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Sofia Escobar: “Este ano tem sido o melhor da minha vida”

Durante um passeio por Lisboa, a atriz contou-nos como a sua vida mudou radicalmente neste último ano. 

Inês Neves
25 de abril de 2015, 10:00

Sofia Escobar diz que sofre imenso quando está longe do marido, Gonzalo Ramos, e do filho, Gabriel, de um ano. A viver atualmente entre Madrid, onde reside, e Lisboa, onde grava o programa Got Talent Portugal, no qual é jurada, a atriz ressalva que, ainda assim, tem sido uma experiência positiva. E foi numa dessas vindas a Lisboa que conversámos com Sofia, que se descreveu como uma mulher “super feliz”.
– Como está a ser esta experiência no Got Talent Portugal?
Sofia Escobar –
Está a ser muito divertido e, acima de tudo, muito enriquecedor. Ver tantos talentos em áreas tão diferentes e em Portugal enche-me de orgulho!
– Tem um ar muito meigo. Deve ser-lhe muito difícil dizer que não e criticar pela negativa... Consegue ser fria e obje­tiva quando é preciso?
– Fria não consigo ser, porque vejo sempre à minha frente uma pessoa a lutar pelos seus sonhos e tenho imensa empatia com os concorrentes, mas objetiva sim, pois acredito que críticas construtivas nos ajudam a crescer e evoluir. Sou totalmente contra as críticas destrutivas.
– É verdade que se emociona muito facilmente?
– Sou, por natureza, uma pessoa sensível e não tenho bloqueios a nível emocional, vivo tudo na minha vida com bastante intensidade. Se algo me emociona, não o mascaro.
– Deve emocionar-se com todas as gracinhas do Gabriel...
– Não diria propriamente emocionar-me, mas, como muitas mães, acho imensa piada quando o vejo a fazer algo novo e a fazer descobertas no dia-a-dia.
– O Gabriel completou um ano no dia 6 de março. Como foi este ano? A sua vida mudou radicalmente...
– É absolutamente incrível a rapidez com que passou este primeiro ano. Sinceramente, parece que foi ontem que descobri que estava grávida! Este ano tem sido o melhor da minha vida, o Gabriel mudou tudo, e para melhor! Mas trouxe muitos desafios e, especialmente ao início, descobri o que era estar realmente cansada! Amamentar, as noites sem dormir... Mas acordar de manhã e ver aquele bebezinho lindo a olhar para mim com o maior sorriso fazia, e faz, com que tudo valha a pena. Para mim, o maior choque foi ter parado de trabalhar e mudar-me para outro país. Foram de facto mudanças radicais e o início custou-me bastante. Ser mãe e não ter a minha família e amigos por perto custou mesmo muito. Felizmente, o Gonzalo é o melhor marido que eu podia desejar e esteve ao meu lado a apoiar-me, a ajudar-me nesta adaptação. Hoje já tenho imensos amigos em Madrid, bastantes propostas de trabalho, e estou super feliz!
– Dizem que o nascimento do primeiro filho na vida de um casal não é uma coisa fácil, que muitas vezes só afasta o casal. A Sofia e o Gonzalo sentiram essa distância e dificuldades?
– Acho que não se pode nem deve menosprezar os efeitos do cansaço. Pequenas tensões são ampliadas e podem dar origem a discussões e problemas para o casal. Eu o Gonzalo também passamos por isso, mas temos uma base muito sólida, por isso acabamos sempre por conversar e expor os pontos de vista de cada um e chegar a um consenso. Hoje somos ainda mais fortes do que éramos e assim vai crescendo e evoluindo a nossa relação.
– Que tipo de mãe é? Preo­cupada? Descontraída?
– Considero-me bastante equilibrada, sou muito atenta e preocupo-me quanto baste, mas não sou a chamada ‘mãe-galinha’ sempre com o pintainho debaixo da asa. Adoro vê-lo a descobrir o mundo.
– Há quem defenda que umas palmadas podem fazer bem na educação dos filhos.
Concorda? Olhando para si, com esse ar doce, parece-me que não será ‘capaz’... As regras ou os ‘nãos’ ficam para o Gonzalo?
– Na minha opinião, a disciplina é essencial e, embora não pareça, sou muito firme com regras básicas de educação e valores que gostaria de transmitir ao Gabriel. Considero que os meus pais me deram uma excelente educação e considero isso a grande base de um adulto feliz e equilibrado. No entanto, nem eu nem o Gonzalo acreditamos em dar palmadas e vamos optar por castigos não físicos.
– Como concilia o papel de mãe com o programa?
– Acredito que, com boa vontade, tudo se consegue, por natureza vejo sempre o copo meio cheio. Não tem sido fácil, mas temos ultrapassado os obstáculos. De vez em quando o Gonzalo e o Gabriel vêm comigo para Lisboa, quando não é possível, sofro imenso, mas vemo-nos via Skype e, apesar de as saudades serem muitas, lá vamos ultrapassando as dificuldades.
– Acredito que todas estas viagens entre Madrid e Lisboa devam ser cansativas. Sente-se esgotada?
– Sinceramente, não me sinto cansada, adoro o que faço e quando aceito um trabalho dou o meu melhor. Não sou pessoa de me queixar muito, mas sim de agradecer as oportunidades que vão surgindo. Estou sempre disposta a aceitar desafios!
– Há pouco disse que é super feliz e não é a primeira vez que a ouço dizer isso, mas ninguém é tão feliz assim o tempo todo...
– Considero-me realmente muito feliz e acho que isso se deve ao facto de eu viver o momento e não basear a minha felicidade em bens materiais, que é algo de que a sociedade sofre hoje em dia. Também não sou o extremo e gosto de certos confortos, mas se andar de autocarro em vez de limusina não deixo de ser feliz por isso! Claro que há coisas que me chateiam, como a toda a gente, mas penso sempre que tenho duas opções: posso deixar que isto me afete o suficiente para me pôr de mau humor e estragar-me o dia ou posso passar por cima, ir dar um passeio e pôr para trás das costas. São opções que temos sempre no nosso quotidiano e eu escolho sempre a segunda.

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