Nas Bancas

Cristina Ferreira: “Poderia acabar tudo amanhã que eu não teria problema nenhum, faria outra coisa”

A apresentadora do programa ‘Você na TV’ e diretora de Conteúdos Não Informativos da TVI não tem receio de que as pessoas se cansem da sua imagem, até porque sabe que acreditam na sua essência.  

Andreia Cardinali
8 de fevereiro de 2015, 10:00

Cristina Ferreira, de 37 anos, iniciou a sua carreira em televisão há mais de uma década e, passo a passo, foi construindo um percurso muito sólido, tornando-se uma das mulheres de mais sucesso do nosso país. Empresária, apresentadora e diretora de Conteúdos Não Informativos da TVI, Cristina não renega o seu passado e com um sorriso garantiu que têm sido as suas raízes humildes que a têm feito manter os pés bem assentes na terra. Sem receio de que o público se canse da sua imagem, a apresentadora justifica o seu sucesso com a capacidade de se desligar do trabalho assim que chega a casa e se dedica por completo à família, em especial ao filho, Tiago
– Tem sido um ano em cheio...
Cristina Ferreira – É verdade. Tem sido um ano em que tenho trabalhado muito e colhido os frutos do trabalho que tenho desempenhado desde que entrei no mundo da televisão. As coisas às vezes parece que surgem quase do nada, mas isto dá muito trabalho e é feito e pensado com muita antecedência. Estou muito feliz com tudo o que tenho conquistado, no blogue Daily Cristina, na TVI, com o meu trabalho nas mais diversas áreas, com o sucesso que foi o Dança Com as Estrelas, que vai regressar em breve... E isto não acaba aqui, porque continuamos a trabalhar sempre em busca de mais e melhor [risos].
– Ter sucesso dá trabalho...
Claro que sim. Saio de casa às sete da manhã e o meu traba­lho acaba por volta das 18h, quando regresso a casa. Durante esse tempo não paro um minuto, mas dá para tudo aquilo que eu quero e que acho essencial para me sentir bem e depois enfrentar todos os desafios. Claro que por detrás disto tudo está uma equipa fantástica que me conhece e sabe como agir em qualquer situação. Eu não tenho agenda, está tudo na minha cabeça, mas muito bem estruturado e alinhado. Acho que tudo resulta por isso e porque quando chego às seis da tarde deixo a minha vida pro­fissional e sou mãe por inteiro. É isso que me permite recuperar para o dia seguinte.
– Consegue facilmente compartimentar os papéis de mãe, mulher, apresentadora, diretora, empresária?
Consigo, porque há horas para cada um deles. Sou a mesma Cristina em todos, sei o papel que desempenho em cada um, que personalidade tenho de adquirir... Está tudo muito bem definido e depois, quando regresso a casa, sou a Cristina mais natural, mais calada de todos.
– Quer dizer que é tímida?
Sim, desde criança. Eu nem ao telefone falava e hoje apresento um programa de televisão para milhares de pessoas [risos]. Sempre fui muito tímida e às vezes a minha família até brinca comigo e diz que fora de casa falo muito e lá estou calada. Acho que preciso daquele silêncio para acal­mar do ritmo de trabalho diário. Esse silêncio vou buscá-lo ao campo onde vivo, à minha casa, à lareira da minha tia, aos momentos com o meu filho, tudo isso é muito importante para mim.
– É isso que faz com que, passados tantos anos, mantenha a essência do início de carreira?
Sim, eu regresso todos os dias ao sítio de onde saí e acho que isso é importantíssimo. Eu poderia ter-me deslumbrado com tudo o que já conquistei e acho que até seria normal, mas, não sei explicar bem porquê, isso nunca aconteceu. Acho que isso me foi passado pela minha mãe, que me diz que é preciso trabalhar sempre. Mesmo que haja um caminho que me leve ao topo, há alturas com atalhos e aí temos de pensar muito bem, voltar à terra e não largar aquilo que de facto é meu... E isso eu fui gerindo sempre muito bem, pois sei que é daquilo que venho. Costumo dizer que isto podia acabar tudo amanhã que eu não tinha problema nenhum, amanhã estaria a fazer outra coisa.
– Mas não há um receio de que as pessoas se cansem de si?
As pessoas já se cansaram da Madonna?! [risos]
– Mas sente necessidade de pensar nisso?
Não e acho que as pessoas percebem a minha verdade e a minha essência e que eu trabalhei para isto, que estou a colher os frutos do meu trabalho. Não gosto de ser considerada um exemplo, mas acho que posso passar este exemplo às pessoas: eu sonhei e consegui. Fui crescendo, subindo degraus, não tive ninguém que me desse a mão, foi tudo à conta do meu trabalho. Venho de um meio sem qualquer ligação à televisão nem a lado nenhum... Foi tudo feito com dedicação e sempre com noção do que queria e onde queria chegar. Sei que tenho uma vida muito mais facilitada do que qualquer outra pessoa neste país, mas isto tudo só aconteceu por mim. É um bocadinho como dizem do Ronaldo, que todos saem dos treinos e ele continua lá. Só se consegue dessa forma, quando temos um foco e achamos que vamos conseguir, e isso eu sempre soube.   
– Desejos para 2015? 
Que continue tudo igual e que aquilo que está previsto se concretize. 
– Encontrar o amor faz parte? 
O amor faz sempre parte da vida.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras