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Luísa Sobral: “Uma boa relação com a família é a base para tudo o resto”

A propósito do lançamento do 3.º álbum, passeámos com a cantora no bairro lisboeta onde cresceu.

CARAS
1 de março de 2015, 10:00

Simpática, inteligente e de humor apurado. É assim Luísa Sobral aos 27 anos. A cantora passeou com a CARAS pela Estrela, zona lisboeta onde cresceu. Falou da importância da família na sua vida e da influência que teve no lançamen­to do seu mais recente álbum, Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa, o terceiro da sua carreira
– Qual foi o gatilho que desencadeou a criação deste novo álbum?
Luísa Sobral – Quando era mais nova havia uns quantos CD que eu, o meu irmão e os meus pais ouvíamos nas viagens de carro e foram músicas que ficaram comigo para o resto da vida, que eu sei de cor. Sem querer ser prepotente, quis criar um disco assim também, um disco que os pais ouvissem no carro com os filhos, sem ser demasiado infantil para os pais gostarem e se identificarem com as músicas também.
– E não foi difícil expor tantas recordações suas?
– Não, porque são coisas pelas quais muita gente passou. Apesar de na altura serem situações que me deixavam angustiada, hoje em dia rio-me delas, como por exemplo a música do João, que fala sobre todas as meninas, inclusivamente eu, gostarem do mesmo rapaz na escola. 
– Parece ser uma pessoa muito ligada à família...
– Sou muito ligada à minha família, é algo muito importante para mim. Há rituais que temos há anos e que só interrompi quando vivi fora de Portugal, como almoçar fora uma vez por semana só com o meu pai, ou jantarmos sempre juntos ao domingo, fomentamos muito a importância de passarmos tempo os quatro e cada vez dou mais valor a isso, porque uma boa relação com a família é a base para tudo o resto.
– Essa relação com a família explica o facto de viver no bairro onde cresceu?
– Já mudei de casa várias vezes e já vivi fora de Portugal, mas adoro Lisboa e sou feliz a viver cá. Não consigo sair desta zona, às vezes ouso pôr a hipótese de mudar para outros bairros, mas acabo sempre por mudar de casa, no mesmo sítio [risos].
– Com uma vida profissional tão preenchida, pensa criar a sua própria família ou a música é agora a sua prioridade?
– Eu penso sempre em tudo. Tenho mais pessoas a trabalhar comigo e se eu decidir que agora quero ser mãe, isso vai alterar a vida de mais pessoas além de mim. Quero muito ser mãe e construir a minha família, mas por agora quero dedicar pelo menos os próximos dois anos à minha carreira.
– É exigente consigo própria?
– Sim, um bocadinho, gos­tava de ser mais descontraída, mas não com a minha carreira, porque acho que temos de estar sempre em cima da jogada. Isso não significa que não dê importância ao meu lado pessoal, tiro muitas vezes dias para descansar e esforço-me para estar em contacto com a Luísa que não é cantora. Este mundo é um bocadinho de ilusão e por isso é sempre bom alimentar o nosso lado de pessoa que não é artista.
– O sucesso que tem alcançado assusta-a? Tem medo da fama e da exposição da vida pessoal?
– Apesar do que já alcancei, não sinto que as pessoas tenham especial interesse na minha vida pessoal, não me abordam nem olham constantemente na rua como, por exemplo, me aconteceu quando participei no Ídolos, aos 16 anos. Nessa altura era a toda a hora e sim, isso deixava-me claustrofóbica. Lembro-me de uma vez, nessa altura, ir sair à noite com as minhas amigas e depois ler comentários de pessoas a dizer “a Luísa não dança nada bem” e eu pensava “mas porque é que eu tenho de fazer tudo bem?”. Hoje em dia não sinto isso, as pessoas têm uma abordagem muito mais natural, não sinto pressão nenhuma, é ótimo.

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