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Paulo Ramunni: “O minimalismo é a expressão da nossa vida”

O ‘designer’ e escultor e a terapeuta Rita Stilwell apresentam à CARAS a sua família e falam sobre o seu trabalho, peças de ‘design’ de autor com projeção internacional.

CARAS
5 de abril de 2015, 14:00

A história de Paulo Ramunni e Rita Stilwell tem muito de conto de fadas e nem o realismo do dia-a-dia lhe tira o encanto. No Porto para frequentar um curso de medicinas alternativas, já lá vão 11 anos, Rita conheceu Paulo e quis o destino que as suas vidas se unissem quatro anos depois. Juntos desde 2007, casaram-se há quatro anos numa cerimónia digna de registo. No dia do seu 35.º aniversário, Rita foi surpreendida por Paulo com uma inesperada cerimónia de casamento na presença dos amigos e da família. Hoje, ao recordar o momento, a terapeuta ainda se emociona. Os filhos, Matilde, de cinco anos, e Tomás, de quatro, “são uma bênção” e a harmonia reina na casa da família em Penafiel. Fábio, de 23 anos, e Maria, de 16, do primeiro casamento de Paulo, e Diana, de nove anos, fruto do relacionamento anterior de Rita, completam o clã, que prima pela simplicidade e pelo minimalismo no dia-a-dia.
Juntos na vida mas também no trabalho, Paulo, de 46 anos, e Rita, de 39, vivem a espiritualidade em pleno como modo de vida, e esta é só mais uma linguagem em comum.
O Paulo e a Rita vivem juntos há sete anos, 24 horas por dia e sete dias por semana. Co­mo gerem o dia-a-dia e os cinco filhos com idades tão diferentes?
Paulo Ramunni – Têm sido anos muito cheios e preenchidos...
Rita Stilwell – Se há dez anos me tivesse dito que eu estaria 24 horas por dia com uma pessoa, eu diria que era impossível. Mas a verdade é que passamos os dias juntos e já não nos imagino de outra forma. Os nossos filhos são uma bênção e foram muito bem recebidos pelos irmãos mais velhos. Juntámos as nossas famílias e ficámos muito felizes por ver que os miúdos se dão bem. Eles são todos diferentes: o Fábio é mais calado; a Maria está a entrar na adolescência; a Diana é muito responsável; e os mais pequeninos são meninos do campo, seres livres.
O Paulo já conta com mais de 20 anos de carreira como designer. Qual o papel da Rita na marca Paulo Ramunni?
– Comecei como designer de moda e com o tempo dediquei-me ao design de equipamentos e exteriores. Dese­nho e produ­zo as minhas peças e isto permite-nos controlar todo o processo. Há sete anos que a Rita trabalha comigo e me ajuda com a parte comercial e de comunicação. Fazemos as feiras internacionais, como a Maison & Objet, e ela é essencial na relação com os clientes.
Candeeiros, mesas, cabides, cadeiras e agora um presépio. Fale-nos sobre esta peça.
– Este projeto tem alguns anos, mas decidimos dignificá-lo e tor­ná-lo uma peça mais rica. Comecei por fazê-lo com os materiais que nos são característicos, as madeiras nórdicas e o aço inoxidável, mas agora está disponível em betão com ouro ou wengé com ouro, mas também em cobre ou aço.
Rita – Este presépio tem uma imagem moderna e é tão bonito que escapa à própria condição religiosa. À primeira vista parece simples, mas é muito complicado. Eu acompanho as montagens das peças e garanto que não é fácil. O nosso cabide Mickey e Minnie, por exemplo, que esteve exposto no MoMA, em Nova Iorque, parece muito simples, mas tudo ali está milimetricamente estudado para que cumpra a sua função.
Há uns anos trocaram a cidade pelo campo e é em vossa casa que têm também o ateliê de trabalho. É bom sair como fizeram neste fim de semana?
– Nós adoramos viajar, temos muito mundo, e talvez seja por isso que valorizamos cada vez mais o que é nosso. Gostamos muito do nosso cantinho.
Paulo – Temos uma vida descontraída, simples, e isso reflete-se no minimalismo do nosso design. É a expressão da nossa vida.

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