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Cláudia Vieira: “A minha carreira já é um desafio, não procuro isso numa relação”

Separada há pouco mais de um ano, a atriz tornou-se mais ciosa da sua vida privada e, por isso, não quer comentar as notícias do seu alegado namoro com João Alves.

Cláudia Vieira
4 de abril de 2015, 10:00

Aos 36 anos, a atriz Cláudia Vieira está já bem longe da menina que começou a sua carreira nos Morangos com Açúcar. Hoje é uma das atrizes mais requisitadas da televisão portuguesa e ganhou a maturidade que lhe permite saber bem o que quer. Despreocupada em relação ao que o futuro lhe reserva, quer apenas viver o dia-a-dia com intensidade, sem perder alguma leveza. A seu lado em todos os momentos tem a filha, Maria, de quase cinco anos, fruto da sua relação com o ator Pedro Teixeira, de quem se separou há um ano e três meses.
Elegante, serena e com novo visual, a atriz contou como se sente completa e explicou como a sua vida mudou com a separação. De parte, e porque pretende cada vez mais proteger o seu lado amoroso, ficou a confirmação da suposta relação amorosa com o empresário João Alves, um amigo cada vez mais próximo.
– Não era grande adepta de mudanças de visual, mas desde que se tornou embaixadora da L’Oréal isso tornou-se mais comum...
Cláudia Vieira – É verdade, foi uma boa novidade para a minha vida perceber o quanto uma mudança de cabelo nos dá outro estímulo, nos dá uma vontade de mudar o guarda-roupa, nos traz outra postura... Não mudamos de personalidade, mas parece que o facto de mudar de cabelo exige também uma mudança em nós, ou na forma como nos vestimos, ou maquilhamos... E isso é muito bom, porque às vezes cansamo-nos de nós próprias. E se não nos sentirmos bem, podemos sempre voltar atrás ou arriscar outra cor [risos].
– Este tom mais claro é o mesmo que tinha no Factor X...
Sim, é o mesmo. Estas campanhas têm de ser feitas com alguma antecedência, precisamente para que quando seja apresentada, todo o material associado esteja pronto. Como estava a fazer um programa de televisão, não dava para ser discreta e começou logo o falatório do meu visual. Portanto, este visual é para a campanha da L’Oréal e escolhi o tom cool jazz 7.3, um castanho claro dourado.
– Opina nessas decisões?
Muito. A L’Oréal propõe o tom e eu acho muito importante que me identifique com ele ou sinta que tem a ver comigo. Este é o tom mais claro que alguma vez tive e muda bastante. Gosto muito de me ver assim, acho que dá mais glamour e elegância.
– A verdade é que de há um tempo para cá tem-se tornado mais preocupada com essa elegância e glamour, mantendo sempre um lado descontraído...
É curioso, porque também sinto isso, mas não foi nada pensado, foi gradual. Acho que tem a ver com alguns momentos da nossa vida em que nos podemos focar em nós e cuidarmo-nos um pouco mais. Comecei a querer arriscar em coisas com as quais não me identificava tanto, que achava mais clássicas... Também noto essa mudança em mim e tem sido uma observação que me tem sido feita.
– Foi a separação que trouxe essa necessidade de mudança?
Sempre fui cuidada porque trabalho com a imagem, gosto de cuidar de mim e procuro manter-me saudável. Não sei se foi a separação, mas a verdade é que exigiu mudanças e permitiu-me concentrar-me mais em mim própria.
– Tornou-a uma mulher mais madura e confiante?
Não sei. Acho que tenho as minhas inseguranças em alguns momentos, como já tinha... Se sou uma mulher diferente? Sou, mas as experiências da nossa vida provocam alterações na nossa forma de estar. Fazem-nos crescer e cada vez mais valorizar o que realmente importa na vida. Tudo o que vivemos altera a nossa postura e comportamento e uma separação é uma coisa com um peso muito grande.
– Não acha que até voltar a assumir alguém as pessoas vão sempre achar que há uma possibilidade de reconciliação com o Pedro?
Acho que cada vez mais as pessoas já perceberam que não foi uma crise e nós sempre passámos a certeza do passo que estávamos a dar. Existiu alguma coisa na nossa vida que nos fez perceber que já não fazia sentido estarmos juntos e, sem querer especificar o que foi, já passou muito tempo... Estamos separados há um ano e três meses, já passou muito tempo.
– Entretanto, já refez a sua vida amorosa...
Não falo sobre isso.
– Mas foram publicadas fotografias suas com o João, estiveram juntos em Madrid...
Não vou falar sobre isso. Estivemos em Madrid com um grupo de amigos a comemorar o aniversário de um amigo em comum. Prefiro não falar sobre isso.
– Não acha que se assumisse a relação também ‘arrumava’ o seu passado?
Não sei... [risos]. Prefiro realmente não tocar nesse assunto.
– Para se proteger? Para proteger a Maria?
Não é para proteger nada em concreto, é o meu lado pessoal. A minha relação com o Pedro era pública, mas sempre mostrámos que éramos pessoas discretas e que gostávamos de preservar o nosso lado pessoal. Agora faz todo o sentido para mim mostrar isso mesmo, eu quero manter o meu lado pessoal muito discreto. Não tenho que justificar, simplesmente prefiro não falar sobre isso.
– Obviamente que quando refizer a sua vida, a relação entre essa pessoa e a Maria será a principal preocupação...
Claro que sim, mas neste momento não é uma preocupação. A Maria é e sempre será o meu foco principal em tudo, mas neste momento penso em dedicar-me ao meu lado profissional e viver a minha vida de uma forma tranquila e ser feliz.
– Ela também é muito nova para influenciar as suas decisões...
Eu tenho uma filha e ela vai sempre mexer com as minhas decisões, com o meu comportamento.
– Como é a vossa relação?
Somos muito cúmplices, quase dependentes uma da outra. Tento ao máximo compensá-la com as alturas em que tenho de estar mais ausente... Ela está a tornar-se uma parceira da minha partilha diária. Ela agora já acha interessante saber o que vou fazer, já gosta de acompanhar um dia de trabalho, de observar tudo... Cada vez mais a personalidade dela demonstra quem ela é. É muito interessante.
– Acredita que a separação dos pais a fez crescer mais rapidamente?
Acho que não. É claro que o pai saiu de casa e que o tempo entre eles é outro, mas as rotinas dela continuam a ser as mesmas... Ela mora na mesma casa, estuda na mesma escola, muitas vezes fica em casa de uma das avós, muitas vezes fica com os tios... Tem de haver uma gestão grande da nossa parte em provocar rotinas na nossa filha, porque a nossa falta de horários também não ajuda a que isso aconteça. Por vezes tenho de me obrigar a deixá-la ir para a escola nos momentos em que estou mais parada em casa. Tenho de me educar também a mim, não é só a ela. Temos muita cautela na forma como o dia-a-dia da Maria é gerido.
– E isso é tudo conversado com o Pedro?
Sim, se bem que o Pedro deposita muita confiança em mim e deixa que eu acabe por gerir muito isso. Claro que opina sempre e conversamos sempre, mas guia-se muito pela forma como eu pretendo fazer.
– Tem conseguido equilibrar muito bem a apresentação com a representação. Repre­sentar continua a ser a grande paixão?
– As duas áreas estão cada vez mais equi­libradas, mas a representação provoca em mim um desafio diário, apesar de ser o registo em que me sinto mais confortável. Podemos planear o dia de trabalho mas nunca controlá-lo e isso para mim é um jogo altamente desafiante e até viciante. A apresentação tem a adrenalina do direto... Gosto muito de viver as coisas com intensidade, de vibrar com elas e vou vivendo o meu dia-a-dia de trabalho dessa forma.
– Vai fazer 37 anos. O avanço da idade é assustador?
Para já, vivo tudo de uma forma muito leve, mas isso pode mudar a qualquer momento... Ainda me sinto distante dos 40 e não sinto propriamente o peso da idade. A minha forma de viver é muito leve, muito descontraída, procuro sempre o lado positivo das coisas. Por isso, não penso muito nisso, não perco tempo. Não vivo agarrada às memórias do passado nem à ânsia do que vai ser o futuro. Gosto de ter objetivos, caminhar em direção a eles e viver o dia-a-dia, mas nunca fui de fazer planos.
– O que é que um homem precisa para a conquistar?
[risos] Uma das coisas que valorizo cada vez mais é o humor. Depois, é muito importante que seja boa pessoa, que não complique, não seja intriguista. A minha carreira já é um constante desafio, não procuro isso numa relação. Não gosto de estar a viver em jogo, de me desafiar, gosto da plenitude, da descontração... A pessoa que estiver ao meu lado tem de contribuir para bons momentos, tem de ser bem resolvida.
– Que fase é esta que está a viver?
É plena, descomprometida, tranquila. Realmente, é tudo o que não foi no último ano [risos] porque, inevitavelmente, por mais que tenhamos feito a coisa da melhor maneira, foi uma revolução. É engraçado, porque tudo acontece por uma razão... Tive muitos desafios profissionais e momentos únicos que de repente surgiram como janelas para que eu tivesse ar puro e não sentisse o caos que estava dentro de mim. Tudo o que aconteceu, a ida a Cannes [durante o festival de cinema], o Factor X, as férias em que me afastei da televisão, acabou por não me deixar pensar apenas no que se passava na minha vida. Foram conquistas que me foram equilibrando. Por maior que tenha sido a revolução na minha vida e me tenha sentido perdida em alguns momentos, nunca me senti completamente no chão. Nunca me senti desesperada, fui sempre tendo consciência do que se estava a passar e isso é muito bom.
– Sempre acreditou que ia chegar a esta plenitude?
Sempre ouvi dizer que o tempo cura tudo e é a maior das verdades. É incrível como, ao fim de um ano e três meses, posso dizer que me sinto feliz e tranquila.

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