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Miguel Albuquerque: “Tenho sido uma pessoa livre, tenho sido feliz”

O novo líder do PSD Madeira fala sobre esta etapa da sua vida.

Cristiana Rodrigues
14 de fevereiro de 2015, 18:00

Eram três da tarde de dia 1 de janeiro. Enviámos um SMS a pedir um encontro com Miguel Albuquerque, que dias antes tinha sido eleito presidente da comissão política do PSD Madeira. Duas horas depois, através do assessor de imprensa, chegava respos­ta afirmativa. O encontro com o político que veio substituir Alberto João Jardim à frente do partido ficou agendado para o dia seguinte, no The Vine Hotel. Acrescentámos que gostaríamos de fotografar também a mulher, Sofia Fernandes, e o filho de ambos, Afonso, de quatro anos. Mais uma vez, a disponibilidade foi total. E assim, logo no dia 2, durante uma hora e meia, antes de uma entrevista a uma rádio e um jantar, Miguel Albuquerque, de 53 anos, conversou e deixou-se fotografar. Com a mulher, 18 anos mais nova, trocou olhares cúmplices e foi evidente a sintonia entre ambos. Afonso foi, no entanto, o centro das atenções. Pulou, riu-se, brincou e posou para as fotos como gente grande. Só não foi protagonista da entrevista, na qual demos a palavra aos pais.
– Começou um novo ano com uma vitó­ria. Como têm sido estes primeiros dias?
Miguel Albuquerque – Foi ótimo, mas muito trabalhoso. O que eu gosto na política é o contacto com as pessoas e fi-lo de uma forma muito intensa nos últimos tempos e valeu a pena.
Sofia Fernandes – Foi um bom presente de Natal. Desde que o Miguel esteja contente, eu também estou. É bom ver que está muita gente satisfeita com este feito histórico. Tenho a certeza de que o Miguel vai conduzir bem a Madeira, uma vez que se vai candidatar às eleições regionais.
– O que vai dar muito trabalho também...
Miguel – Sim, vamos ter de elaborar o programa do Governo e fazer contactos com a população no sentido de garantirmos uma vitória...
– A vida afetiva é assim tão trabalhosa também?
Não. A vida afetiva é feita do entendimento mútuo e compreensão, só assim cada um pode sentir-se realizado.
Sofia – Dá algum trabalho, obviamente que sim. Neste caso sou eu que tenho de estar mais atenta para marcar programas a dois e em família, porque o Miguel está mais centrado no trabalho. Embora, claro, tenhamos de estar os dois sintonizados.
– Atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher...
Miguel – Ao lado! Ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher. A Sofia sabe que sou uma pessoa extremamente ativa, sabe que a vida política requer alguma exigência e respeita isso.
– Estão juntos há seis anos.
Sofia – Seis anos e meio e que passaram muito rapidamente. Acho que é bom sinal...  
– O Miguel viveu dois casamentos que terminaram. Continua, ainda assim, a acre­ditar numa relação para sempre?
Não me arrependo de nada do que fiz na minha vida nem do vivi, mas não gosto de olhar para trás, nem para tomar balanço. Cada coisa tem o seu tempo e gosto de olhar para o futuro. Estes seis anos têm sido ótimos divertimo-nos imenso os dois. Temos um filho maravilhoso que além de ser muito bonito é super simpático. Temos tido uma boa vida. Tenho sido uma pessoa livre. E tenho sido feliz.
– Além do Afonso, tem mais quatro filhos. É difícil conciliar interesses de filhos com idades diferentes?
A Alexandra tem 24 anos, a Sara, 21, o Martim, 17, e a Isabel tem 12. E o que posso dizer é que é melhor gerir filhos de três gerações diferentes do que serem todos da mesma geração. [risos]
– Eles pedem a sua atenção?
Na fase da adolescência eles gostam de estar com os amigos e gostam de estar connosco de forma relativa. Querem viver a vida deles. As adultas querem mostrar o que valem, começam a ter dinheiro para comprar as suas coisas. O que exige mais atenção é mesmo o Afonso, que precisa neste momento mais de apoio afetivo e emocional. Eu tento corresponder aos interesses de todos.
– É um pai presente?
Acho que sou. Mais em qualidade do que em quantidade. Muitas vezes a minha disponibilidade é pouca, mas quando estou presente tento usufruir ao máximo.

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