Nas Bancas

Fernanda Serrano: “Faço poucos planos, a vida manda mais que nós”

A pouco mais de três meses de ser mãe pela quarta vez, de uma menina, a atriz, de 41 anos, está tranquila.

Cristiana Rodrigues
2 de maio de 2015, 14:00
Não planeou a gravidez, mas o sorriso rasgado diz tudo. Fernanda Serrano, de 41 anos, está pronta para amar de forma incondicional mais um filho, uma menina, que deverá nascer em julho. O nome, embora tenha algumas opções pensadas, vai decidi-lo quando olhar para ela pela primeira vez. Até lá, e embora tenha passado por uma fase delicada de saúde há sete anos, quando lhe foi diagnosticado um cancro da mama, vive tranquila e otimista, um dia de cada vez. Radiantes estão também o marido, o empresário Pedro Miguel Ramos, e os três filhos do casal, Santiago, de dez anos, Laura, de sete, e Maria Luísa, de cinco. Os pais de Fernanda Serrano, Ercília e Jaime Serrano, depois dos receios iniciais em relação à saúde da atriz, estão também prontos para receber mais um neto e ajudar a cuidar dele. Mas deixemos que seja a atriz a partilhar estas emoções.
– A terceira gravidez foi inesperada e esta também foi imprevisível. Deixou de fazer planos na sua vida? 
Fernanda Serrano – Faço poucos planos, ou pelo menos só a curto prazo. A vida manda muito mais que nós.
– Quando soube da gravidez, os primeiros momentos foram de choque ou explodiu de alegria?
Ficámos todos bastante contentes, como das vezes anteriores. Com diferentes fases e timings para cada um dos elementos, claro está.
– A sua mãe ficou de alguma for­ma angustiada por tudo o que já a viu passar?
Como mãe que sou, percebo que aquilo que qualquer pai ou mãe passe em relação a uma fase delicada que ponha em risco a vida de um filho seja de uma angústia e medo terríveis. Portanto, compreendo perfeitamente os pensamentos e receios dos meus pais em relação a mim e à minha saúde. Mas tudo é falado e gerido com a calma necessária, para que se estabeleça uma harmonia e um bem-estar geral.
– Sentiu alguma apreensão ou nem pensou que alguma coisa pudesse correr mal?
Depois de uma fase delicada há sem­pre apreensão, mas não deixo de viver o meu dia-a-dia de forma normal e feliz.
– E agora, vive com maior descontração esta gravidez ou sente-se com mais dúvidas, ansiedade ou preocupação?
A forma como estou nesta gestação e os pensamentos que tenho têm muito mais a ver com a calma que a idade me trouxe. Por mais que se tenha tornado comum uma gravidez aos 40, pensamos sempre de forma mais consciente do que aos 30, sem dúvida. A idade traz-nos calma, mas também conhecimento e experiência, o que nos calibra mais a consciência.
– O seu tumor não era hormonodependente, o que quer dizer que a gravidez não deverá aumentar o risco de reincidência. Ainda assim, é sempre uma gravidez de risco, ou não?
Não quero falar mais deste assunto.
– Agora a vigilância é mais apertada?
A vigilância deve ser sempre aperta­da, estando grávida ou não. 
– E agora, atenções redobradas em mais uma criança... Será forçoso que haja readaptações. 
– A minha forma de ser e de estar sempre foi muito centrada na família e, sobretudo, nos meus filhos. Nisto considero-me um bocadinho conservadora. Pomos crianças no mundo, na nossa estrutura familiar, e obrigatoriamente passamos a ter uma responsabilidade acrescida. Há quem tenha filhos por capricho ou por efeitos colaterais da sociedade, esquecendo que há que amar, cuidar, educar e viver em prol destes novos seres por cuja existência somos responsáveis. Ter um filho é a maior responsabilidade que o ser humano tem. O tempo tem necessariamente de ser gerido de outra forma, não podemos achar que pouco muda. É irresponsável fazê-lo. E foi precisamente por pensar assim que alterei as minhas prioridades. Tenho de trabalhar o triplo para ser uma atriz feliz e realizada, uma mulher bastante satisfei­ta com o que representa para a família e para a sociedade e uma mãe atenta e muito presente na vida dos meus filhos, tudo ajustado sem prejuízo de nenhuma das vertentes. E educar uma criança é das tarefas mais difíceis que podemos ter nos dias que correm. Dar-lhes ferramentas para que sejam pessoas sensíveis, mas fortes. Que tenham mundo e opinião própria. Que tenham a noção vincada da partilha, da família, do valor das coisas. Que não sejam egocêntricas, o narcisismo é das coisas que mais abomino. Enfim, um trabalho bastante árduo que tenho pela frente, mas que espero que venha a dar os resultados aguardados. Entretanto, vivo, trabalho, sorrio e sou feliz...
– Os rumores de crise no vosso ca­samento são recorrentes. A que é que os atribui?
Porque somos duas pessoas com exposição pública, porque temos uma vida familiar normal como qualquer outra, com fases diferentes, mas unida. Porque queremos manter o que temos e existe muito pessimismo na nossa sociedade e, obviamente, porque há que vender revistas...
– Ainda há notícias que a incomodem? Ou já está imune?
Estou como sempre estive, a viver a minha vida como sempre fiz, a gerir a minha família o melhor que sei, a minha carreira de 21 anos de forma séria e profissional como sempre e atentíssima à minha saúde. O resto é o resto, não deixo que tome conta do meu tempo. 

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras