Mariana Lobato, de 27 anos, e António Fontes, de 31, terem a certeza de que queriam passar o resto dos seus dias lado a lado. Questionada pelos amigos sobre o que a levava a casar-se tão nova (tinha, na altura, 22 anos), a velejadora respondia perentória: “Vou casar-me porque gosto dele!” Passados cinco anos, os velejadores formam um casal feliz, que se prepara para “navegar” por mares até agora desconhecidos: os da paternidade. Na reta final da gravidez, Mariana já se confessa ansiosa por conhecer Bartolomeu, um nome escolhido em homenagem os navegadores portugueses dos Descobrimentos. Já António, velejador solitário, mostra-se mais tranquilo, admitindo que a “ficha” só lhe vai cair quando tiver o filho nos braços.
Foi durante uma manhã passada a velejar que os atletas conversaram com a CARAS e partilharam as emoções que pautam este período tão espe­cial das suas vidas.
– Estão a dias de ser pais. Como viveram estes últimos meses a dois?
Mariana Lobato – Confesso que já estou ansiosa, mas só me resta esperar. Estou a ter uma gravidez ótima, apesar de ter enjoado bastante nos primeiros meses, como é normal. Tem sido tudo muito tranquilo.
António Fontes – Sermos pais é um sonho que estamos a realizar. Mas nós, homens, só nos apercebemos de todas as mudanças, só nos cai a “ficha”, quando o bebé nasce.
Mariana – Sim, eu também só me vou aperceber do que é ser mãe quando o bebé nascer!
– O vosso filho vai chamar-se Bartolomeu. É um nome pouco comum...
António – Sim, é verdade. Pensámos em várias hipóteses, mas acabámos por escolher Bar­tolomeu, porque quisemos fazer uma homenagem aos navegado­res portugueses, evocando, neste caso, Bartolomeu Dias.
Mariana – O nosso filho já passou muitas horas no mar, por isso o nome adapta-se perfeitamente! [risos]
– Como pudemos ver hoje, a Mariana continua a velejar. Conseguiu, assim, adaptar a sua rotina profissional à gravidez...
– Continuo a andar à vela e cheguei a competir até aos quatro, cinco meses de gravidez. Quando estou dentro do barco, até me esqueço de que estou grávida! E para quem compete não é fácil ver qual é a melhor altura para se ter filhos. É muito complicado gerir tudo isso... Mas às vezes temos de deixar de lado essa nossa vertente mais competitiva para nos dedicarmos aos planos familiares.
– A vela é quase o terceiro elemento da vossa relação. Como tem sido conciliar o dia-a-dia de um casamento com as exigências da alta competição?
 – Ao longo dos nossos cinco anos de casamento temos passado muito tempo fora do país, às vezes eu, outras, o António. A chave para nos darmos bem é gerir o nosso tempo, valorizando ao máximo os momentos a dois.
– Percebe-se que para vocês a vela, mais do que um desporto, é um estilo de vida...
António – Sim, é verdade. O mar e a natureza fascinam-me. Estar no mar, sozinho, sem barulho, é uma experiência única. Ver a luz refletida no mar é algo indescritível. E desfrutar desses momentos torna-se viciante.
Mariana – A vela é um desafio constante. E isso é fascinante.
– A vela é uma prática muito competitiva. Como é ter na mesma casa dois competidores?
António – Penso que ser competitivo é uma boa característica para qualquer pessoa. É bom termos objetivos e tentarmos atingi-los. E nós em casa não temos qualquer conflito por causa do nosso espírito competitivo.
– Com a vossa vida profissional não se pode fazer grandes planos. Agora que vão ser pais, isso traz-vos alguma angústia ou ansiedade?
– É verdade. Na nossa vida desportiva não podemos planear muito. Neste momento, estou concentrada no nascimento do nosso filho e não sei mesmo o que virá a seguir, não tenho nada planeado! Por isso, temos de deixar as coisas fluírem, tendo a capacidade de nos adaptarmos ao que está a acontecer no momento. E terá de ser sempre assim, até porque queremos muito ter mais filhos.
– Já pensaram no tipo de pais que querem ser?
António – Sim, temos pensa­do nisso. Com a vida que temos, vamos continuar a passar muito tempo fora e muitas vezes sem ele. Por isso, o importante vai ser ter tempo de qualidade em família.
Mariana – Vou tentar simplificar tudo ao máximo, mas tudo depende do tipo de bebé que o Bartolomeu vai ser. Vai correr tudo bem, até porque somos uma boa dupla.
– A Mariana pode não saber o que se segue profissionalmente, mas o António está prestes a realizar um sonho, já que se prepara para participar numa regata em solitário de França até Guadalupe, nas Caraíbas. O que o atrai em navegar sozinho?
António – O sentido de independência. Se algo corre mal, não podemos culpar ninguém, só a nós mesmos. É bom chegarmos ao outro lado e sabermos que foi algo que atingimos sozinhos. Mas sei que terei muito apoio, até porque as pessoas podem acompanhar a regata em tempo real através da minha página de Facebook.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras