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Virgínia e Crispim Abreu: “Vivemos intensamente esta época de Natal"

Empresários de sucesso, construíram um império, mas os filhos são o seu grande orgulho. 

Joana Brandão
8 de janeiro de 2015, 16:53
Naturais de Riba de Ave, Virgínia e Crispim Abreu cresceram vizinhos, apaixonaram-se já adultos e casaram-se ao fim de dois anos de namoro, já lá vão 32 anos. Os mesmos da fundação da empresa, Crispim Abreu, que, com empenho e engenho, o casal tem dirigido, conquistando um lugar de destaque no sector do vestuário e têxtil-lar. Responsável pela produção de grandes marcas internacionais, a Crispim Abreu é uma referência do made in Portugal, mas é com discrição que Virgínia e Crispim falam dos seus feitos. Ela dirige a produção, o estilismo e o comercial. É pratica, objetiva, perspicaz, otimista e solidária. Ele, que assume a área financeira, do investimento e faz a aquisição de matérias-primas, é observador e bem disposto. Os filhos, Crispim José (Pimzé), de 29 anos, e João, de 26, seguiram-lhes as pisadas e são orgulhosos trabalhadores da empresa.
– Já têm a casa pronta para o Natal. Que significado dão à época e como a celebram?
Virgínia Abreu – Vivemos intensamente esta época. É uma altura do ano feliz, em que as pessoas se entreajudam e são particularmente solidárias. Gosto de ver fartura na mesa e a família reunida. Para mim, o Natal marca o início de um novo período com prosperidade e boas energias. É tempo de renovação. Este ano, vamos passar o Natal cá em casa e temos tudo o que é tradicional na mesa. Na véspera fazemos bacalhau cozido, cabrito, vitela e peru assado. E no dia 25, como temos muitos amigos para jantar, ainda fazemos farrapo velho e canja. 
– Qual é o papel dos seus filhos nestes dias de festa?
Desde muito novos que eles se habituaram a receber cá em casa e sempre que fazemos festas ou jantares, eles revelam-se 
excelentes anfitriões. Apesar de já estarem crescidos, gostam de estar em família e por vezes também trazem os amigos e fica um ambiente engraçado.
– Aos 32 anos de casamento juntam-se outros tantos de trabalho em conjunto. Como tem sido?
No início havia alguns conflitos de interesse no trabalho, mas à medida que a empresa foi crescendo tivemos de dividir as áreas de trabalho e hoje quase não nos cruzamos. Quando há decisões importantes a tomar, decidimos juntos, mas no dia-a-dia 
cada um faz o seu trabalho independente.
– Criaram a empresa em 1981, bastante jovens, e têm sido muito bem sucedidos. Olhando para trás, como é que tudo aconteceu?
O meu marido é muito sereno e desde o início que nos regemos por um princípio básico: não compramos nada que não possamos pagar. Não pedimos favores, nem empréstimos. Cada passo que demos foi muito ponderado e desta forma nunca falhámos com os clientes, os fornecedores ou os nossos colaboradores. Subimos os degraus todos para chegar aqui e graças à visão industrial do meu marido, conse­guimos manter-nos atualizados. Ele é empreendedor e tem muita perspetiva de futuro.
– Os seus filhos já fazem parte da empresa. Ficam contentes por tê-los a dar continuidade ao vosso trabalho?
É muito bom! Eles cresceram no meio disto e hoje já têm muito trabalho e responsabilidade. O João tirou Economia e sempre disse que queria ir para a empresa. Está com a parte financeira e comercial. Já o Pimzé acumula a área comercial com o desenvolvimento de projetos. Ele estudou Design e é muito criativo. Paralelamente, também tem um projeto de agricultura e gosta de acompanhar o nosso negócio de imobiliária. Os meus filhos são proativos, o que me deixa muito feliz. Eles vão herdar uma grande responsabilidade, temos muitos colaboradores, é importante que estejam preparados. 
– Quando os seus filhos estavam na faculdade, a Virgínia juntou-se a eles nos estudos, e inscreveu-se em Direito. Como correu?
Em 2007 o país estava a passar por uma fase de mudança e eu pensei que seria uma boa altura para concretizar essa vontade antiga. Foi maravilhoso. Adorei o curso, os professores e os meus colegas. Tinha uma ideia errada das novas gerações e encontrei ali pessoas maravilhosas. Consegui terminar o curso também graças à ajuda das minhas colaboradoras, que ‘seguravam as pontas’ na fá­brica quando eu tinha exames, e graças ao meu marido, que me incentivou diariamente e acreditou que eu ia conseguir.

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