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Adelaide de Sousa e Tracy Richardson unem-se a Nélson Mateus num projeto que junta gerações

Através das entrevistas a avós e netos famosos, idealizadas por Adelaide e Nélson e fotografadas por Tracy, vai nascer o projeto Retratos Contados. O objetivo é celebrar os laços que unem gerações.

CARAS
22 de março de 2015, 10:00

Sonhador assumido, Nélson Mateus idealizou um projeto que pretende celebrar os laços que unem avós e netos. A essa ideia vieram juntar-se as saudades de entrevistar de Adelaide de Sousa e o talento para a fotografia do marido desta, Tracy Richardson. Os três encontraram-se e nasceu Retratos Contados, um projeto que se materializará em forma de livro e de blogue. A CARAS, que ajudará a dar visibilidade a este projeto através das entrevistas a avós e netos famosos feitas por Adelaide e Nélson e fotografadas por Tracy, foi conhecer melhor uma iniciativa que promete ajudar a mudar mentalidades.
– Que histórias contam neste projeto?
Adelaide de Sousa – Aquelas histórias de família que podem ser de tragédia ou de sucesso, mas que pintam sempre uma aguarela muito bonita de humanidade. Queremos tirar alguns ídolos do trono, mas para revelar a pessoa por detrás dessa imagem feita, que às vezes parece perfeita, à prova de tudo. Os nossos convidados são célebres, mas sangram como qualquer um de nós. Por outro lado, há uma resiliência em cada um deles que muitas vezes nos faz pensar que estamos na presença de gente excecional. E estamos!
– Chegaram rapidamente à conclusão de que tinha que ser o Tracy a fotografar?
Tracy Richardson – Penso que fui a escolha óbvia! [Risos] Acredito que posso trazer uma mais-valia por me ser natural estabelecer uma certa empatia com as pessoas que retrato.
– A natural cumplicidade da Adelaide e do Tracy ajuda na hora de estarem envolvidos no mesmo projeto?
Adelaide – Ajuda e desajuda! Há coisas de casa que têm de ficar fora do trabalho, até porque estamos numa equipa, mas o saldo dessa cumplicidade é sempre positivo. Acho que estamos a trabalhar cada vez melhor juntos, a aprender a deixar de lado os egos, que não têm lugar num projeto que é também altruísta. Posso dizer que o meu respeito pelo meu marido tem crescido com cada oportunidade de estar com ele no trabalho, de criarmos juntos.
– O Nélson é a pessoa menos conhecida do grande público neste projeto. Quer falar-nos um pouco de si?
Nélson Mateus –  Sou uma pessoa sonhadora, determinada, lutadora e que nunca desiste! Profissionalmente, sinto-me realizado. Há uns anos, criei a Gilices, para poder ajudar na sustentabilidade dos projetos da Fundação do Gil ao longo do ano. Já tenho colaborado com a Ajuda de Berço e agora, com os Retratos Contados, espero contribuir de um forma ativa para a melhoria da vida dos mais velhos.
– O que é que vos move neste projeto?
Adelaide – Tenho dois motivos, um pessoal e outro profissional. Por um lado, tenho muita vontade de contribuir para um maior respeito tanto pelos mais pequeninos como pelos mais velhos, olhando para famílias que julgamos conhecer e que têm, como qualquer outro português, as suas lutas, as suas crises e desavenças, divórcios, mortes e doenças graves, mas também uma imensa vontade de viver essas tempestades da vida no mesmo barco, juntos para o que der e vier. Por outro lado, estava cheia de saudades de voltar a conversar com as pessoas, de me sentar em frente a alguém e construir essa relação de confiança que gera sempre tão boas conversas...
– O exemplo de alguém que é mediático e reconhecido pode ajudar a sensibilizar para a importância dos avós?
Nélson – Claro que sim! As pessoas em geral gostam muito de termos de comparação. Muitas vezes é necessário verem exemplos mediáticos para estabelecerem pontes de amor que para muitos estão adormecidas.
– Onde ambicionam chegar?
Para nós, este projeto não tem limites. Quando foi pensado, era para ser apenas um livro de entrevistas cuja venda reverteria a favor de uma instituição. Porém, o projeto cresceu e hoje, para além de estarmos a preparar o livro, estamos muito contentes com a presença que vamos ter na CARAS, com o blogue que vamos lançar… Queremos crescer e ajudar várias causas relacionadas com os mais velhos.
– Que importância tiveram os vossos avós nas vossas vidas?
Adelaide – Infelizmente, só conheci os maternos. O meu avô tinha uma predileção por mim porque teve um ataque cardíaco mesmo antes de eu nascer e creio que acabei por simbolizar essa segunda hipótese de vida.
Tracy – No meu caso, houve um legado espiritual: a minha avó paterna era cristã e sei que orou muito por mim.
Nélson – Tiveram um papel determinante por tudo o que me transmitiram.

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