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Aguinaldo Silva, autor da novela ‘Império’, sofre queda em Lisboa

O autor brasileiro contou os detalhes do incidente nas redes sociais.

CARAS
7 de maio de 2015, 18:36

Aguinaldo Silva sofreu um acidente durante esta semana em Lisboa. O autor da novela Império, em exibição na SIC, encontrava-se a fazer um passeio quando tropeçou e bateu fortemente com a cabeça, tal como contou nas redes sociais. “Quase morri. Sofri um acidente em Lisboa e a esta altura, por muito pouco, estariam a sambar no meu enterro”, começou por dizer esta quinta-feira, 7 de maio, no Facebook.
“Saía eu do Avenue na companhia do meu gestor Luís Ferreira, após um jantar em que provamos o novo cardápio do meu restaurante (que está divino e a preços bem mais acessíveis). Íamos em direção ao Parque Mayer, antiga Broadway lisboeta (hoje apenas um estacionamento no meio de dezenas de teatros em ruinas), onde estava meu carro, quando pisei um buraco na calçada – na aparência inocente, mas na verdade assassina -, perdi o equilíbrio e, para não cair de boca no chão, impulsionei o corpo para trás e foi aí que cai: bati com a cabeça no chão. Segundo Luís Ferreira, fiquei lá esborrachado durante preciosos segundos, de olhos abertos, mas voltados para o vazio absoluto, sem ouvir os apelos dele para que voltasse de onde seja lá que estava, até que de repente eu pisquei e lhe disse: -- Luís, eu bati com a cabeça! E tentei levantar-me, mas não tive forças para fazê-lo. Foi preciso que ele me pusesse de pé, e me segurasse até que as pernas e a vontade férrea que me impulsiona sempre para a frente me voltassem”, explicou.
Apesar da forte queda, Aguinaldo preferiu não se deslocar ao hospital para fazer os exames necessários. “Não, depois da queda eu não fiquei nada bem. Mesmo assim desconsiderei todos os apelos para ir ao hospital fazer uma TAC, seja lá que diabos seja isso, pois num hospital, e na qualidade de paciente, só entro depois de morto. Antes de adormecer tomei uma única providência: tirei a chave da porta, pois assim, caso durante a noite as consequências da queda se tornassem radicais e me levassem à paralisia ou, digamos assim, a um longo passeio na barca de Caronte, seria mais fácil arrombá-la. Claro, não houve nada de tão dramático. Acordei ontem ainda com a tal labirintite, mas prossegui com minha inflexível rotina e de tarde tive até uma reunião de negócios. Hoje a labirintite se foi. O galo na cabeça diminuiu. Meu raciocínio e minha capacidade de escrever continuam intactos”, acrescentou. 

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