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Joaquín Cortés: “Tenho que dar graças a Deus pela vida maravilhosa que me deu”

O bailarino espanhol divide o seu tempo entre os seus espetáculos e o papel de jurado no concurso da SIC.

CARAS
18 de abril de 2015, 15:00

Aos 46 anos, Joaquín Cortés continua a ter a mesma vontade de dançar de outrora e é essa paixão que lhe alimenta a vida. O corpo, garante, ainda não lhe pesa e executa na perfeição cada movimento que o bailarino lhe cobra. Prova disso é o seu novo espetáculo, Gitano. “É uma fusão de flamenco, ballet clássico, contemporâneo... É um espetáculo de duas horas que está a conquistar as pessoas”, descreve. Além desta digressão, Joaquín Cortés desdobra-se ainda entre Portugal e Espanha, já que é um dos jurados do programa da SIC Achas que Sabes Dançar. No meio de tantos projetos profissionais, o bailarino assegura não descu­rar a vida pessoal. Feliz ao lado de Mónica Moreno, com quem está há mais de três anos, não esconde o desejo de ser pai nos próximos tempos.
– Estamos habituados a vê-lo no palco, mas agora podemos vê-lo, todos os domingos, no papel de jurado. Como está a correr esta experiência?
Joaquín Cortés – Para mim é tudo novo, é uma aventura, mas a verdade é que me estou a divertir muito, estou a adorar. Julgar os bailarinos é difícil, mas a experiência que tenho, depois de tantos anos a dançar e a coreografar, ajuda-me a poder fazer isto.
– Gostaria de ter tido a possibilidade de participar num programa deste género quando começou a sua carreira?
– Não, porque quando comecei a dançar, queria conhecer o mundo, viajar... Desde pequeno que queria voar, ser o melhor, e a minha família sempre me disse para lutar. Tive uma vida de muito sacrifício, mas já tive a minha recompensa. Hoje em dia o meu nome é conhecido no mundo inteiro e, de alguma forma, revolucionei um bocado a dança do meu país. Sinto-me muito orgulhoso.
– Falou nos conselhos que a sua família lhe deu. O que é que a sua mãe lhe disse quando percebeu que a dança era a sua essência?
– O bom que tive na minha infância foi que toda a minha família me apoiava. Mas claro que uma mãe é do mais maravilhoso que há, está sempre ao teu lado. Por exemplo, eu dançava 12 horas todos os dias e quando chegava a casa, os meus pés estavam sempre cheios de sangue e de feridas. A minha mãe enchia um alguidar com água quente, sal grosso e vinagre, para me ajudar a recuperar e tirar as dores. Nestas coisas, as mães são únicas, porque cuidam e sofrem por ti. Já o meu pai, quando eu era pequeno, disse-me uma coisa que nunca esqueci: “Na vida, não se pode ser o número dois.” E mais tarde percebi que tinha razão.
– Seguiu esse conselho à risca porque, de facto, lutou sempre pela perfeição. Sente-se orgulhoso?
– Tenho que dar graças a Deus pela vida maravilhosa que me deu. É uma vida de muito sacrifício e de luta, mas faço o que gosto, ganho muito dinheiro com isso, sou feliz, a minha família apoia-me, os meus amigos também, não posso pedir mais à vida. Sou um homem abençoado.
– Dança há 34 anos. Ainda não tem vontade de parar?
– Tenho 46 anos, tenho vontade de estar no palco, cresci num palco, é como se fosse o meu quarto, sinto-me feliz no palco. Chego a ter 20 mil pessoas que querem ver o que eu faço. Isso deixa-me feliz, faz-me sentir bem. Não posso abandonar os palcos agora. Não sei quanto tempo me resta como bailarino, mas enquanto me sentir bem e forte, vou continuar. Centrei a minha vida na dança e não me arrependo. Foi graças a isso que conheci o mundo, que conheci muitas pessoas que, de outra forma, dificilmente conheceria, que vivo bem, que sou feliz.
– Diz que centrou a sua vida na dança. Depois de tantos anos completamente dedicado à sua carreira, já sente que é altura de se dedicar a outro grande projeto, o de ser pai?
– Sim, tenho muita vonta­de de formar a minha família. Venho de uma família grande e gosto de pensar que também eu vou ter os meus filhos. Agora sinto-me mais preparado do que quando era mais novo, porque viajava muito e não tinha tempo. Mas tenho muita vontade de constituir família, de construir um lar.
– Gostava, portanto, de ter muitos filhos?
– Adorava, mas não depende só de mim. Depende também da minha companheira. Mas gostava de ter cinco ou seis. Quero muito viver numa casa cheia de crianças, de risos e de diversão.

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