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Raquel Prates e João Murillo: “Sermos pais é o nosso desejo para 2015”

Num passeio pelo Funchal, pusemos a conversa em dia com a empresária e o artista plástico.

Cristiana Rodrigues
21 de fevereiro de 2015, 18:00

Raquel Prates é contida nas palavras e nos gestos, mas quando dá uma gargalhada enche a sala. João Murillo é mestre em saber fazer rir. Tem um apurado sentido de humor, é extrovertido e daquelas pessoas para quem está sempre tudo bem. Durante um passeio pelo Funchal, ficou visível o quanto a empresária, de 39 anos, e o artista plástico, de 47, gostam de cuidar um do outro e o quanto isso é fundamental para a união sólida quem têm vindo a construir há dez anos. Aliás, o balanço não podia ser mais positivo. Para completar este romance, só mesmo um filho, desejo de ambos.
– Na última entrevista diziam que a ansiedade tem sido um dos impeditivos para a Raquel conseguir engravidar...
Raquel – Nos dias de hoje é muito difícil existir um momento ideal para sermos pais. É um dos nossos maiores desejos e esperamos que 2015 nos seja favorável [risos].
– E em 2015 também faz dez anos que assumiram o vosso namoro, na Gala dos Globos de Ouro. Ao fim de dez anos, o romantismo é o mesmo?
Se há algo que sempre tivemos presente foi que uma vida a dois sofre condicionalismos todos os dias e que é importante a nossa atenção, para que isso não funcione contra nós. Sabemos que o mais importante são os senti­mentos e a forma como os expressamos. Teremos que dizer que o romantismo nunca foi o mesmo ao longo de todos os dias destes dez anos, mas está sempre presente e tem evoluído connosco.
– De que forma celebram o vosso amor?
O amor em si é uma celebração, o que tentamos nunca esquecer.
João – Não há coisas grandes nem pequenas no amor, temos que cuidar de tudo com delicadeza e cumplicidade. Na realidade nós celebramos o nosso amor todos os dias, na forma como temos presente a necessidade de mimo mútuo.
– Este é o amor mais bonito que já viveram?
Este é o que vive dentro de mim há mais de dez anos, por isso, é o único que conheço e claro o que me realiza.
Raquel – É o meu amor e gosto que assim seja. Não é, sequer, comparável a mais nada, pois é o presente.
– Olham para esta relação como sendo especial?
Claro que sim e penso que todas as pessoas o deveriam fazer. Não há nada mais especial na vida do que partilhá-la com alguém. O gosto de viver o melhor e o pior da vida com alguém que nos entende e que nós tudo fazemos para entender.
– É possível continuar a sentir paixão, ou ela dá lugar a outro tipo de sentimentos?
João – Eu não consigo viver sem paixão. Claro que continuo a sentir paixão.
Raquel – Todos os sentimentos evo­luem, mas a verdade é que basta um dia separados para voltar a sentir o meu coração ‘apressado’... E isso é tão bom!
– O João é romântico?
João – Sou muito romântico, de uma forma particular. Nada me dá mais satisfação do que o bem-estar da Raquel e o romantismo é a estrada de quem é apaixonado.
Raquel – É muito, sim. O João tem o dom de viver cada dia como se fosse o único, sei que nem sempre é fácil para ele, mas é uma alegria e um orgulho para quem está próximo dele. Não conheço forma mais deliciosa de se ser romântico.
– Acreditam que estavam predestinados um para o outro?
João – Acredito que sim, tanto quan­to acredito que esse facto não chega, é preciso cuidar dos dias e do caminho.
Raquel – Ainda hoje adjetivo a predestinação como a coisa mais estranha da minha vida. Ora se há coisa que aprendi sobre estar apaixonada é que é a coisa mais ‘estranha’ da vida. Por isso, acredito que estávamos predestinados e isto deve querer dizer que continuo apaixonada, que estranho... [risos]
– João, a que é que não resiste na Raquel?
João – A ela, a tudo o que ela é e à forma como isso se reflete no meu mundo e nos meus dias. A Raquel é uma pessoa muito especial, no melhor sentido que já conheci.
– E a Raquel, o que mais gosta no João?
Da liberdade de pensamento e expressão e também da sua clarividência. A forma como se expressa relativamente a tudo o que sente. É sempre intenso, com uma dimensão muito própria das ‘coisas’, tudo para ele tem uma importância maior. Só me basta acrescentar as características mais guardadas e pessoais: a inteligência e o sentido de humor que ele guarda só para quem quer.

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