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Ao lado da mulher, Danny Glover revela o desejo de viver no Brasil

O ator de “Arma Mortífera” e “Predador 2” esteve com a mulher, a ativista Eliane Cavalleiro, no Castelo da CARAS, nos Estados Unidos, onde desfrutaram de uns dias de descanso.

CARAS
7 de março de 2015, 14:00

Mesmo sendo casado com a escritora e ativista brasi­leira Eliane Cavalleiro, de 46 anos, o ator norte-americano Danny Glover, de 68, nunca viu o carnaval brasileiro de perto. Nem mesmo nas suas passagens anteriores pelo país, como quando gravou, em S. Paulo o filme Ensaio sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles, em 2007. A observação, em tom de reclamação, costuma ser uma das primeiras frases do ator quando encontra brasileiros. Foi o que aconteceu recentemente no Castelo de CARAS, em Tarrytown, a 40 minutos de Manhattan, onde o ícone do cinema esteve de passagem.  Com residência fixa em São Francisco, Califórnia, o casal revelou o desejo de morar onde se conheceu e divide as mesmas paixões, da gastronomia ao ativismo social.
– Como é que se conheceram?
Danny – Já nos tínhamos conhecido há uns anos, mas na altura não nos falámos e durante qua­tro anos não nos cruzámos. Só quando visitei o presidente Lula, em Brasília, é que perguntei por ela a alguns amigos. Trocámos e-mails e passámos a conversar por telefone durante cinco meses, até que decidimos encontrar-nos no ano seguinte. Casámo-nos em agosto de 2009, numa cerimónia muito simples.
– O que é que mais admira na Eliane?
A Eliane tem dois filhos do seu ex-marido, uma pessoa fantástica. E eu, que já tinha uma filha do meu primeiro casamento, ganhei dois filhos maravilhosos que passaram a ser meus, e isto só é possível porque eles tiveram dois pais maravilhosos. Nos meus sonhos sempre quis estar, em primeiro lugar, com alguém que fosse uma excelente mãe. Não pretendo ser pai novamente. Estar ao lado de alguém que veja o universo com o olhar de mãe é importante para mim. A minha ambição, quando a vi, foi ter alguém que fizesse a diferença no mundo, com ideias e iniciativas. Nunca conheci alguém que amasse tanto a própria mãe como eu amei a minha. A Eliane é assim, também ama o irmão e os sobrinhos. Era com ela que eu queria estar.
– Percorrem o mundo. Agora, conheceram um castelo em plena Nova Iorque. O que acharam?
Eliane – É, de facto, um lugar especial e encantador. Fomos muito bem recebidos e saboreámos deliciosas iguarias. O encontro com atrizes e atores brasileiros foi alegre e acolhedor. O Danny  sentiu-se muito feliz com tudo e estar com brasileiros aumentou  ainda mais o desejo de, num futuro próximo, mudar-se para o Brasil.
– Que experiências mais marcantes tem vivido ao lado do Danny?
O que posso destacar é que, morando nos Estados Unidos e estando ao lado do Danny nas mais variadas viagens e atividades em prol da valorização da diversidade, combate às desigualdades e à pobreza, tenho tido oportunidade de conhecer outras realidades com problemas semelhantes aos que enfrentamos no Brasil, como, por exemplo, o racismo, o precon­ceito no campo da educação e os seus efeitos negativos nas crianças a todos os níveis escolares. Como ele é Embaixador da Boa Vontade, visitámos lugares como Sarajevo, na Bósnia, Cartagena, na Colômbia, e Lima, no Peru, para acompanhar atividades da Unicef. São experiências ímpares.
– E apoiam causas sociais quando estão no país?
Danny – Costumo apoiar causas de trabalhadores e sindica­tos. Sendo figura pública, quero mostrar que tenho preocupações iguais e que penso em transformar o mundo.
– O que mais gosta do Brasil?
A música, os filmes, adoro a comida, especialmente a da Bahia, gosto de moqueca e feijoada, mas, principalmente, o que me encanta são as pessoas. E minha mulher, logicamente, que me faz feliz.

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