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Fernanda Serrano e Pedro Miguel Ramos vão ser pais de uma menina

Fernanda está grávida de quatro meses, como nos contou ao regressar de umas curtas férias em Miami. A atriz já confirmou à CARAS que vai ter mais uma menina. "Estamos todos muito felizes", afirmou.

Natalina de Almeida
4 de fevereiro de 2015, 16:54

Quisemos saber como é que Fernanda Serrano e Pedro Miguel Ramos se preparavam para viver um novo ano e fomos surpreendidos com a notícia da gra­videz da atriz. De sorriso luminoso, barriga já saliente e a cinco meses de ser mãe pela quarta vez, Fernanda é, aos 41 anos, o espelho da felicidade. Recém-chegados de umas férias a dois em Miami, contaram-nos como viveram o momento em que descobriram que seriam de novo pais e de como essa notícia pode dar ainda mais sentido às suas vidas e às dos seus três filhos, Santiago, de nove anos, Laura, de sete, e Maria Luísa, de cinco.
– 2014 foi um ano difícil?
Fernanda Serrano – Foi sobretudo um ano de trabalho intenso para mim, com a novela Mulheres e a maravilhosa peça 40 e Então?, que já esteve três meses em Lisboa, fez uma digressão pelo país, sempre com casas cheias, e regressa a Lisboa. Agora com a novidade de não sermos três [Ana Brito e Cunha e Maria Henrique completam o elenco da peça] mas quatro em palco [risos].
Pedro Miguel Ramos – Pois... Grávida em palco, onde é que eu já vi isso?
– Esta gravidez é a prova maior de que continuam a investir no vosso amor e na família que continuam a construir?
Fernanda – Esta é, sem dúvida alguma, a prova de que a vida nos está constantemente a surpreender e que, por mais que tentemos, o destino e a vida se sobrepõem a nós.
– Não foi uma gravidez planeada...
Foi uma grande surpresa. Uma muito boa surpresa! Um filho que será muito bem recebido e, sobretudo, muito desejado e amado, como foram, e são, os nossos três grandes amores.
– Quando é que descobriram?
Foi um presente de Natal atrasado.
– E como é que reagiram?
Pedro – Com a felicidade e a cumplicidade que sempre tivemos.
– Sentiram medo do futuro quando souberam da gravidez?
Fernanda – Isso sentimos sempre. Pela vida socioeconómica do país e da Europa, pela crescente violência e falta de tolerância e oportunidades. Mas estamos cá para ajudar a resgatar o sorriso, a coragem e a serenidade deste povo e deste país. Quero ajudar a construir um melhor país para os meus filhos cá ficarem junto de mim e não terem de sair em busca de outras, melhores oportunidades. É importante persistir, nunca desistir!
Pedro – O tempo passa, a nossa experiência enquanto pais é maior, temos novas preo­cupações, algumas atualizadas pela instabilidade da sociedade e isso tudo origina sempre novas interrogações, mas medo, não! Apenas respeito pelo que a vida pode desenhar.
– Com o historial clínico da Fernanda [a atriz enfrentou um cancro da mama há seis anos], esta gravidez pode representar algum risco?
Fernanda – Obviamente que [para o médico] foi o primeiro telefonema que fiz e tudo foi devidamente falado e controlado. Está tudo em ordem.
– Estão ansiosos?
Digamos que é muito diferente uma gravidez aos 30 e outra aos 41. Parece que estou a desfrutar mais desta vez. Também porque tive três filhos em quatro anos, o que quase não me deixou respirar, não sobrava tempo para nada. Foi de facto extenuante e tive de contar com todas as ajudas familiares. Agora já estão com cinco, sete e nove anos, já irão ajudar, (espero eu!), iremos todos ter mais tempo para cuidar e amar este bebé.
– Como reagiram os vossos filhos?
Muito bem. Estão delirantes, contentíssimos. Por eles, não paravam de vir irmãos.
– O Santiago, a Laura e a Maria Luísa têm idades muito próximas. Como acham que vai ser a relação com o irmão?
– Eles têm uma relação muito próxima e de proteção, acho que o mesmo irá acontecer com o irmão.
– Eles preferem um irmão ou uma irmã?
Mudam de opinião a cada dia que passa.
– E os pais, têm alguma preferência?
Nenhuma preferência.
– Descobriram-se outros depois de se­rem pais?
– Descobri outro universo totalmente diferente e diversificado. Outras prioridades e valores mais altos se levantaram e, basicamente, tudo mudou. Sinto que nasci para ser mãe. Mas que não posso, nem devo, esquecer-me de mim e do meu valor e amor profissional. No entanto, decididamente, a minha família está primeiro que tudo.
– A família, mais do que um porto de abrigo, é o elemento que vos estrutura?
Sim, é a base. Aqui, tudo tem de estar bem e em ordem para poder ser bom dentro e fora de casa. Aqui é o quartel-general, onde tudo se define, decide e materializa. Lá fora, respira-se e trabalha-se.
– Continuam a existir enquanto pessoas, e não exclusivamente na dimensão de pais?
– Sim, isso sempre. Temos vidas profissionais muito exigentes e gostamos do que fazemos. Temos de nos manter felizes em ambas as vertentes. É fundamental.
– Durante o ano que passou, foram constantemente postos à prova com notícias de que o vosso casamento estava à beira do fim. Como lidaram com isso?
Como sempre lidámos, continuando a viver a nossa vida. Que mais poderíamos fazer? Somos um casal normal, como tantos outros, com dias de rotina, de alegria, de cansaço, vida familiar e profissional intensa e bastante agitada. Não nos resta muito tempo a perder com rumores, estratégias de venda de revistas e jornais. A verdade é que só nós sabemos o que se passa dentro de nossa casa e na nossa fa­mília, apenas a nós importa e a mais ninguém. O resto é simplesmente... o resto. Sempre irei proteger a minha família de tudo isso.
– Como é que enquanto pais protegem os vossos filhos destas notícias?
Pedro – Com simplicidade. A melhor forma de lidar com a cobardia é a simplicidade.
– Como diz a Fernanda, é sempre mais fácil desistir do que persistir?
Fernanda – É, e aplica-se a tudo na vida. No trabalho, em casa, na família e na relação com os amigos. Apenas quando realmente vale a pena se persiste. Ou quando a razão e a emoção claramente se encontram.
– Já vos apeteceu desistir do vosso casa­mento? Porque não o fizeram?
Há dias duros, bem como em todos os outros universos da nossa vida. Também já várias vezes me cansei de tanta falta de profissionalismo, injustiça e incompetência na área profissional e me apeteceu desistir de um ou outro projeto. Mas a persistência fez-me
ficar e perceber que nenhum dia é igual ao outro e que temos de utilizar os desafios com inteligência para vingar. Para crescer, para melhorar e aprender, ou ensinar. Só assim se chega lá, onde queremos chegar. E eu não sou de todo uma mulher de desistir de nada na vida.
– Qual foi o maior desafio que o vosso casamento já enfrentou?
Sem dúvida, e creio que é generalizado, pelo que tenho vindo a perceber junto de outros casais e famílias, que os filhos são um “osso duro de roer” na vida de um casal. Alteram por

completo as prioridades na vida a dois e somos completamente relegados para segundo ou mesmo terceiro plano. É necessária muita entreajuda, tolerância e agilidade física e emocional
para se sobreviver à operação “e agora filhos”. Mas são, sem dúvida, o melhor do mundo. Sem eles a minha vida não faria qualquer sentido.
– Talvez não existam segredos, mas a verdade é que têm superado todas as fases más e hoje mostram-se como um casal ainda mais unido. Dá muito trabalho construir um casamento feliz?
Pedro – Quando se vive a vida de forma genuína e livre, tudo acontece com naturalidade. Assim é mais fácil atingir a felicidade.
– Têm sido um para o outro o companheiro que esperavam?
Se assim não fosse seria impossível viver tudo aquilo que vivemos e pretendemos continuar a viver.
– Qual o balanço que fazem destes dez anos de casamento?
Fernanda – Que pareceram muitos mais, com tanta coisa que aconteceu. Mas se a ideia é dar continuidade, só pode querer dizer que o balanço é positivo. 
– No meio de tanta coisa, como encontram tempo para os dois?
Pedro – Isso aconteceu desde sempre, conseguimos reinventar o tempo e encontrar espaço para respirar a dois. É essencial. Mas confesso que por vezes tem que existir muita criatividade para encontrar esse tempo.
– Este tempo que passaram a dois em Miami era algo que ansiavam há muito?
Fernanda – Sim. Temos muito poucas férias a dois, há que aproveitar. Já não o fazíamos há dois anos. Uma semana em cada dois anos é muito pouco, mas lá para os 70 teremos mais tempo a dois...
– O que mais gostaram nestas férias?
Pedro – Da tranquilidade, do dia sem rotinas, do tempo para desfrutar e respirar os dois. De fazermos coisas simples sem olhares alheios e que resultou numa maior privacidade. Do clima, dos sabores, da praia...
Fernanda – Do sol, de falar, de fazer jantares calmos e ter tempo para ler e dormir.
– Sei que já vos passou pela cabeça casarem-se pela igreja. Acontecerá depois do nascimento do vosso quarto filho?
Fernanda – Na verdade já o fizemos. Foi muito especial, algo só para nós e para a família.

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