Nas Bancas

Jessica Athayde confessa-se em livro: “Era gozada por ser magra demais, não ter curvas nem peito”

Em ‘Não Queiras Ser Perfeita mas Faz o Melhor por Ti’, a atriz fala das mudanças que fez em relação à alimentação e da forma como cuida do seu corpo.

CARAS
3 de abril de 2015, 10:00

Um dia, a meio de uma manhã de gravações, o coração disparou, louco, desenfreado como se me falasse ao ouvido. Deixei de controlar a respiração, perdi a força nos braços e nas pernas e caí para o lado. Acordei no hospital, sem saber o que se tinha passado. “A menina está com uma depressão, ou com um esgotamento.” Ouvi a sentença do médico, ainda meio atordoada, e congelei.” Esta é uma das passagens do livro de Jessica Athayde no qual a atriz confessa que sofre de ansiedade, que costumava abusar de fast food, que tinha uma relação de amor/ódio com o seu peso – chegou a pesar 42 quilos – e como ultrapassou a anorexia nervosa. Em Não Queiras Ser Perfeita mas Faz o Melhor por Ti, que pretende ser “uma inspiração para quem passa pelo mesmo”, a atriz deseja demonstrar que o mais importante na vida é ser feliz. “Sofro de ansiedade, uma doença pouco falada e que é muitas vezes, e de forma errada, confundida com excesso de mimo, má educação ou birra. (...) Desde que tenho memória sempre me senti angustiada e incapaz de controlar os episódios de pânico. (...) A ansiedade escalou para uma anorexia nervosa e foi nessa altura, numa situação limite, que comecei do zero”, conta.
Jessica, de 30 anos, que passou alguns anos a tomar ansiolíticos para controlar a ansiedade, teve então de fazer as pazes com o seu corpo. “Ser saudável não é sinónimo de 0% de gordura, abdominais definidos ou um peso-pluma, mas antes de um corpo forte e nutrido, que cuidamos e respeitamos, independentemente da sua forma”, defende a atriz que, recorde-se, foi criticada quando desfilou em biquíni numa edição da ModaLisboa por não ter um corpo com as medidas-padrão de uma manequim. “Cresci a comer mal. Em Inglaterra começava o dia com o típico pequeno-almoço britânico, ovos, bacon e chá, e ao longo do dia, sempre que tinha fome, enchia-me de fast food – tudo o que vos vier à cabeça, desde batatas fritas, chocolates, hambúrgueres e refrigerantes (não bebia água!)”, explica, adiantando: “Quando cheguei a Portugal tive, obrigatoriamente, de começar a comer fruta, legumes, mas nunca foi pacífico.”
A adolescência também não foi uma altura particularmente feliz da sua vida: “Não era uma miúda nada popular, antes pelo contrário. Era gozada por ser magra demais, não ter curvas nem peito.” E se a atriz, que podemos ver atualmente na novela Mulheres, comia tudo e não engordava, quando tinha 24 anos, o seu corpo mudou: “E chegou o dia em que me pesei e a balança acusou dez quilos a mais. (...) Tinha chegado a altura de mudar. Troquei o pão branco por pão de sementes, as batatas fritas por palitos de cenoura, os refrigerantes por água, e mantive o ritmo de ir ao ginásio com frequência. Mas a grande mudança ainda estava por vir.” E não tardou: “Quando decidi que não me ia encharcar em comprimidos comecei a pesquisar um sem fim de informação sobre vida saudável. Em quase tudo o que li encontrei a frase que se transformou num lema de vida: ‘Somos o que comemos’.”

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras