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Marta Cruz: “Agradeço diariamente a Deus acordar com as minhas filhas”

Empenhada em recuperar as medidas com as quais gosta de se ver ao espelho e entusiasmada com um novo desafio profissional, Marta Cruz diz que é uma mulher feliz ao lado das filhas, Yasmin, de nove anos, e Kyara, de dois.

CARAS
7 de fevereiro de 2015, 10:00

A filha mais velha de Carlos Cruz conseguiu dar uma volta na sua vida. Tem finalmente a filha Yasmin, de nove anos – nascida da relação com o bailarino brasileiro Alexandre Gondim – a viver com ela em Portugal. Feliz com os afetos – apesar de a relação com o futebolista Madjer não ter sido bem sucedida –, Marta decidiu também mudar de imagem, por isso está a seguir uma nova dieta, e encontrou um desafio profissional que a preenche. Por apaziguar continua a dor que sente em relação à prisão do pai.
– Imagino que sinta uma grande responsabilidade por estar a gerir uma loja na rua mais chique de Lisboa?
Marta Cruz – Sim. Quando vi o meu nome exposto ali fora, em plena Avenida da Liberdade, senti um friozinho na barriga, confesso. Mas é uma sensação maravilhosa. De pura concretização!
– A Marta já foi manequim. Gosta do mundo da moda?
– Sim, continuo a gostar.
– Ter as medidas perfeitas é importante?
– Hoje em dia não acho que o seja, sobretudo porque já não trabalho como modelo. Acho importante as medidas serem aquelas que fazem uma pessoa sentir-se bem com o seu corpo e em paz com o que vê ao espelho. Isso, sim, são medidas perfeitas.
– A Marta continua a seguir uma dieta especial para se manter em forma?
– Voltei à dieta, sim. Estou na Lev, a única dieta com a qual me dou bem e vejo realmente resultados rápidos e eficazes. Mas voltei recentemente, há um mês e pouco.
– Como concilia este novo projeto profissional com a educação das suas filhas?
– Não é fácil, claro, mas para tudo se dá um jeito! Com amor e dedicação tudo é possível e mãe é sempre mãe. Somos polivalentes e com soluções para tudo.
– A Yasmin e a Kyara enten­dem esta sua nova ocupação profissional?
– A Yasmin entende melhor, claro, mas a Kyara, sempre que a deixo na escola, diz que a mãe vai trabalhar, por isso acho que também vai entendendo à maneira dela.
– Já a visitaram na loja?
– Sim, as duas já vieram cá e disseram que é um espaço muito bonito. A Yasmin dá-me bastante força e estímulo. Adora ver as peças novas e recentemente ajudou-me a vestir alguns manequins da loja.
– Com a sua mãe a viver no Brasil, onde consegue o apoio necessário para cuidar de duas crianças pequenas e trabalhar?
– Isso é aquela parte em que eu digo que tenho soluções para tudo. Não tenho muitas bases cá em Portugal, bases de grande confiança e com quem consiga deixar as minhas filhas e vá trabalhar tranquila. Durante a semana deixo-as na escola e vou buscá-las, ao sábado é mais difícil. Mas conto sempre com a ajuda de uma família muito ami­ga da minha família e com quem as minhas filhas adoram estar e também com a madrinha delas.
– Ter a Yasmin a viver consigo foi o melhor presente que poderia ter tido em 2014?
– Sim, definitivamente. Foi a minha maior luta destes últimos dois anos e finalmente, com muita paciência e apoio da minha mãe, conquistei o direito de viver com a minha filha em Portugal.
– Muitos dos seus amigos descrevem-na como uma luta­dora. Revê-se nesse retrato?
– Infelizmente, se nos chamam lutadoras ou guerreiras, é porque a vida não é fácil... Se o sou aos olhos dos outros, é porque eles sabem que a vida não tem sido branda comigo e com quem amo nos anos que têm passado, mas não me quero ver dessa forma, senão vou estar a
perder tempo e a alegria com a qual vivo diariamente. Prefiro pôr esse rótulo de lado e seguir em frente como sempre faço, mas agradeço o carinho das pessoas e o apoio delas que, aliás, tem sido fundamental.
– A revolta que todos conhecemos na Marta por causa da condenação do seu pai já foi apaziguada?
– Nunca será apaziguada enquanto não houver verdade.
– Geralmente a revolta dá origem a sentimentos muitos negativos, mas a Marta parece uma mulher de bem com a vida. Onde encontra forças no seu dia-a-dia?
– Agradeço diariamente a Deus acordar com as minhas filhas e por ter quem amo por perto (mesmo longe) e com saúde. O resto conquista-se e são missões diárias. Estar bem com a vida é algo interior, que cada um de nós sente e escolhe. Tudo o que sou hoje e tenho foi resultado de escolhas minhas, porque tenho a possibilidade de estar no comando da minha própria vida, mesmo quando achei que não estava. Só isto me dá a liberdade de fazer o que quero e ter o que posso, conscientemente, sempre. Isso, sim, é uma dádiva que nem toda a gente pode ter.
– Está solteira?
– Sim, estou.
– É feliz?
– Muito.

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