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Mário Ferreira conta com o apoio de Paula Paz Dias em todos os desafios

Amante de arte e colecionador, o ‘self made man’ do Porto é o ‘tubarão’ do Douro no programa ‘Shark Tank’.

Joana Brandão
7 de fevereiro de 2015, 18:00

Dias antes de começarem as gravações de Shark Tank – o novo programa da SIC onde cinco empresários de sucesso investem em novos projetos que estejam a começar ou tenham necessidade de uma patente ou capital para crescer – o ‘tubarão’ Mário Ferreira recebeu a CARAS na sede da Douro Azul, em Miragaia, e antecipou a sua estreia em televisão. Com o apoio incondicional da mulher, Paula Paz Dias, com quem se casou há oito anos e de quem tem duas filhas – Carlota, de seis anos, e Catarina, de quatro – o ‘Rei do Douro’, como é conhecido por ter revolucionado o turismo daquela região, aguarda com expectativa as propostas dos empreendedores portugueses.
Amante de arte, em particular da contemporânea, Mário Ferreira criou um império a partir das águas do Douro e hoje são várias as áreas de interesse. Ano após ano, o empresário reinventa-se e as conquistas sucedem-se. Com a mesma simpatia e simplicidade com que o conhecemos há 20 anos, Mário tem na família o seu porto seguro e nos filhos o seu maior orgulho. Longe de Portugal, mas sempre no coração do pai, estão os filhos mais velhos, do primeiro casamento do empresário: Íris, de 20 anos, está a estudar em Londres, num curso ligado à gestão vocacionada para o turismo, quem sabe para seguir os negócios do pai; já Mário, de 12 anos, voltou aos EUA depois de uma temporada a viver com o pai em Portugal.
Já foi apresentado como um dos cinco ‘tubarões’ do Shark Tank português. Quais as suas expectativas?
Mário Ferreira – Acredito que está reunido um grupo bastante interessante de ‘tubarões’, agora falta saber se os projetos apresentados vão estar à altura do que esperamos. No entanto, estou certo que vai ser uma agradável surpresa porque os portugueses têm muitas ideias e são inovadores. Este programa é uma oportunidade para jovens com talento criarem os seus próprios negócios em Portugal.
Paula Paz Dias – O Mário adora projetos novos e este é a cara dele. É um desafio muito interessante para ele, vai estar em contacto com pessoas criativas e empreendedoras como ele. Vão criar-se boas sinergias.
Cada um dos ‘tubarões’ tem um perfil específico. No seu caso, vai à procura de que tipo de negócios?
– Acredito que os negócios pequenos, com perspetivas de crescimento rápido, são os mais interessantes, especificamente nas áreas da nanotecnologia e biotecnologia; nas áreas médicas; invenções que se possam industrializar e que já estejam patenteadas... Estou certo de que vão aparecer ideias interessantes que valham a pena o investimento. Por isso deixo o apelo: quem tem boas ideias não tenha medo de as apresentar, porque terá uma agradável surpresa.
Imagino que ao longo destes 20 anos de carreira como empresário já o tenham procurado a pedir ajuda. Chegou a avançar com alguma proposta?
– Sim, é verdade. Por exemplo, quando comprei o espólio da centenária Foto Beleza, com mais de 600 mil imagens e algumas máquinas fotográficas que são autênticas relíquias [como a que podemos ver na foto em cima, à esquerda].
E no seu caso, quando co­meçou há 20 anos, houve alguém que o tivesse ajudado?
– Eu tenho pessoas que acompanho e que são modelos a seguir, daí estar atento aos seus passos. Tenho referências, homens de negócios com quem me identifico. São vários, mas o que me tem enchido as medidas nos últimos anos é o Richard Branson, acho muita piada à maneira como ele faz os negócios.
Chega agora ao fim mais um ano em que concretizou novos projetos, como o Museu dos Descobrimentos. Qual o balanço de 2014?
– Além do museu, que está a funcionar muito bem e a superar as nossas expectativas, inaugurámos duas novas embarcações – o Viking Hemming e o Viking Torgil –, recebemos um novo heli­cóptero, e comprámos um iate com suítes. Ou seja, é um balanço muito positivo.
E quais as perspetivas para 2015?
– Vamos continuar a crescer mas a grande novidade é o arranque da reconstrução do edifício da Pensão Monumental, na Avenida dos Aliados, que vamos transformar no melhor e mais emblemático hotel da cidade do Porto. E isto é só o começo...
Estamos numa quadra festiva. Paula, como celebraram o Natal?
Paula Paz Dias – Na Quinta da Carlota, em Torres Vedras, porque é onde as crianças mais gostam de estar e temos mais condições para juntar a família toda. Costumamos ir uma semana antes para preparamos tudo. Montamos a árvore e a Carlota e a Catarina decoram-na à sua maneira. Durante dois dias têm liberdade artística. Depois eu dou o toque final e a coisa fica composta.
Mário – Somos mais de 20 à mesa e, de facto, ali temos todas as condições.
A Carlota e a Catarina escrevem ao Pai Natal? São meni­nas para pedir muitas coisas?
Paula – Nem por isso. A Ca­tarina viu lá em casa um daqueles livros de publicidade a brinquedos das grandes superfícies e marcou tudo o que queria, foram algumas páginas [risos]. Mas depois passa-lhe. Desde muito cedo que as habituámos a partilhar e elas já sabem que têm de separar brinquedos para dar aos outros meninos. Aliás, a Carlota às vezes até separa brinquedos novos e quando lhe pergunto se tem a certeza, ela diz que quer dar aos meninos que não têm. Já a Catarina, como é mais novinha, é mais zelosa das suas coisas, mas creio que é da idade.
Como é a relação entre elas? Dão-se bem?
– A Carlota é um exemplo para a Catarina. São muito amigas, adoram brincar juntas e sabem que apesar de cada uma ter os seus brinquedos, têm de partilhar. É engraçado porque dormem sempre juntas, na cama de uma ou de outra. É bom vê-las a criarem laços.
– Percebe-se que são pais orgulhosos. Como têm visto o crescimento delas?
– É um orgulho muito grande vê-las a crescer de forma saudável. Todas as pequenas conquistas do dia-a-dia são únicas. Claro que nem sempre é fácil gerir o tempo e, no caso do Mário, que é hiper ocupado, nem sempre é possível acompanhar tudo. Mas é incrível vê-las com o pai, têm uma ligação muito forte.
– A Paula deixou de exercer [enquanto juíza] e está a fazer um doutoramento. Uma opção para ter mais disponibilidade para a família?
– Um de nós tinha de estar mais presente em casa e como a vida do Mário é muito agitada, cedi eu. Nesta fase tinha de privilegiar a família, mas quando elas estiverem mais crescidas retomarei a minha atividade profissional, que exige que eu esteja a cem por cento. O douto­ramento tem a vantagem de ter um horário muito flexível.

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