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Pimpinha Jardim revela como recuperou a forma física

Com 30 anos e mãe de dois filhos, a relações-públicas perdeu dois quilos numa semana por conta do ‘Dança com as Estrelas’.

Cristiana Rodrigues
3 de maio de 2015, 10:00

Catarina ou Pimpinha, tanto lhe faz. Optámos por tratá-la pelo nome com que se tornou conhecida, Pimpinha Jardim. Tem 30 anos, é filha de Cinha Jardim e do falecido empresário Raul Leitão, casada com Francisco Spínola e mãe de dois filhos, Francisco, de cinco anos, e Raul, de 18 meses. Não sabe dançar. E porque é que esta constatação faz parte desta introdução? Simples: segundo quem a conhece, Pimpinha, que está com uma forma física invejável, é desajeitada, descoordenada e o chamado ‘pé-de-chumbo’, mas aceitou ser concorrente do programa Dança com as Estrelas, principalmente para se divertir. Já dançou tango, jive e tem passaporte para a terceira gala.
– Dizem que é ‘pé-de-chumbo’, mas pelos vistos anda a enganar-nos...
Pimpinha Jardim – [risos] A verdade é que sou mesmo ‘pé-de-chumbo’. Aliás, uma amiga disse-me logo: “Não sei o que é que vais lá fazer! Conheço-te desde os nove anos, tu não sabes dançar e eu acho que vai ser uma vergonha.” Mas isto ainda me deu mais força para seguir em frente e mostrar que sou capaz. E tive a sorte de me ser atribuído um bailarino muito exigente que quando vê que estou quase a desistir me manda ir arejar para continuar.
– E aprende à primeira?
[risos] Não consigo à primeira, nem à segunda, nem à terceira, mas consigo com muito trabalho e dedicação.
– É preciso coragem para aceitar um desafio destes...
Acima de tudo, achei que me ia divertir e que era uma boa oportunidade para aprender a dançar. [risos] Precisamente por não ser a pessoa mais coordenada do mundo, tenho-me esforçado imenso, há um trabalho intenso que exige muita dedicação. São seis horas por dia. Depois, porque esta era também uma oportunidade de mostrar um bocadinho aquilo que sou...
– Acha que as pessoas têm uma imagem de si que não corresponde à realidade?
A verdade é que ao longo destes anos fui aparecendo nas revistas ao lado da minha família e talvez tenha criado uma imagem um bocadinho distante e até snob que não corresponde à realidade. Sou uma pessoa muito descontraída, que tem uma atitude humilde perante a vida.
– Já passou as duas primeiras galas. Agora, onde espera chegar?
O objetivo era passar a primeira gala. Estava nervosíssima, porque queria mostrar que conseguia dedicar-me. Custou-me e fiz das tripas coração para fazer aquele tango, porque não sou atriz e aquilo precisava de alguma representação. Tive de treinar não só os passos como a química e a atitude e foi um grande trabalho. Agora, embora já saia feliz, gostava de ir o mais longe possível.
– E com isto tem mostrado que está em excelente forma física...
Nunca fui uma pessoa de estrutura magra, mas sinto-me bem como estou. Desde que comecei a dançar para o programa noto que fiquei mais tonificada e numa semana, por exemplo, perdi dois quilos.
– E faz mais alguma coisa para manter a forma?
Cheguei a pesar 70 quilos nas minhas gravidezes. E a verdade é que me custou um bocadinho a perder peso, mas não sou pessoa de grandes dietas. Faço exercício físico, mas não tenho uma rotina. Umas vezes vou ao ginásio, outras corro ao ar livre. Às vezes tento controlar-me ao jantar e comer só uma sopa, mas fico com mau feitio e o Francisco até me diz que mais vale gorda e bem disposta do que magra e com mau feitio [risos].
– Quando se vê ao espelho gosta do que vê?
Sim, gosto imenso. Os 30 também me deram mais confiança. E no fundo a quem eu quero agradar é a mim, ao meu marido e aos meus filhos.
– Já fez alguma cirurgia estética?
As duas cirurgias que fiz foram cesarianas [risos].
– Mas já pensou nisso?
Já. Gosto do meu corpo como está, mas gostava de ter mais um filho e depois, então, fazer uma mamoplastia. Gostava de voltar as ter as maminhas que tinha antes de ter sido mãe. Estão bem, mas amamentei dois filhos e reduziram de tamanho e acho que as cirurgias servem para isso, para nos deixarem melhor. E há que não esquecer o nosso lado feminino...
– O Francisco elogia-a?
Sim, elogia-me imenso e gosta de mim como estou. Diz que não preciso de fazer nada, mas sei que gosta quando estou mais magrinha e agora também estou mais tonificada por causa das danças. Mas quando tens uma relação, no meu caso já lá vão nove anos, e dois filhos, passamos para um nível a seguir, em que o que interessa já são outras coisas, como a confiança, os nossos filhos, que são a nossa prioridade, e a nossa estabilidade. E a única coisa que não podem fazer é vir tentar desestabilizar a minha família.
– Alguma vez sentiu que o seu casamento poderia ruir?
Ruir, não. Nunca cheguei a esse extremo. Mas a nossa relação, como todas, passa por altos e baixos, e já tivemos os nossos baixos. É nessas alturas que percebemos o que é realmente importante e consolidamos ainda mais a relação.
– Mas já lhe apeteceu desistir?
Não, nunca me aconteceu. E a verdade é que quando não tens filhos pegas numa mochila e sais porta fora, quando os temos, isso não é assim.
– Mas os filhos não seguram um casamento...
Pois não e quem pensa isso está enganado. No início é até um pouco complicado. Há uma nova vida, privação do sono, alterações hormonais e a junção destas coisas pode refletir-se no nosso comportamento, na falta de tolerância e abalar o casamento. No meu caso, os filhos vieram reforçar a relação mas porque era forte e coesa, porque se a relação estiver na corda bamba não reforçam nada.
– Continua apaixonada pelo seu marido...
Acho que encontrei a minha cara-metade e tenho alturas em que gosto do Francisco da mesma maneira que gostava no início. Estamos a passar uma fase muito estável, muito feliz e acho que isso se nota. Arrisco dizer que vivo um conto de fadas porque pessoalmente tenho tudo: um marido que amo e que me ama, dois filhos maravilhosos e uma família extraordinária.
– Revelou já o desejo de ter mais um filho. É um plano a curto prazo?
Não. Agora gostava de esperar um bocadinho. Ainda tenho mais 10 ou 12 anos para ter mais um filho... Queria gozar um bocadinho mais a vida, porque para ter filhos, e porque tenho essa disponibilidade e privilégio, gosto de me dedicar a eles e faço uma pausa de quase um ano. E agora gostava de criar a minha empresa de relações-públicas e consolidar o meu lado profissional.

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