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Karen Gaidão corre risco de vida se não receber medicamentos para a hepatite C

 “Fiz outros tratamentos e não negativei, por isso, preciso urgentemente deste novo medicamento.”

CARAS
18 de fevereiro de 2015, 10:40

Um dos pacientes que pode­rão ser tratados com o novo medicamento contra a hepatite C aprovado esta semana é Karen Gaidão, de 42 anos. Karen, que terá sido infetada com o vírus da hepatite C em criança, após uma transfusão de sangue, explicou à CARAS que os últimos tratamentos que fez não fizeram efeito, precisando urgentemente do medicamento novo para sobreviver. O medicamento para tratar a hepatite C, que apresenta uma taxa de cura acima dos 90 por cento, conforme anunciou o ministro da Saúde, Paulo Macedo, já foi aprovado e deverá ficar ainda este mês acessível nos hospitais públicos. Um tratamento dura três meses e custa 48 mil euros. Karen, que usa há mais de dez anos a sua imagem pública na luta contra a doença, está feliz com a liberalização do medicamento, embora lamente os momentos dramáticos que ante­cederam a aprovação.
– Com que sentimentos assistiu à manifestação pelo acesso ao novo medicamento?
Karen Gaidão – Fiquei contente por ver que, unidos, alcançámos o nosso objetivo, mas é pena que o acordo tenha sido assinado tarde demais para alguns doentes que já morreram. Não posso deixar de lamentar profundamente os momentos dramáticos que conduziram à aprovação do novo medicamento.
– Sei que a Karen também precisa desse novo medicamento...
– Sim. Já fiz outros tratamentos e não negativei, por isso preciso urgentemente deste novo medicamento.
– O que significa não negativar?
– Significa que o vírus está ativo e que preciso rapidamente do tratamento para não deixar avançar para uma cirrose.
– Corre risco de vida?
– Sim. O vírus está ativo e continua a danificar de forma perigosa o meu fígado, o que pode conduzir a uma cirrose e depois a um cancro.
– Quando espera ter acesso ao novo tratamento?
– Espero que não demore muito... não posso esperar. No dia 19 tenho consulta médica para saber como se vai processar tudo. Preciso de me tratar rapidamente.
– Como é viver com a hepatite C?
– É uma vida sem qualidade, pois o cansaço priva-me muitas vezes de fazer algumas coisas de que gosto. Fui diagnosticada em 2004, não sabia o que era a doença, não tinha muita informação, mas fui à procura e comecei de imediato a tratar-me.
– Tem que ter cuidados especiais no seu quotidiano?
– Tenho muito cuidado com todos os objetos cortantes, para não infetar os meus filhos ou quem está próximo de mim.
– O apoio dos seus três filhos e do seu marido, Filipe Gaidão, tem sido fundamental para vi­ver com a doença?
– Para mim é muito importante eles entenderem a minha doença e saber que posso contar sempre com eles. São os meus filhos e o meu marido que cuidam de mim muitas vezes.
– A Karen mudou de vida há pouco tempo e tem uma nova atividade profissional. Sente-se realizada?
– Atualmente sou consultora imobiliária na Remax Spazio e sinto-me muito feliz e realizada.

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