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Bárbara Taborda: “O pai do bebé está super feliz com a gravidez”

 “Quando tive um descolamento de placenta fiquei em pânico. Quando se decide ser mãe, a hipótese de perder o bebé é angustiante.”

Cristiana Rodrigues
11 de abril de 2015, 10:00

Não fazia parte dos planos, mas aconteceu. Bárbara Taborda, 39 anos, ficou grávida. Contou aos pais e aos três irmãos, entretanto foi operada a uma apendicite e sofreu um descolamento de placenta. Só depois destes percalços respirou de alívio. E quando decidiu partilhar a notícia, já grávida de cinco meses, sucederam-se mais 15 dias de loucura, primeiro porque apanhou de surpresa alguns dos seus amigos, depois porque optou por não dizer o nome do pai do bebé, o que gerou grande curiosidade. Hoje, Bárbara insiste em resguardar o pai de Benjamim. Não revela se partilham casa ou se vivem uma história de amor, mas adianta que os dois estão muito felizes com a chegada do bebé, cujo nascimento está previsto para maio. Mais ponderada e menos ansiosa, a empresária de comunicação e lifestyle e autora do bemyguest.pt disse ainda que foi o amor avassalador que sente pela filha, Constança, de oito anos, fruto da sua relação com o hoquista e economista Tiago Roquete, que a levou a decidir ter este filho.
Porque é que decidiu não dizer o nome do pai do bebé?
Bárbara Taborda –
Por nada de extraordinário... O pai do Benjamim não é figura pública e as pessoas têm de perceber que nem toda a gente quer ser famosa. Não lhe apetece ter a vida exposta. Isto não quer dizer que eu vá andar a escondê-lo para sempre. Aliás, se nos apetecer ir a algum lado, vamos. E não são as outras pessoas que decidem se ele aparece ou dá entrevistas e declarações. Achei que era bonito partilhar a gravidez e foi isso que fiz.
– Mas é inevitável as pessoas interrogarem-se sobre o pai do bebé...
Eu ainda não tinha pensado sobre isso. Que tipo de relação tenho, quem é o pai... Neste momento não me apetece partilhar uma série de pormenores íntimos da minha vida.
– Mas isso acabou por gerar mais curiosidade à sua volta...
Nunca pensei que tomasse aquelas proporções. A intenção nunca foi essa. As pessoas que digam o que quiserem, é-me indiferente. Sempre me preocupei muito com o que diziam e sofria mesmo com isso e essa foi uma das grandes mudanças na minha vida, principalmente no último ano, em que tive uma relação mais exposta. Isso tudo fez-me levar a vida de uma forma diferente.
– Aliás, o facto de ocultar o nome também fez com que se pudesse pensar que o bebé era do seu anterior companheiro, o autarca Rui Moreira...
As pessoas gostam de romancear as coisas. Percebo a curiosidade, mas isso não me obriga a tomar uma posição diferente. Eu e o Rui estamos separados há oito meses. Sei que as pessoas vão fazer contas e comparações e neste momento não quero isso para a minha vida.
– Há sempre pessoas que questionam se foi essa a razão para o fim da relação, se traiu, se não traiu...
A minha situação atual não teve nada a ver com o fim da minha relação com o Rui. São coisas completamente distintas.
– Chegou a dizer numa entrevista que o Rui era o amor da sua vida...
Sim, era no que eu acreditava naquele momento. Às vezes as relações terminam, não porque deixamos de gostar das pessoas, mas porque se deixa de acreditar na relação. Amar pode ser uma coisa amarga, que em vez de nos dar estabilidade nos destabiliza...
– O pai do bebé ficou conten­te por saber que vai ser pai?
O pai está super feliz com a gravidez, a família dele esta super feliz com a gravidez. Está toda a gente radiante.
– Põe em causa a relação que tem com o pai do bebé?
Não ponho nada em causa, mas há uma coisa que aprendi: o amor pelos nossos filhos é para sempre e eu não tenho problemas em partilhar isso. As outras relações não sei. Tenho vivido relações muito importantes, muito intensas, mas com princípio, meio e fim. É muito giro partilhar quando é tudo
cor-de-rosa, depois custa um bocadinho enfrentar esse fim e ver escrito nas revistas e nos jornais. A mim, francamente, dói-me.
– O bebé é fruto de uma paixão de verão?
Não vou responder a isso.
– Mas engravidar não fazia parte dos seus planos...
Não fazia mesmo. Eu não imaginava que, com a vida que tinha, e quase a fazer 40 anos, voltasse ao mundo das fraldas e biberões. Estava com projetos profissionais que envolviam viajar e neste estado pelo menos durante um ou dois anos isso vai ficar em pausa. Mas aconteceu...
– Alguma vez lhe passou pela cabeça interromper a gravidez?
Houve uma altura em que tive muitas dúvidas, mas a verdade é que não me imaginaria a interromper uma gravidez. Quando soube que estava grávida foi estranho, porque ao mesmo tempo que fiquei em pânico senti umas borboletas na barriga... Depois pensei no que isso ia significar na minha vida e na da minha filha e na de toda a gente...
– O que a fez seguir em frente?
Foi a Constança. Um dia ela deu-me um bilhete que dizia “És a melhor mãe do mundo, a melhor mãe do mundo mesmo”. Quando li, pensei na relação tão intensa, no amor tão avassalador que tenho por ela e se seria possível ter este amor a dobrar e esta alegria a duplicar. Se eu tiver com o Benjamim o que tenho com a minha filha, a minha vida vai ser fantástica e serei uma das pessoas mais felizes do mundo. Este é um amor para sempre. Ser mãe é o que me tem dado mais retorno e o que me faz sentir feliz.
– Mas a decisão de avançar com a gravidez foi só sua ou foi tomada pelos dois?
Decidimos os dois. Até porque ele não tem filhos e está eufórico.
– Quando teve o descolamen­to de placenta, foi um choque?
Tive um desgosto enorme e entrei em pânico. Quando se decide ser mãe, a mínima hipótese de perder o bebé é angustiante. Sofri muito. Foram momentos muito maus, muito tensos e angustiantes.
– E o pai acompanha-a nesses momentos?
Sim, ele estava comigo quan­do a médica nos disse e ficámos os dois devastados.
–Quando teve a Constança, separou-se e ficou com ela a maior parte do tempo. Se voltar a acontecer, está preparada?
Estou, porque sempre vivi com a Constança assim. Essa é a minha rotina. Se tiver ajuda,  perceberei se é diferente ou não.
– Mas às vezes idealizamos certos cenários...
Neste momento não idealizo. Sempre idealizei demais, pensei tudo demais. Quando começava uma relação depois nunca acontecia o que tinha idealizado e ficava muito chateada.
– Se um dia não construir uma família, como chegou a ambicionar, vai lamentar?
Se tiver uma relação como a que tenho com a família do pai da Constança, sou uma pessoa feliz. Tenho uma grande família... A Constança é uma criança muito feliz, bem resolvida e não acho que se ela tivesse os pais juntos fosse uma criança mais estruturada. Hoje em dia também já percebi que não sou uma pessoa fácil para partilhar a vida. Só o fiz com o Tiago e com o Rui era meia semana sim, meia semana não. Criei muitas rotinas e espaços que se tornam complicados de partilhar.
– E agora, partilha a sua vida?
Não vou responder [risos].

 

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